Diniz comemora ‘sobrevida’ no Carioca, mas prega foco no Luverdense: “Esperamos um jogo duro”

Foto: Mailson Santana / FFC

Treinador ainda destacou ‘sensação de impotência’ por ter que torcer para o rival para seguir vivo na competição

Com a vitória do Flamengo sobre o Vasco na final da Taça Rio, o Fluminense ganhou uma sobrevida no Campeonato Carioca e, graças ao rival, garantiu uma vaga nas semifinais do Estadual. Nesta segunda-feira (01), Fernando Diniz concedeu entrevista coletiva pouco antes do treino realizado no CTPA.

Perguntado sobre a sensação de ter que torcer para o Rubro-Negro na decisão, o treinador afirmou que a equipe reserva de Abel Braga era qualificada o suficiente para ganhar do Cruzmaltino, mas ao mesmo tempo destacou uma ‘agonia’ por depender de outros resultados para seguir vivo na competição.

Foi muito mais agonizante que feliz, mas terminou da melhor maneira possível. Ter que torcer foi uma sensação de impotência, uma sensação muito estranha. Mas, de fato, eu acreditava que o Flamengo tinha condições de vencer o Vasco – não dá para chamar esse time de reserva, pois tem jogadores que seriam titulares em diversos clubes do Brasil. Foi um jogo bem difícil e premiou o Fluminense estar entre os quatro. Pelo campeonato que o Fluminense fez, merecia ter a chance de disputar o título, a semifinal e, quem sabe, sonhar com o título do Campeonato Carioca“.

Apesar de toda a comoção para o quarto Fla-Flu do ano no próximo sábado (06), o Fluminense tem um compromisso importante no meio da semana. O Tricolor viaja para enfrentar o Luverdense, pelo jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil. Para esta partida, o técnico não poderá contar com Airton, lesionado, mas poderá contar com a volta de Frazan e Mascarenhas.

O Airton está fora para quarta. Para o final de semana, vamos esperar e ver as condições dele. Frazan já está liberado. O Mascarenhas vamos saber agora. O Allan é uma das possibilidades. Estamos estudando outras possibilidades. Vamos definir entre hoje e amanhã. Não e está nada decidido ainda. O Allan tem entrado, mas não tem nada definido. Vamos ver o que será melhor para o Fluminense na partida“.

Questionado sobre a logística complicada da viagem até o Mato Grosso, Diniz criticou o fato da equipe atuar na quarta e logo depois no sábado. De acordo com ele, devido ao desgaste, o mais plausível seria o clássico com o Flamengo acontecer no domingo.

É, de fato, muito desgastante. Todo mundo sabe. Não importa se é jogador, executivo, pai de família, criança… Cansa todo mundo. A gente vai sair às 23h. Fretamos, mas vai ser ruim. Vamos parar em Cuiabá, depois Sorisso. E só vamos chegar 3h30. É um local quente. Depois, voltamos. Para jogar no sábado. Não foi coerente. Merecia a chance de jogar no domingo, pelo apelo do clássico. A CBF, aproveitando isso, mudou a volta para terça. A gente não foi beneficiado não no sentido das datas“.

A gente esperava mais consenso quanto a isso. Temos uma viagem desgastante a Lucas do Rio Verde. O mais adequado era que a gente atuasse no domingo e na quarta. Era o natural. Não é a primeira vez que isso acontece“.

O comandante tricolor também projetou o duelo com o Luverdense, time que já fez frente a muitos clubes grandes do Brasil na competição. Para ele, a expectativa é de um ‘jogo duro’.

O jogo para a gente é difícil. Lá é atípico, quem jogou lá sabe. O campo tem características particulares. Tem a viagem. Estive lá com Paraná e Oeste. É só ver o histórico deles em Copa do Brasil. Corinthians e outros times grandes tiveram dificuldades. A gente vai de maneira muito séria. Estamos estudando eles faz tempo. O treinador lá é excelente, esperamos um jogo duro“.

Diniz comentou sobre o desfalque de Paulo Henrique Ganso – expulso após empurrar e insultar o quarto árbitro contra o Flamengo – na semifinal do Cariocão.

Jogamos muitas partidas sem o Ganso no ano. Claro que não gostaríamos de perdê-lo. Mas como ele foi expulso, vamos fazer o melhor possível para suprir a ausência dele. Temos que pensar para frente e dar uma solução para o time com o que temos aqui“.

Por fim, o treinador analisou o processo de recuperação de Pedro, que voltou a participar das atividades com o grupo depois de longos meses. Apesar da expectativa, Fernando Diniz pregou paciência para o retorno oficial do atacante.

Não temos uma programação definida (para voltar a jogar). Ele acabou de ser liberado. A gente vai ver como ele vai reagir aos primeiros treinamentos. Não é para já. Temos de esperar a adaptação ao time, aos contatos. Aos poucos, vamos introduzir ele aos treinos. Ele voltou clinicamente muito bem. Os aspectos fisiológicos dele agora estão melhores do que antes da lesão. Ele foi muito bem cuidado. A fisiologia e a fisioterapia estão de parabéns. Ele volta em ótimas condições clínicas“.

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