Abel, em coletiva, elogia torcida e lamenta atuação contra o Criciúma

Torcida presente em Edson Passos (Foto: Hector Werlang)
Torcida presente em Edson Passos (Foto: Hector Werlang)

Com emoção na volta a Mesquita, o Fluminense se classificou para a quarta fase da Copa do Brasil. Segundo Abel Braga, a vitória por 3×2, com gols de Douglas, Henrique Dourado e Sornoza, veio através de uma atuação ruim da equipe e só foi conquistada com o apoio dos torcedores presentes.

Além do fator “Guilite Coutinho”, o técnico também comentou a ausência de Gustavo Scarpa, diagnosticado com uma fissura no pé direito e sem previsão de volta aos gramados, e o esquema utilizado pelo Criciúma:

– Scarpa não é problema. Ele está lesionado. Estou trabalhando em cima do grupo. Coloquei o Douglas, ele não suportou. Até dois dias atrás, ele estava vetado. Em um jogo sem nada a perder, o Criciúma abriu seus dois centrais. Jogou no 3-4-3. Não consegui entender a reação do time, foi o primeiro jogo no ano que a gente atuou em casa. Pareceu estranho. Foi muito abaixo. Não fosse a torcida ali atrás, a classificação tinha ficado para trás.”.

O comandante, mesmo achando que eles fizeram “o pior jogo do ano”, ressaltou a importância da classificação e disse que o time deve aprender com as falhas infantis cometidas durante a partida: “No nosso vestiário tem varias TVs, de todos os lados. A partir de amanhã, os piores momentos vão ficar passando, até sexta. Para eles olharem e visualizarem. Não vou falar nada lá, mas no campo vou dar bronca.”.

Confira a entrevista coletiva completa do comandante tricolor: 

  • Análise da partida

– Estávamos mal quando tomamos o gol numa jogada que nós fazemos com o adversário.  Eles começaram errando mais do que nós, aí abrimos 2 a 0. Aí nós começamos a errar mais, complicamos o jogo que já estava difícil. Começamos a encaixar no segundo tempo, quando eu fiz um quadrado no meio de campo, porque antes eles estavam sempre com um a mais nesse setor. Recuei o Wellington de um lado, Sornoza do outro, e mantive os volantes juntos. Fizemos 3 a 1 e tivemos chance de fazer o quarto pelo menos três quatro vezes. Hoje eu falei para todo mundo: o jogo vai ser dificílimo, e foi complicado. Passamos, poderia ter liquidado de forma mais tranquilo, mas não sei se a vitória foi merecida. E terminamos o jogo assim, com o coração na mão.

  • Estreia no Giulite Coutinho em 2017 e possível ansiedade

– Ansiedade não acredito, não toquei no assunto jogar em casa. Pelo momento da equipe, uma série de fatores que estão envolvendo esse ano, o Fluminense tem um momento bom. Eu não esperava uma equipe que me atacasse tanto com a velocidade que meus atacantes tem. Por isso, inclusive, uma substituição por um jogador mais rápido no lugar do Dourado. Nós erramos muito. No penúltimo lance do jogo, tivemos três contra um e erramos o passe, mas chegamos com um volante. Estávamos ganhando de 3 a 2, pra quê que um volante vai sair para tentar fazer gol? Meio surreal.

  • Douglas

– No fundo, hoje, tem hora que é difícil pro atleta chegar num momento desse e ficar fora. O Scarpa nós já sabíamos, o Lucas, que está vivendo um momento tão bom, também. Mas o Douglas eu não fico com a consciência limpa. Não podia imaginar que ia acontecer nada. Na segunda-feira, eu disse que não ia entrar com ele. Tirei ele no meio do jogo com o Criciúma. Ele disse “Professor, estou bem”. É um grande jogador. Já estaria sem Lucas e Scarpa. Fez um golaço, colocando, não é a característica dele.

  • Richarlison

– A opção é minha. O Richarlison é o jogador que mais corre nessa equipe. Aliás, isso não faltou. Só que corremos muito errado. Mas luta e vontade não está faltando.

  • Falhas defensivas

– Tem que sentir o momento. Eu me preocupo muito com detalhe de parte tática, por isso me irritou profundamente o primeiro gol. Existe situações assim no futebol, não tem como ensinar o feeling. Claro que o jogador experiente tem um feeling maior, uma percepção de jogada maior que o garoto. Mas você tem que ter o feeling de ver que não está bom. Não pode, em determinados tipos de situação, facilitar com a bola. Tira a bola e reposiciona. Quem tem que passar na marcação é o adversário. De repente eles vão errar passe e dar contra-ataque. Eles deram muitos, mas eles davam e nós errávamos. Isso tudo é assunto pra amanhã, sexta-feira vai ser melhor, amanha já vão estar passando os nossos erros no vestiário (risos).

Fonte: Hector Werlang/globoesporte.globo.com

Saudações Tricolores,
Rômulo Morse