“Festas e festas.”

Colegas, confesso-lhes que, no último sábado, admirei, pela televisão, a torcida do Vasco. Aliás, tive uma ponta de inveja do Bacalhau. Afinal de contas, no confronto com o Flamengo, os vascaínos, sem medo, racharam o Maracanã com a horda de urubus.
Isso posto, pergunto-lhes: qual foi a última vez em que a torcida tricolor marcou sua presença num Fla x Flu? No final do Carioca de 2017? Sinceramente, acho que não. Em números superlativos, para mim, foi na longínqua Páscoa de 1999 (Fla 1 x 1 Flu, gol de Romário, para eles, e de Alexandre Lopes, para nós).
Eu fui – e ainda sou – um ácido crítico da Flusócio e do Presidente Pedro Abad. Apequenaram um gigante; afastaram a torcida; abafaram um sentimento. Mas é forçoso reconhecer que a gestão atual, finalmente, começou a se mexer.
O time do Fluminense, evidentemente, ainda é inferior ao do Palmeiras, ao do Flamengo, ao do Cruzeiro, ao do Grêmio, ao do Internacional, enfim, aos times que estão disputando a Copa Libertadores da América.
Mas, depois de um longo e tenebroso inverno, temos um onze que pode se chamar de time de futebol.
É hora, pois, de a torcida tricolor comparecer aos estádios, em especial nos dias de clássicos regionais.
Afinal, quando jogamos para seis, sete mil pessoas, parecemos, sim, trilhar o caminho –ou melhor a sina – do América. Daqui a pouco, seremos o segundo time de todos.
E, desta feita, a torcida tricolor tem culpa, sim!
Eu defendia que a ninguém pode se impor a obrigação – genuína tortura – de sair de casa com mulher e dois filhos – gastando, por baixo, R$ 250,00 – para ver o Júnior Dutra em campo. Por outro lado, agora, sobre todos nós recai o encargo de pagar o que pudermos para assistir a Ganso e Cia, num time bem arrumado pelo Fernando Diniz.
Em suma, já passou da hora dessa “… gente bronzeada mostrar o seu valor…” e comparecer, em grande número, aos estádios.
Fica aqui a exortação: esgotemos a nossa carga de ingressos no próximo Fla x Flu. Depois, façamos o mesmo para Fluminense x Botafogo. E aguardemos, com grande apetite, o Vasco, que, pra mim, continua o freguês de sempre, apesar do retrospecto atual.
Pouco me dizem mosaicos feitos contra a Chapecoense ou contra o Bahia. Dividir o Maracanã, num clássico regional, isso sim é algo deliciosamente indescritível.
Saudações tricolores.

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