Ataque em boa fase e toque de bola: as armas do Fluminense para superar o Vasco

 

Foto: Lucas Merçon / FFC

Equipes duelam pelo título da Taça Guanabara neste domingo (17), no Maracanã 

Em meio à grande polêmica em relação ao Setor Sul, Fluminense e Vasco se enfrentam neste domingo (17), às 17h (de Brasília), no Maracanã. A partida, válida pela final da Taça Guanabara, acontecerá com os portões fechados, conforme decisão judicial proferida pela juíza Lucia Helena do Passo. Caso consórcio e Vasco descumpram o acordo, deverão pagar multa de R$ 500 mil reais.

Após a classificação heróica contra o Flamengo, o Tricolor chega embalado para a decisão. Esse será o segundo jogo entre Fluminense e Vasco em 2019. O primeiro, realizado no Mané Garrincha, terminou com a vitória do Cruzmaltino por 1 a 0. Essa foi a única derrota do time de Fernando Diniz no ano.

Para essa finalíssima, o Fluminense chega com a base mantida, mas com o espírito renovado. O revés para o Vasco na fase de grupos teve como polêmica o pênalti não marcado em Bruno Silva, quando a partida ainda estava empatada em 0 a 0. O Tricolor dominou as ações do jogo, perdendo diversas chances e vendo um rival fechado buscando o contra-ataque. Para o jogo desde domingo, algumas lições podem ser postas em prática.

Daniel. Depois de atuações sem muito brilho contra Vasco e Flamengo, o meia será extremamente necessário no duelo contra o clube de São Januário. Diante de um esquema que prioriza o toque de bola e as jogadas trabalhadas, o último passe vem sendo o maior problema do Tricolor dentro de campo. Diante de um ataque extremamente embalado com Luciano, Everaldo e Yony González, é necessário que Daniel apareça, articule e ache bolas enfiadas para quebrar o poderio de marcação vascaíno.

Além disso, o Fluminense precisa envolver o Vasco. Com Fernando Diniz, a equipe vem apresentando um estilo de troca de passes que vem conquistando os torcedores. Na partida de hoje, os jogadores precisam manter essa postura – assim como fizeram contra o Flamengo -, e se doar mais do que nunca, já que o adversário apresenta um marcação fechada e que dificulta infltrações. Mais do que nunca, o brilho do trio ofensivo será necessário.

Por fim, o sistema defensivo. Na fase de grupos, o clube das Laranjeiras sofreu com alguns contra-ataques quando o confronto ainda estava no zero. Os principais pontos são as laterais. Como o Fluminense joga buscando atacar com a posse de bola, é normal que os laterais se adiantem. Porém, os zagueiros não podem ficar no mano a mano com Maxi López – um atacante de muita qualidade -, e com os velozes Yago Pikachu e Marrony. Assim como no Mané Garrincha, é provável que Alberto Valentim coloque ambos abertos para explorar esses espaços deixados pelos laterais tricolores.

Dentro de campo, apesar de medir força com um rival que está 100% no campeonato, o Flu tem total capacidade de sair campeão. Para isso, é necessário aliar a garra mostrada nos últimos jogos com a obediência tática, com e sem a bola no pé. Em relação a isso, a torcida tricolor pode ficar tranquila, pois com Fernando Diniz no comando essa postura é garantida.

Saudações tricolores,

Caio Carvalho

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