Fernando Diniz garante grupo unido e valida greve: “Não foi impensado”

Os jogadores ficaram apenas na academia na terça-feira, em represália aos salários atrasados. A greve havia sido programada há algum tempo e, inicialmente, prevista para as vésperas do clássico contra o Flamengo. Fernando Diniz impediu que o plano se confirmasse.

– Tivemos que nos juntar mais para resolver a situação. Agora está tudo resolvido. A equipe está muito coesa, querendo jogar bem, continuar com esse momento positivo e trazer alegria para o torcedor. Está todo mundo imbuído nisso. Direção, comissão técnica, jogadores… Todos cada vez mais próximos para fazer com que o Fluminense tenha dias melhores esse ano – discursou.

Nos últimos dois dias, o elenco retomou os treinos normalmente. Nesta quarta-feira, inclusive, o clube, pressionado, pagou as premiações referentes ao Brasileirão de 2018 e à Copa do Brasil deste ano. No momento, as pendências são, na CLT, o 13º, férias e o mês de janeiro. Os diretos de imagem estão atrasados desde novembro.

– Foi uma manifestação legítima. Foi mais uma falta de comunicação do que qualquer outro tipo de coisa. E o movimento dos jogadores foi para tentar ajudar. Não só de se ajudar. Não foi uma coisa aleatória, impensada, “rebelde sem causa”. Os jogadores estão bem, internamente o ambiente está muito saudável. Quando acontece um evento desse tipo, a gente sai maior ou sai menor. A equipe saiu maior disso tudo, mais unida, sabendo melhor o que quer.

Segundo Diniz, a reunião ocorrida entre a diretoria e o elenco serviu para esclarecimentos. O técnico lembrou as penhoras judiciais impostas ao Fluminense, o que lesa ainda mais os já combalidos cofres tricolores, e ressaltou a importância da união.

– Não digo que salário em dia é o principal reforço. O time, para se fazer forte, tem que compartilhar o que está acontecendo. O presidente veio aqui, teve uma conversa excelente com os jogadores. Precisamos estar juntos. O salário em dia é obrigação em todos os clubes. Aqui tem muitos problemas, de penhora. Não é por força do presidente que não é pago o salário. Mas tem que conseguir explicar para o jogador. Ele conseguiu explicar de uma maneira convincente para os jogadores. Salário em dia ajuda muito, mas, quando não acontecer, temos que saber lidar com isso e procurar todos que têm competência sobre isso, colocar em dia.


Leia, na íntegra, o pronunciamento de Fernando Diniz sobre a paralisação:

Não tem receita. É trabalho coletivo. Internamente temos que cuidar do ambiente para que os jogadores consigam administrar esse movimento externo. Temos que fazer com que o que acontece vire coisa positiva. O atraso de salário, temos jogado sem torcida. Coisas que afetariam negativamente. Mas se conseguirmos trabalhar bem, reuniremos melhor nossas forças para fazer o Fluminense grande. Momento difícil, sabemos, instabilidade política e dificuldade financeira. Mas todos sabiam. O Fluminense precisa de ajudar nesse momento e todo mundo que está aqui tem que tentar ajudar. No dia de hoje está todo mundo mais próximo para que o torcedor possa se alegrar. A finalidade do jogo é que o torcedor vá prestigiar seu time, apreciar o jogo e, se possível, ver uma boa vitória.

O clube não está passando por um momento de dificuldade por uma coisa que aconteceu ano passado ou esse ano. São problemas que foram se avolumando ao longo do tempo e uma hora cobram. Está sendo cobrado. Mas precisamos trabalhar internamente que a equipe renda no campo.

Tudo o que o Fluminense tem passado e o que a equipe tem produzido dentro de campo, os jogadores estão de parabéns pelo foco que têm conseguido demonstrar e a amizade que estão mantendo fora e dentro de campo. Tudo isso ajuda.


Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Fonte: Globoesporte.com.

 

 

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