Sports Value divulga estudo de receitas e bilheteria é ponto crítico no Fluzão

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A empresa especialista em marketing esportivo, Sports Value, divulgou estudo referente as receitas dos clubes em 2018. Diante de um cenário sem patrocínio máster, o Fluminense passa a depender de outras receitas, como venda de jogadores e bilheteria. Porém, com baixo público, o Tricolor arrecadou apenas R$ 11 milhões em 2018, igualando o Ceará na 10ª posição no ranking.

O clube que mais arrecada com bilheteria é o Palmeiras, com R$ 116 milhões, seguido por Corinthians (R$ 61 milhões) e Flamengo (R$ 45 milhões). Na lista não apareceu o Grêmio devido a não publicação do balanço de bilheteria.

Na quantidade total de receita acumulada no ano, o Fluminense está em 7º lugar, com R$ 298 milhões. Mais uma vez o Palmeiras lidera o ranking com R$ 654 milhões, seguido do Flamengo (R$ 543 milhões), Corinthians (R$ 470 milhões), São Paulo (R$ 424 milhões), Grêmio (R$ 420 milhões) e Cruzeiro (R$ 386 milhões).

Diante da receita total, a maior fonte está na venda de jogadores com 40% do total (R$ 119 milhões), direitos de TV 38% (R$ 113 milhões), sócio torcedor e clube social 8% (R$ 23 milhões), bilheteria 4% (R$ 11 milhões), patrocínios cerca de 5% (R$ 13 milhões).

Mesmo diante do cenário com arrecadação baixa em bilheteria e sem patrocínio principal, o Tricolor mostrou uma evolução nas receitas entre 2014 e 2018. Na venda de jogadores, saiu de R$ 6 milhões em 2014, para R$ 119 milhões em 2018, um aumento de quase 2000%. Direitos de TV, que representava R$ 61 milhões em 2014, quase dobrou, indo para R$ 113 milhões em 2018. Já a bilheteria oscila muito, em 2014 eram R$ 7 milhões, 2015 (R$ 16 milhões), 2016 (R$ 11 milhões), 2017 (R$ 15 milhões) e 2018 volta a R$ 11 milhões.

Crédito: Reprodução / Sports Value

Fator custo do futebol está abaixo do máximo ideal pela Sports Value

No cenário de gastos com o departamento de futebol, o Fluminense consegue equilibrar as finanças. O custo total foi de R$ 167,6 milhões, representando 56% da receita total. A Sports Value considera o indicador máximo ideal de 73% para manter o equilíbrio financeiro. O investimento em jogadores pelo Fluminense foi de R$ 24 milhões. Atrás do Sport que investiu R$ 62 milhões, Bahia (R$ 27 milhões) ou Coritiba (R$ 25 milhões).

O que talvez explique os atrasos de pagamentos e o déficit final de R$ 1,5 milhão é a grande dívida, além da sequência de penhora de receitas e dívidas tributárias, despesas com empréstimos e financiamentos, que totalizou R$ 66,1 milhões, a segunda maior entre os clubes presentes no estudo.

A realidade financeira Tricolor é da urgente necessidade de um patrocínio máster, a torcida abraçar o time para gerar bilheteria e adesão em massa do programa sócio torcedor. Com esses três pilares, a crise financeira do Flu pode passar e os dias de glória podem voltar.

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