Altos e baixos: Melhor ataque do Brasil, Fluminense sofre com problema defensivo e levou 41 gols

O Fluminense vive uma temporada de altos e baixos. Não só pelos resultados, mas pelos números. O ponto forte do time de Abel Braga é, sem dúvida, o setor ofensivo. A prova disto é o fato de que o Tricolor marcou, até agora, 64 gols, sendo, seguido do Sport (63), o melhor ataque da Série A. Mas, se lá na frente a galera resolve, a parte defensiva transmite insegurança e desconfiança à torcida. Vide a quantidade de vezes que buscou a bola no fundo da rede: 41.

‘Ceifador’ é o artilheiro do Fluminense na temporada. (Foto: Nelson Perez)

Dos gols feitos até o momento, em 33 partidas, 34 foram pelo Carioca, 17 pela Copa do Brasil, sete pelo Brasileiro, quatro pela Primeira Liga e dois pela Sul-Americana. A média é de 1,93 gol por duelo. Os defensores, por sua vez, têm sido ineficazes. O Tricolor sofreu gol 41 vezes – 17 pelo Carioca, 13 pela Copa do Brasil, seis pelo Brasileiro, quatro pela Primeira Liga e um pela Sul-Americana – em 33 jogos – média de 1,24 gol por confronto.

A defesa

A instabilidade defensiva mostra a limitação de alguns jogadores do elenco. A começar por Diego Cavalieri, que leva gols de bolas defensáveis. Léo, titular absoluto na lateral-esquerda, apresenta falhas e vem sendo criticado pelos torcedores. Renato Chaves, ex-dupla de Henrique – o melhor zagueiro -, errou em momentos cruciais, como na final do Campeonato Carioca, contra o Flamengo, e o no primeiro embate contra o Grêmio pela Copa do Brasil, em Porto Alegre. O camisa 4, por isso, deixou a vaga para Nogueira, outro que não consegue se firmar. Ele quem foi expulso na partida desta quarta-feira, praticamente eliminando as chances de classificação à próxima fase do torneio mata-mata.

O ataque

Os times de Abel tendem a ser bastante ofensivos. Devido à quantidade de atacantes velozes e habilidosos, a tarefa foi tranquila. No entanto, a saída de Wellington Silva, por lesão, enfraqueceu o setor. Opções a serem avaliadas seriam Marquinhos Calazans e Lucas Fernandes. Mas ambos, às vezes, sequer são relacionados. Talvez por teimosia do treinador, que prefere manter Marcos Junior como reserva imediato, mesmo este não correspondendo à altura.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Nicholas Rodrigues

Jovem estudante, colunista do FluNews, tricolor fanático e amante do jornalismo, profissão que quer seguir. (Twitter: _NickNeves / Instagram: _nickneves)