Rir de tudo é desespero…

Caros parceiros de paixão,

 

Sabe quando aquele novo colega trabalho, espirituoso e bem humorado, muito bem recomendado, e que você ouviu falar que tem boas experiências de sucesso na trajetória profissional, entra na sua equipe de trabalho? Normalmente, nossa posição é solicita, hospitaleira e generosa – salvo exceções, ok? – afinal, o novo colega esta chegando, precisa de apoio e parece que vai contribuir muito. Neste período, mesmo pressionado por metas e objetivos urgentes as brincadeiras e a leveza são sempre bem vindas para uma quebra de gelo e ambientação do colega. Como diria o poeta, “que você descubra que rir é bom…”, nos primeiros momentos, porque, depois, sem querer bancar o chato, precisamos focar na performance e falar sério!

Levir Culpi veio muito bem recomendado, com boa relação com a imprensa de uma forma geral, chegando de um bom trabalho em Minas, ele chegou ao Fluminense com status de técnico de ponta, carência antiga do clube, que vinha apostando em técnicos da “nova geração”, e colhendo uma série de insucessos.

Passados 5 meses da chegada do Levir, o Fluminense acumula 32 partidas com um aproveitamento de 55% dos pontos disputados. Performance apenas razoável de um treinador de 30 anos de experiência e que ao longo da carreira só conquistou dois títulos de expressão, duas copas do Brasil, além de alguns poucos regionais e estaduais – apenas um no eixo rio-são paulo, pelo São Paulo em 2000 – além de duas recopa sul-americana, pelos mesmos times que conquistou as Copas do Brasil, Atlético e Cruzeiro, daí a identificação com Belo Horizonte que lhe é atribuída, por boa parte da imprensa.

Nos últimos dias venho percebendo já por parte de nossa torcida alguma insatisfação com o trabalho do Levir, considerando algumas decisões controversas na escalação, nas substituições de jogo, bem como a falta de padrão tático para o time. Outra questão que chama a atenção são as constantes brincadeiras nas entrevistas, que para muitos vende uma ideia de relaxamento enquanto para outros apenas representa uma pessoa espirituosa e de alto astral. O fato é que já está começando a incomodar. O Jornalista Felipe Cardoso da Rádio Globo RJ, durante o programa Panorama Esportivo da última terça-feira, levantou a questão de um ouvinte que se queixava de um suposto descompromisso, ou desinteresse do Levir com o resultado, fundamentalmente pela postura blasé no banco em momentos de derrota e das piadas ou sátiras nas entrevistas à imprensa.

Considerando nossa posição na tabela do Brasileiro, a falta de um padrão tático da equipe em campo, e propriamente, com as chegadas ao time dos novos contratados, que aos poucos vão se colocando a disposição, talvez este seja o momento de um pouco de seriedade, foco e diria, brilho nos olhos do nosso comandante.

Completando o poeta aconselharia: “…que rir é bom, mas que rir de tudo é desespero”.

 

Vamos Fortes Guerreiros.

 

Rodrigo Fialho

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Levir_Culpi

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