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Em entrevista coletiva Marcos Paulo diz que Diniz pede ousadia

Fota: FFC

Quem assistiu a goleada de 4 a 1 do Flu contra o Cruzeiro percebeu que no último gol do tricolor, Marcos Paulo deu um balão em Egídio antes da bola sobrar para João Pedro finalizar, hoje em entrevista coletiva no CTPA o garoto revelou que Diniz pediu para ele ser ousado quando estiver com a bola, e também contou o que fez recusar convocação da seleção brasileira e ficar no Flu.

“Ele (Diniz) sempre conversa e pede para jogar com a alegria de sempre, pode para ser ousado. Para ir para cima e não ter medo. Às vezes a gente tenta uma jogada mais fácil e ele até briga, diz para fazer o que a gente sabe. Dá muita confiança, acredita na gente” e completou “estava esperando com o meu empresário a decisão. O time estava viajando para jogar com o Santos e ninguém sabia que eu iria ficar. Na minha cabeça eu tinha que ficar aqui para jogar. Ele (Diniz) conversou comigo e disse que eu iria entrar na hora certa. No jogo seguinte ele me deu a oportunidade e aconteceu o que aconteceu”

Marcos Paulo foi chamado em maio para um período de treinos da seleção sub-18 do Brasil. Como ele possui dupla nacionalidade e tinha voltado a pouco tenpo de uma temporada com a seleção portuguesa. E já estava convocado para o Torneio de Toulon, a ser realizado em de 1ª a 15 de junho na França, pelo time lusitano. Ou seja, preferiu treinar no Flu para perder menos espaço possível com Diniz.

Confira mais resposta de Marcos Paulo na coletiva desta manhã:

Novidade dar entrevista? Se sente à vontade?

Me sinto à vontade. No começo era mais difícil, tinha vergonha. Agora é mais tranquilo. Na base eu até brincava mais um pouco de entrevista, até para ir se adaptando. As perguntas eram até as mesmas.

O que mudou ao subir para o profissional?

Minha vida mudou muito. Depois que eu subi, mesmo quando não tinha oportunidades, passei a treinar com o grupo. Todo mundo é muito unido. Quanto mais jovens, mais leve fica o grupo. Todo mundo brinca e se diverte. Eu pude entrar e tive boas atuações. Aí muda tudo, nas redes sociais e na minha vida mesmo.

O que sabe do Atlético Nacional, adversário na Sul-Americana-?

A gente ainda não viu vídeo deles, não sabemos muito, mas é muito importante ganhar deles. Precisamos jogar bem, fazer gols. Precisamos dessa eficiência para chegar lá com um bom resultado. Tem que ser um jogo normal. A gente sabe que será um jogo difícil, não tem mais bobo no futebol. Mas defendemos o Fluminense e precisamos mostrar a nossa força. É um mata-mata, precisamos de atenção.

O que acha das comparações com o Casal 20, Assis e Washington?

No começo foi surpreendente. A gente sabia da história, mas não tanto assim. A gente se olhava sem entender muito. Estamos felizes por manter isso no profissional. Vamos tentar dar alegrias para a torcida.

João Pedro já fez gol contra o Flamengo. Vocês vão repetir isso que o Casal 20 fazia? E o novo corte de cabelo?

A gente sempre gostou de fazer gols contra o Flamengo. Vamos tentar manter isso. Sobre o corte de cabelo, nada a declarar. Daqui a pouco cresce.

Relação com experientes do grupo

É muito importante. Eu via o Ganso jogar só por vídeos. Agora eu jogo do lado dele. Assim como outros jogadores. O Ferraz e o Luciano conversam muito para jogarmos soltos, com alegria. Se tiver que jogar, vou jogar. Estou pronto e confiante. Está nas mãos do treinador. Me sinto preparado.

Pensa em sair do Flu?

No momento eu penso mais no Fluminense. Quero jogar, estou bem nesse ano. Todos os jogadores que surgem têm o sonho de jogar na Europa, mas estou tranquilo. Se tiver que ser vai ser. Estou feliz aqui, quero jogar muito aqui.

Prefere defender a seleção brasileira ou portuguesa?

Ainda não tem nada definido. Tive convocação para o Brasil mas preferi ficar no Fluminense para não ficar tanto tempo fora. Preferi ficar para ter oportunidade. Meu avô é português. Não sabia que poderia ter essa oportunidade, mas procurei conhecer e fiquei curioso para saber da cultura de lá. Meus empresários tiraram o passaporte e tive essa possibilidade. Eu não vinha sendo convocado aqui e nem estava jogando no sub-20. Fui em dois amistosos pelo Brasil, mas depois não fui mais convocado. Meses depois teve uma convocação em Portugal e decidi ir. Fiquei um pouco nervoso, não sabia se poderia prejudicar, mas joguei lá e gostaram de mim. Fui chamado para a sub-18 também, era uma oportunidade grande. Mas ainda não decidi.

Dificuldades na base

A luta para gente é muito difícil. A gente sai muito jovem de casa, começa a morar em alojamento e longe da família. Você olha para o lado e não tem ninguém. Mas tive fé que poderia chegar. Pensava na família e isso me dava força. Sempre acreditei em mim, e é muito gratificante chegar onde a gente chegou. Eu e ele sofremos até juntos.

ST,

Guga Assis

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