Marcelo Oliveira diz que salários atrasados desconcentram e prevê emoção em luta contra o Z-4

A duas rodadas do fim do Campeonato Brasileiro, o Fluminense ainda se vê ameaçado pelo risco de rebaixamento. Quinta-feira, perdeu para o Bahia, em Salvador, por 2 a 0, e acrescentou mais um jogo à sequência de seis sem vencer. Mantém-se com 42 pontos, a quatro do Z-4, e se prepara para enfrentar Internacional, domingo, e América-MG, dia 02 de dezembro, com a certeza de que a luta deve ser pela permanência na primeira divisão.

– Vai ser assim até o final, infelizmente, para todos nós e para o torcedor. Por mais que estejamos lutando e trocando peças, dá a impressão de que a falta de um ou outro jogador quase sempre é muito importante. Nossas dificuldades trazem problemas e causa desconcentração que o adversário aproveita – explicou Marcelo Oliveira.

Segundo o técnico, a desconcentração mencionada na resposta anterior está ligada aos salários atrasados. Atualmente, são dois meses na CLT e mais cinco em imagem, que, geralmente, representa maior parcela da mensalidade paga aos jogadores. Embora a torcida acuse o time de “corpo mole”, Marcelo Oliveira rechaça essa postura.

– O problema financeiro interfere, é representativo. Quando é um período menor, reflete menos. Não é o nosso caso. Ninguém deixa de treinar ou jogar. Todos se esforçam, se empenham. Não tenho garantia disso, mas pode, inconscientemente, ele se desconcentrar do jogo. É a impressão que tenho. Mas, ao mesmo tempo, estamos mobilizando muito para que venha logo essa salvação no Brasileiro para que possamos ter tranquilidade – disse.

Questionado pela torcida, o treinador não se garante no comando da equipe do Fluminense na temporada que vem. Ele, contratado em junho, assinou até dezembro deste ano.

– Quando decidi virar treinador me preparei para todas as situações e vou doar o máximo sempre para buscar resultados melhores. Não depende de mim essa situação (de permanecer ou não no cargo).


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Análise do jogo

– Aqui é sempre muito difícil pela qualidade do Bahia. Tivemos uma pressão grande no início e depois controlamos. Voltamos com bom controle também e, por infelicidade, levamos o gol. Bahia poderia ter feito antes, mas não daquela maneira. Tivemos muito pouco poder ofensivo.

Duelo com o Internacional

– Tivemos chance contra Vasco, Sport, vai apertando. Queríamos ao menos um ponto aqui. Não foi possível. Estamos estudando agora e talvez tenhamos que ir com o time principal contra o Inter. Como são jogadores que lutam muito, temos que fazer esse sacrifício.


Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Fonte: Globoesporte.com.