Diniz compreende risco ao usar reservas e banca decisão: “Dia de poupar era hoje”

Assim que a imprensa divulgou que o Fluminense enfrentaria o Flamengo com reservas, à exceção de Ganso e Caio Henrique, torcedores questionaram a opção de Fernando Diniz, sob a alegação de que, mesmo com a equipe garantida na semifinal, é um clássico. Após o revés por 3 a 2, o técnico bancou a decisão.


– O melhor para o Fluminense, pensando no campeonato, na temporada, era os jogadores serem poupados e não jogar com os titulares. A sequência é o que nos interessa. Se os jogadores se lesionassem, teríamos um arrependimento muito maior. As decisões foram todas acertadas. O dia de poupar, de fato, era hoje. Também é chance para os outros jogarem, ganharem bagagem. Tomei a decisão sabendo dos riscos.


Desligado no primeiro tempo, o Tricolor reagiu no segundo e incendiou o jogo após os gols de Dodi e João Pedro, que saíram do banco. Na quarta-feira, encara, de novo, o Fla, agora em jogo que decide um dos finalistas da Taça Rio e com a vantagem do empate.


– Claro que, sendo uma equipe sem treinamento, existia um risco. Mas todos têm condições de ser titulares. Fiquei feliz, principalmente, com o que a gente fez no segundo tempo. Houve alguns desajustes naturais. Mas queríamos vencer a partida e enfrentamos um adversário poderoso, com jogadores de nível de seleção – disse.


Veja mais respostas:


Análise do jogo


– Da atuação, o negócio de ter levado dois gols, é o futebol. A equipe voltou melhor para o segundo tempo, sofremos o segundo gol por um desajuste coletivo, o que é normal por termos jogado com um time que não treinou e enfrentou o Flamengo. Achei que aquele momento era importante mexer, tirei o Mateus Gonçalves, que gostamos. Allan saiu por causa do erro? De maneira alguma. É um grande jogador, vai nos ajudar bastante na temporada.


– A mesma forma de atuação é claro que tentariam manter porque a gente se dedica muito aos jogadores que não estão jogando. Só que o jogo não é treino, modifica o estado emocional, não é a mesma coisa fazer no treino e no jogo, ainda mais num clássico. Mas fiquei feliz com a participação dos jogadores.


– A dificuldade maior que acho é a falta de jogo junto que esse time tem. O jogo não é tático, físico e técnico. Tem o aspecto emocional. Acho que isso pesou um pouco. A gente foi se adaptando, a equipe voltou melhor no segundo tempo. Quando levamos o segundo gol, a gente estava melhor. Essa adaptação durante o jogo foi muito importante. Só se consegue isso jogando, e jogando grandes jogos. A minha leitura foi essa.


Agenor


– Conheço há muito tempo, tem tudo a ver com time grande. A gente tem dois grandes goleiros. Menor surpresa para mim. Está muito bem treinado, teve uma atuação muito segura.


Arbitragem e expulsão de Pablo Dyego 


– A primeira partida que estou aqui que teve dois minutos de acréscimos e não teve jogo. Não se justificavam dois minutos. Eu nem ia falar nisso, mas tudo bem. Eu acho que o Pablo Dyego nem viu o Léo Duarte, foi acidental. Eu, se fosse o árbitro, não expulsaria. Não foi a intenção. Ele botou o pé na bola tentando botar o pé na bola. Foi um lance feio, mas já conversei com ele, está tudo certo. Maldade ele não tem nunca, sentiu muito a expulsão.


Fla-Flu no meio de semana


– Não consigo fazer uma relação desse jogo com o jogo de quarta. O de hoje não decidia muita coisa, o de quarta decide. O que serve para nós serve para o Flamengo. As equipes vão se conhecendo cada vez mais.


Caio Henrique


– É muito versátil. Ele já jogou de falso 9 e, pelas peças que a gente tinha, é um cara que se adapta em várias posições. A ideia era ter essa flutuação mesmo ali. No primeiro tempo não aconteceu muito. A gente não tinha um jogador de referência. João Pedro era uma opção, mas estava há muito tempo sem jogar, então minha decisão pelo Caio foi por isso.


Publicado por: Nicholas Rodrigues.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *