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Allan analisa adaptação ao futebol carioca e projeta futuro no Fluminense: “Quero fazer meu nome”

Foto: Lucas Merçon / FFC

Volante também falou sobre os elogios de Klopp, técnico do Liverpool, e o estilo de jogo aplicado por Fernando Diniz

Contratado por empréstimo junto ao Liverpool-ENG, Allan caiu rapidamente nas graças da torcida com seu bom toque de bola. Depois de entrar no decorrer de alguns jogos, o volante finalmente teve sua primeira chance no time titular, aproveitando a suspensão de Bruno Silva, e não decepcionou. Na vitória por 2 a 1 sobre a Cabofriense, o jovem jogador deu a assistência para o golaço de Yoni González, que abriu o placar da partida.

Em entrevista concedida no CTPA nesta quarta-feira (13), Allan comentou sobre as dificuldades na Europa e projetou um futuro de sucesso no Fluminense.

Tive a questão do visto. Mas agora pretendo ficar um tempo aqui no Brasil. Até porque ninguém me conhece. Quero fazer meu nome aqui, marcar território. Pretendo ficar uns aninhos para depois voltar mais maduro e seguro, para não acontecer de novo de ir e voltar – disse ao comentar a falta de chances no futebol europeu“.

Perguntado sobre a manutenção da titularidade, o volante disse pensar jogo a jogo e garantiu foco para o duelo com o Boavista, em Bacaxá.

Todos sabemos que temos que pensar jogo a jogo. Foco é amanhã, ganhar bem. Porque se ficarmos pensando na frente e esqueceremos de amanhã, podemos dar um deslize e perder a confiança para os próximos jogos“.

O jovem de 22 anos analisou sua adaptação ao futebol carioca e sua volta ao Brasil. Além disso, afirmou ‘estar no lugar certo’ e comemorou o negócio com o Tricolor das Laranjeiras.

Questão de tempo. Jogador tem que se adaptar o mais rápido possível. Passei por dificuldades na Europa e tive que me adaptar rápido. Não pode dormir, se não outro passa por cima. Por incrível que pareça, o Chipre foi um dos países que mais gostei. O clima é parecido com o do Brasil, tem praia… Os restaurantes têm comidas gostosas, as pessoas são mais alegres. A Europa o clima é mais frio, as pessoas são mais sérias…”.

Precisava vir para o Brasil, precisava dar uma respirada. Fiquei quatro anos lá fora. As coisas lá não caminharam do jeito que eu queria. O treino, a cultura do Brasil… Eu precisava disso. Foi uma das coisas que cheguei e falei: vim para o lugar certo e é aqui que vou ficar“.

Por fim, Allan falou sobre os elogios de Jurgen Klopp, treinador do Liverpool, e dissertou sobre o estilo de jogo imposto por Fernando Diniz, que até aqui vem conquistando a torcida e conseguindo ótimas atuações.

Foi quando ele assumiu o Liverpool. Eu estava na Finlândia, fui campeão lá. Voltei para o Liverpool, fiz um amistoso e ele gostou de mim. Mas acabei não tendo a oportunidade de trabalhar com ele. Fica para um futuro, quem sabe?“.

É bem parecido com o ritmo lá fora. Bastante posse de bola, acelerar o passe… Essa questão de passar entre linhas depende muito do jogo. Tem jogo que dará para uma bola longa, enfiada, tem jogo que terá de cadenciar mais. Mas não é da noite para o dia. Então ele (Diniz) precisa de um pouco de tempo. O jogador brasileiro, comparado à mentalidade europeia, é diferente. Então é preciso de um pouco de tempo para os jogadores se adaptarem à forma que ele gosta de jogar“.

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