Fluminense x Vasco: Tricolores relatam que rivais entravam no Maracanã sem ingresso

Um caos no Maracanã, neste domingo, expôs a desorganização que cerca o Campeonato Carioca. Em razão da briga entre Fluminense e Vasco pelo setor Sul, a Justiça determinou, na madrugada de sábado, que o clássico ocorreria com portões fechados. Mas o dia reservou diversas reviravoltas na polêmica, que terminou, enfim, com a permissão para acesso às arquibancadas, após tumulto com feridos no local.

Paralelamente ao jogo, que começou sem espectadores, milhares de torcedores se concentravam, desde cedo, nos arredores do estádio, na esperança de que pudessem assistir à final da Taça Guanabara, vencida pelo Cruz-Maltino por 1 a 0. Foi autorizada a entrada apenas aos 30′ do primeiro tempo, porém, com veto à maioria dos tricolores, inclusive àqueles com ingresso em mãos.

– Comprei os quatro ingressos no sábado, às 11h, na bilheteria 1 do Maracanã. Com o imbróglio, cheguei a avisar aos meus filhos que não teria jogo. No domingo, decidi ir porque um primo meu veio de Ubatuba. Cheguei no estádio e fomos todos barrados, como todos os outros torcedores ali. Por volta das 17h, fui embora. Por conta da confusão, fiquei preso em um hortifruti e nem conseguir assistir ao jogo – informou Fernando Miragaya.

Com o impasse, só as bilheterias 1 e 4, destinadas aos tricolores, não abriram para venda, mesmo com as enormes filas. Ou seja, a maioria ficou barrada, sem que a organização prestasse esclarecimentos. Segundo relatos, do lado de lá, não havia conferência de bilhetes. Um torcedor do Fluminense, inclusive, conseguiu entrar no setor ocupado pelos adversários. Ele preferiu não se identificar.

– Fui até o Maracanã com um amigo vascaíno. Barraram os tricolores. Estava indo embora quando abriram os portões para a torcida do Vasco. Entrei sem ingresso no setor dos vascaínos. Até catadores e moradores de rua entraram. Do outro lado, não deixaram – disse.

Conforme estabelecido pela desembargadora Lucia Helena do Passo, o Vasco deve providenciar a devolução do valor do ingressos em até cinco dias, sob pena de R$ 5 mil por dia de descumprimento. De acordo com o NETFLU, um grupo de tricolores pretende formalizar uma ação judicial contra a FERJ, o Vasco e a Concessionária Maracanã.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Fonte: O Globo.

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