JECRIM veta entrada de torcedores, e clássico entre Fluminense e Vasco ocorre sem público

Mesmo com mais de 30 mil ingressos vendidos, o jogo que decide o campeão da Taça Guanabara, neste domingo, ocorre no silêncio de um Maracanã vazio. Segundo a FERJ, o Governo do Estado do Rio de Janeiro e os órgãos de segurança autorizaram a realização da final com portões abertos.

No entanto, o juiz de plantão no JECRIM (Juizado Especial Criminal) decidiu seguir a sentença expedida nesta madrugada, pela desembargadora Lucia Helena do Passo, dado que o documento recebido, em termos judiciais, não possuía validade. Não havia assinatura de um magistrado.

Depois de reunião na FERJ, Alexandre Campello anunciou, às 14h40, que assumiria risco processual para que houvesse público no estádio. Houve a expectativa da liberação da entrada dos torcedores, prevista para 15h, e para venda de ingressos, pelo menos, nas bilheterias 2 e 3, destinadas aos vascaínos. Todavia, não houve permissão para tal.

Favorável a um jogo com torcidas, o BEPE recuou e, em respeito à ordem judicial, desistiu de abrir os portões. A medida poderia resultar, inclusive, na indiciação do Major Silvio Luiz, da PM, por crime militar, segundo o jornalista Fred Justo, do SporTV.

Em nota, o Ministério Público se posicionou em defesa do cumprimento da ordem que prevê clássico sem torcidas.

Barrados, os milhares de vascaínos começaram uma confusão generalizada no entorno do Maracanã, inclusive lançando bombas. Reforçado justamente para inibir possíveis conflitos, o efetivo da PM tenta dispersar os vândalos com gás de pimenta. A partida, já iniciada, está empatada em 0 a 0. Caso o resultado persista, vencedor sairá nos pênaltis.


Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Foto: @fimdejogo

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