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Opinião: Quanto vale um ídolo?

Crédito: Divulgação / FFC

O Fluminense é uma fábrica de jovens valores. Thiago Silva, Marcelo, Roger, Alan, Pedro, João Pedro, Marcos Paulo, se voltar no tempo teremos Ricardo Gomes e Edinho. O Tricolor é apontado como um dos principais clubes formadores do Brasil. Na mesma medida do destaque positivo, o clube também é conhecido por não conseguir vender bem seus jogadores.

Diante de uma saúde financeira calamitosa, já há bastante tempo, os dirigentes que passam pelo Flu têm sempre o álibi perfeito, vender é preciso e receber alguns milhões de reais já é o suficiente. O problema disso é a falta do retorno esportivo que o jogador possa dar. Títulos, adesão de sócio torcedor, bilheteria. Pensar na receita apenas na venda do jogador é um remédio amargo, quando a vacina para a situação do clube poderia ser a manutenção deles.

É compreensível vender jogadores, principalmente na realidade do futebol brasileiro. O problema é que a lógica está inversa. Explico, em um time da base com 20 nomes, por exemplo, podemos ter dois craques, cinco bons jogadores e mais alguns que compõem o elenco. A lógica deveria ser, manter os dois craques e vender os bons jogadores. Daí o time ganharia na quantidade vendida e criaria a identidade com a torcida.

Claro que depois que esses craques tivessem dado frutos no time profissional, a venda seria inevitável, porém, por valores que de fato valeriam a pena. Vender o João Pedro por € 10 milhões de euros é uma lástima. Claro que, quando o negócio foi fechado, poucas pessoas teriam a certeza que o jogador iria decolar logo de cara no profissional. Mas, quem acompanha o futebol de base também tinha expectativa que ele teria um futuro brilhante.

A torcida espera que o próximo presidente do Fluminense saiba valorizar melhor a base tricolor. Porque ali está o futuro do time, o caminho para voltar ao lugar de destaque no futebol brasileiro.

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