A minha FluFest: Fluminense, 116 anos

No sábado, fui abençoado em estar, pela terceira vez, na FluFest. Foi uma experiência melhor do que eu pensava que seria. Antes de tudo, claro, fui representando o Canal FluNews. Trabalhei, fiz o possível e até um pouquinho do impossível para trazer o público do Brasil inteiro para perto de Laranjeiras.

Apurei, informei e registrei o que via. Até 11h e alguma coisa, seria um dia normal, dentro do que eu esperava. Mas um imprevisto mudaria tudo. Eram seis gandulas ‘escalados’ para os jogos-festivos – um deles, a despedida de Ricardo Berna, bicampeão brasileiro pelo Fluminense. Acabei convidado e, obviamente, topei.

Eram só cinco bolas de futebol, ou seja, alguém ficaria sem. Esse alguém fui eu. Que bom! Fui encarregado de espalhar pelo vestiário os uniformes da galera que ia jogar. Fiquei ajudando por uma hora, me senti quase um funcionário do Fluminense – o que, convenhamos, é irado. Ao mesmo tempo, gravei e fotografei os encontros e resenhas entre jogadores que marcaram diferentes épocas no clube.

Chegou o Berna, que causou um alvoroço danado. Consegui minha foto. Hora de ir para o campo! A alguns metros de mim, Washington, Leandro Euzébio, Magno Alves e tantos outros trocavam passes. Nem parece que, há uns anos, eu os assistia apenas pela televisão.

Terminaram os amistosos. Merecidamente, um tempo reservado para o discurso de Ricardo Berna. Acompanhei as falas emocionadas do ex-goleiro a uma distância pequena, de quem conversa com outra pessoa. Nem parece que, há uns anos, eu, do outro lado da TV, vibrava com suas defesas.

Cada vez que piso nas Laranjeiras é um arrepio, batimento acelerado. Minha paixão pelo clube é o que explica.

Como estava no gramado, mesmo que na figura de gandula, corri atrás de entrevistas. Consegui, gente. Quem diria que faria perguntas ao Ronald, presente no Carioca de 95 (barrigada neles!), a ator da Globo (o Miguel Rômulo, no ar em ‘Orgulho e Paixão), ao Mário Bittencourt (uma figura importante politicamente – e, sim, aquele mesmo que defendeu o Fluminense em 2013, buscando a justiça) e ao Vinícius (goleiro promissor da base e que, a partir de agora, tem minha torcida e amizade). Além do Artur, torcedor, assim como eu, e que teve uma sensação parecida com a que tive: estar perto das estrelas. Ele, por sua vez, jogou com elas. Outra amizade que nasceu de uma entrevista de, sei lá, um minuto.

Eu saí de Laranjeiras feliz e realizado. Mas ainda tinha fôlego para mais. Desde que pus os pés para fora da sede na FluFest do ano passado, decidi que, em 2018, eu estearia na festa no Salão Nobre. Foi complicado, mas fui. Tentei, persisti e, finalmente, fiz o que queria.

Nem mesmo meu descuido em esquecer a pulseira que dá acesso ao local me desanimou. Nada nem ninguém poderia estragar um 21 de julho tão irado. Deus planejou tudo, do início ao fim, e preparou o melhor. Ufa! Entrei lá.

Ri com Sérgio Mallandro, curti sucessos da banda Blitz e, exausto, voltei para o hotel. Repito: feliz e realizado. Obrigado a quem viveu tantas aventuras comigo. Principalmente a você, Fluminense, o grande protagonista. Foi, como sempre, especial estar contigo.

Até ano que vem, nos seus 117 anos, minha paixão.

Saudações Tricolores,

Nicholas Rodrigues.

Nicholas Rodrigues

Tricolor, 16 anos. Redator do Canal FluNews desde 2015. Apresenta-se nas redes sociais como @nickrodriguesrj