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Opinião: Trabalho é feito com confiança

Crédito: Lucas Merçon / FFC

Perder nunca é fácil. Ver o seu time de coração acumular derrotas, não levantar um título relevante há sete anos machuca os torcedores. Diante disso, o técnico é sempre o principal culpado. O futebol no Brasil é imediatista e, sem resultados, a torcida pede a cabeça do treinador. Diante disso, muitos torcedores estão insatisfeitos com Fernando Diniz. Mesmo considerando a hipótese, que não considero acertada, de efetivar uma demissão, quem chegaria para o seu lugar?

Todo treinador precisa de tempo e material humano para formar uma equipe competitiva. Antes de iniciar 2019, o time do Fluminense era totalmente sem perspectiva. Sornoza foi vendido, Richard, Jadson, Gum, Gilberto e Pedro machucados. A torcida criticava muito Everaldo e Luciano, ou seja, total desilusão. Fernando Diniz chegou, criou um padrão de jogo, recuperou alguns nomes, outros chegaram e jogaram bem. Hoje, muitos especialistas elogiam o time do Fluminense.

Claro que as derrotas são doloridas e difíceis de digerir. Também não gostei da escalação do Airton, também quero Mascarenhas na lateral esquerda e o Caio no meio. Mas quero dar o voto de confiança ao Fernando Diniz. Não é fácil lidar com os problemas que rondam o Fluminense. Salários atrasados, sem patrocínio, baixo público, briga política. Gerir tudo isso e evitar que o time receba o impacto é bastante complicado.

Porque o futebol europeu está há anos luz à frente do praticado por aqui? Existe confiança no trabalho do treinador. Nem sempre a derrota é determinante. O Klopp perdeu algumas finais, inclusive não ganhou nada pelo Liverpool até a final da Champions. Nunca teve o cargo ameaçado. Não estou comparando Diniz ao Klopp, mas nem sempre é possível ser campeão. É preciso elenco qualificado e equilibrado. O Flu conseguiu pinçar bons jogadores. Matheus Ferraz é um exemplo, Yony González, Caio Henrique, Nino, são bons nomes, mas é preciso de mais, laterais, reservas que joguem na mesma qualidade.

Esse ano, desde o início seria de tentar brigar por algum título nos torneios de mata-a-mata e não cair no Brasileiro. Estabelecendo o trabalho de Diniz, com nova diretoria, talvez a chegada de um patrocinador e outras contratações, ano que vem poderá ser melhor. Mas a confiança tem que existir, sem ela, nem Klopp, Guardiola ou qualquer outro poderia fazer um bom trabalho.

Opinião: Quanto vale um ídolo?

Crédito: Divulgação / FFC

O Fluminense é uma fábrica de jovens valores. Thiago Silva, Marcelo, Roger, Alan, Pedro, João Pedro, Marcos Paulo, se voltar no tempo teremos Ricardo Gomes e Edinho. O Tricolor é apontado como um dos principais clubes formadores do Brasil. Na mesma medida do destaque positivo, o clube também é conhecido por não conseguir vender bem seus jogadores.

Diante de uma saúde financeira calamitosa, já há bastante tempo, os dirigentes que passam pelo Flu têm sempre o álibi perfeito, vender é preciso e receber alguns milhões de reais já é o suficiente. O problema disso é a falta do retorno esportivo que o jogador possa dar. Títulos, adesão de sócio torcedor, bilheteria. Pensar na receita apenas na venda do jogador é um remédio amargo, quando a vacina para a situação do clube poderia ser a manutenção deles.

É compreensível vender jogadores, principalmente na realidade do futebol brasileiro. O problema é que a lógica está inversa. Explico, em um time da base com 20 nomes, por exemplo, podemos ter dois craques, cinco bons jogadores e mais alguns que compõem o elenco. A lógica deveria ser, manter os dois craques e vender os bons jogadores. Daí o time ganharia na quantidade vendida e criaria a identidade com a torcida.

Claro que depois que esses craques tivessem dado frutos no time profissional, a venda seria inevitável, porém, por valores que de fato valeriam a pena. Vender o João Pedro por € 10 milhões de euros é uma lástima. Claro que, quando o negócio foi fechado, poucas pessoas teriam a certeza que o jogador iria decolar logo de cara no profissional. Mas, quem acompanha o futebol de base também tinha expectativa que ele teria um futuro brilhante.

A torcida espera que o próximo presidente do Fluminense saiba valorizar melhor a base tricolor. Porque ali está o futuro do time, o caminho para voltar ao lugar de destaque no futebol brasileiro.

Carta aberta do ex VP Diogo Bueno para o Presidente Pedro Abad.

Em resposta ao Presidente Pedro Abad referente a sua entrevista ao GLOBOESPORTE. COM, na dia 16/05/2019, Diogo Bueno ex VP de finanças do Fluminense emite carta aberta.

CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DO FLUMINENSE FOOTBALL CLUB

Prezado Senhor,

Em entrevista veiculada pelo veículo GLOBOESPORTE.COM, na data de 16/05/2019, o Senhor foi responsável por apresentar aos torcedores do Fluminense os motivos pelos quais a sua gestão tem sido considerada por especialistas esportivos, imprensa, torcida e demais stakeholders a “pior gestão da história do Fluminense Football Club”. Como diria Nelson Rodrigues “OU é má fé cínica OU obtusidade córnea” a capacidade de distorcer os fatos e culpar a política por tudo. Esperamos que o Senhor faça uma reflexão própria sobre as suas escolhas de gestão ao longo do tempo e atualize-se quanto às melhores práticas, atração de investimentos, comunicação institucional e postura enquanto líder máximo de uma Instituição Gloriosa e Centenária. Sempre defendi (e defendo) que o futebol brasileiro precisa de uma revolução na forma como é administrado e que o Fluminense apresenta todas as condições para ser o pioneiro e protagonista nesta mudança. O Fluminense possui uma série de ativos subvalorizados por (i) incapacidade administrativa das diferentes gestões e (ii) ausência de recursos financeiros para a realização de investimentos. Dentre esses ativos podemos listar:

• O Estádio das Laranjeiras

• A área social do Clube

• Xerém

• A sua marca

• As redes sociais

Portanto, se o Fluminense não possui recursos financeiros temos que buscar quem possui capital (investidores nacionais e internacionais) para em conjunto com o Fluminense investir e aumentar o valor de cada ativo/negócio individualmente. O Senhor, enquanto Presidente em exercício do Fluminense, está apregoando os conceitos do Século XX como gestão do Clube e não as melhores práticas exercidas nos Clubes líderes do cenário do futebol internacional no século XXI. Qual o problema de atrair investidores para aportar capital no Fluminense? Dos 50 maiores Clubes do mundo, 47 são empresas com investidores internacionais. Quem era o Manchester City há 10 anos atrás na cadeia global do futebol, apenas para usar um exemplo? Na liga mais “rica e em evidência do mundo”, todos os Clubes possuem investidores OU são listados na Bolsa de Valores…Será que os Clubes ingleses, alemães, italianos, franceses, espanhóis (com a rara exceção de Barcelona e Real Madrid por motivos históricos) estão equivocados e o Senhor está correto? Presidente, tenha altivez e visão de longo prazo. O Fluminense precisa inovar, ser líder novamente, pensar grande. Por isso, contratamos uma das maiores empresas de consultoria do mundo para realizar um estudo de como atrair investidores para o Clube. Por favor não se exponha em temas que o Senhor desconhece. Você denigre a Instituição Fluminense e a nossa torcida. Há uma diferença grande entre “vender Xerém” e trazer investidores, empresas que atuam no mundo do esporte e do entretenimento, com diversos investimentos na cadeia global do futebol.

Permanecer na mesmice de “venda de atletas novos para pagar a conta de salário” é a gestão do século XX; dividir riscos, prejuízos e lucros é a gestão do século vender, perder controle e ser sócio. XXI. Essa é a diferença entre Há cursos de MBA até à distância que poderão desenhar a clara diferença entre uma coisa e outra. Finalmente e para não me ater a temas que já foram comprovados com documentos diversos, venh o tratar do assunto “Reforma do Estádio das Laranjeiras”. O Senhor deu “um tiro no pé”. Ao invés de sair da Presidência do Clube com pelo menos um legado positivo demonstrou que não possui qualquer visão histórica, comercial e de resgate da instituição. At é a imprensa fez mais homenagens ao nosso Centenário Estádio do que a sua gestão. E pior: ficou evidente que “fez jogo de cena” ao autorizar que um Grupo de 07 pessoas desenvolvesse voluntariamente o projeto. Mais uma vez citando Nelson Rodrigues, O Flumin ense Nasceu para a Eternidade. Sobrevive e sobreviverá a gestões desastrosas como a que o Senhor exerceu com o poder de Imperador que o Estatuto do Clube lhe confere. O seu ciclo acabou para o bem do Fluminense.

“TCHAU QUERIDO”

DIOGO BUENO

Divulgação: Por que certos porquês quebram a cabeça da gente?

Por quê?

Por que alguém para ser candidato a Presidente do Fluminense precisa se dobrar à vontade de grupos políticos?

Por que os sócios do Fluminense, para escolher o Presidente da Instituição precisam ser submetidos à uma bateria de promessas que não serão cumpridas e acusações entre os candidatos e os grupos que os apoiam?

Por que quem deseja ser candidato a presidente do Fluminense, uma função não remunerada e, geralmente, não reconhecida, tem que se transformar num pedinte, gasta dinheiro e passa a ser agredido nos bastidores?

Certos porquês quebram a cabeça da gente.
Sabe-se que o Fluminense não anda bem, no campo, no clube, na administração e isso faz bastante tempo. Por quê? Pelo diabo da política interna.

Eu amo o Fluminense. Aprendi a torcer por ele com muita paixão desde pequeno. Desde pequeno também frequento o clube, onde aprendi a competir, a me relacionar com as pessoas e famílias e a me divertir de forma sadia.

Em nome desse sentimento, decidi participar das decisões e fiz isso sendo candidato duas vezes a Vice-Presidente Geral. Este ano, resolvi ser candidato a Presidente e não quero me dobrar aos porquês que amarram o meu Fluminense numa sucessão de insucessos ou sucessos ocasionais.
Eu quero ser presidente do Fluminense para liderar um processo de reunificação, de reconstrução de todos os elementos essenciais para uma administração transparente, comprometida exclusivamente com a paixão dos torcedores do futebol e outros esportes e o desejo dos usuários do clube de terem um espaço de lazer digno, onde valha à pena passar boas horas com a família e amigos.

Eu quero ser presidente do Fluminense para dar responsabilidade na administração do dinheiro dos sócios e dos torcedores, que compram os produtos com a marca do Fluminense e, pela paixão, pagam pelo privilégio de ver o time jogar, nos estádios, nas TVs, nas diversas mídias modernas.

Eu quero ser presidente do Fluminense para dar aos torcedores dignidade nos estádios, enquanto buscamos um para chamar de nosso.

Eu quero ser presidente do Fluminense para romper com a lógica dos muitos porquês que dificultam a vida da Instituição, num jogo de disputa política que, como faz com todo o Brasil, trava a felicidade.

Eu quero ser presidente do Fluminense para mostrar que é possível administrar o clube, os times e equipes sem esperar retorno financeiro, mas pelo prazer de servir à paixão.

Para fugir à amarra dos interesses dos grupos, venho diretamente a você, sócio pedir que me dê a chance de ser presidente do Fluminense, com o seu voto.

Que tal, dessa vez, fazermos diferente, já que o igual não deu certo?

Ricardo Tenório – Chapa Libertadores

Política no Flu

Opinião – Independente do resultado, que vença o Fluminense

Foto: Nicholas Rodrigues/CanalFlunews

Neste sábado (08), inicia-se um novo começo no Fluminense Futebol Clube, um começo que anuncia uma trajetória de grande dificuldade pra quem assumir a cadeira de presidente do clube.

Porém, essa dificuldade pode ser revertida com a vontade de reerguer o clube, a instituição. Vontade essa estampada nos olhos de ambos os candidatos.

Contudo, há de se destacar que o Fluminense não termina após a eleição, ela é só o começo, e isso tem que ficar bem claro principalmente para o derrotado nas urnas. Que o seu amor pelo Fluminense seja maior do que qualquer ego ou posição política, que se for fazer oposição, que seja coerente e defendendo os interesses do clube.

Ao torcedor, que fique também registrado a sua importância na hora de decidir o futuro de clube. Que após o pleito, esqueça de candidato A ou B e que pense restritamente no Fluminense. Se o candidato escolhido não cumpriu as promessas de campanha, cobre, não fique calado. Se por ventura votou no candidato derrotado, pense grande e torça pelo sucesso do eleito pela maioria, pois quem ganhará com isso não será Mário Bittencourt ou Ricardo Tenório, e sim o Fluminense.

Dito isto, Boa sorte ao vencedor e que vença o Fluminense, sempre !

Pedro Antônio comparece a evento mas não declara apoio a Tenório

Foto: Divulgação

Tido por muito como o fiel da balança nessas eleições, o idealizador do CT e ex vice de projetos especiais, Pedro Antônio, esteve presente no evento de lançamento da campanha de Ricardo Tenório à presidência do Fluminense.

Contudo, o ex dirigente não deu entrevista e nem declarou de forma oficial o apoio a Ricardo Tenório. Segundo o próprio Pedro Antônio, sua presença no local se decorreu devido ao convite feito por Tenório.

Tenório por sua vez jogou a “responsabilidade” para Pedro Antônio, dizendo que o apoio tinha que partir do ex diretor:

– As coisas acontecem naturalmente. Tenho conversado bastante com o Pedro Antonio, é um tricolor que nos ajudou muito e ainda pode nos ajudar muito. Mas esse apoio formal tem que vir dele. É uma pessoa importantíssima no processo político do Fluminense. Conto com ele como qualquer outro tricolor que deva assumir o Fluminense deve contar. Mas considero isso uma prova cabal de que estou conseguindo fazer a união que o Fluminense precisa – comentou Tenório.

O candidato ainda deixou as portas abertas para uma eventual ajuda na possível administração do clube:

– Todos estão se conscientizando que precisamos estar unidos para poder vencer esse grande obstáculo que é esse momento terrível político e financeiro que o clube vive. Estou aberto a conversar com todos os tricolores indistintamente de grupos. São pessoas que querem ajudar o Fluminense – completou Tenório.

Marcelo Souto lança campanha com foco na tecnologia e promete Diniz até o fim do mandato

Foto: Divulgação

O advogado Marcelo Souto, de 33 anos, lançou oficialmente sua candidatura ao cargo de presidente do Fluminense na noite da última terça-feira (28) na Barra da Tijuca.

O candidato prometeu, se eleito, um foco total no futebol e com direito a algumas inovações como a criação de um Centro de Inteligência e Aperfeiçoamento.

– Precisamos de um modelo de jogo enraizado. A forma como o time profissional joga, por exemplo com o Diniz, hoje, será a forma como todos os times da base também vão jogar. O Fluminense vai ser reconhecido por seu modelo de jogo – disse o candidato.

Souto ainda prometeu a manutenção do técnico Fernando Diniz até o final do seu mandato, com o treinador tendo total autonomia para implementar um sistema de jogo único em todas as categorias do clube:

– A minha ideia não é contar com o Fernando (Diniz) só até o final do ano, mas em toda a minha gestão. O futebol brasileiro não funciona dessa forma, mas deveria. Sou contra ter três ou quatro treinadores por ano. O futebol fica totalmente vulnerável – completou.

O advogado que ainda busca as 200 assinaturas para concorrer ao pleito do dia 8 de junho, ainda apresentou seu vice geral, o engenheiro e militar da reserva Ubiratan Oliveira.

Vale destacar que o Marcelo Souto tem que entregar as 200 assinaturas até a próxima quinta-feira (30).

Tenório lança oficialmente campanha à presidência do Fluminense e apresenta todos os nomes da chapa

Foto: Divulgação

Na noite da última terça-feira (28) o empresário Ricardo Tenório lançou oficialmente sua candidatura à presidência do Fluminense.

O evento que ocorreu no Salão Nobre de Laranjeiras, contou com a presença de todos os nomes que irão compor a chapa Libertadores, que como já explicou o candidato, não se trata de uma alusão ao torneio continental, e sim de uma tentativa de libertar o clube das amarras negativas.

Além dos nomes que já haviam sido apresentados na semana anterior: Wagner Victer (vice geral), Ayrton Xerez (vice institucional), Rafael Rolin (vice de assuntos jurídicos) e Ney Brito (vice de finanças), Ricardo Tenório apresentou também os novos integrantes do grupo para compor uma eventual administração: : Gustavo Marins (vice-presidência de patrimônio), Marilia Capela (vice-presidência social) e Sandor Hagen, diretor-executivo (CEO).

Faltou no entanto um nome na pasta: o do vice de futebol. Nome esse que Tenório explicou a ausência informando sobre uma possível exclusão da pasta:

– Hoje em dia você tem um cargo executivo no futebol que é muito representativo na maioria dos grandes clubes. Hoje já temos uma pessoa lá nessa função, que é o Paulo Angioni. Conversarei com ele, mostrarei nossa filosofia. É uma pessoa experiente. Vai ser direta a ligação com o presidente. E vamos ter um conselho diretor, com vice-presidentes estatutários não-remunerados. E vou pensar se vou extinguir ou não essa vice-presidência de futebol – disse o empresário.

Além de Ricardo Tenório, a eleição do Fluminense marcada para o próximo dia 8 de junho deve contar com Mário Bittencourt e Marcelo Souto.

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