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Fernando Diniz questiona pênalti para o Bahia e lembra “falta claríssima” na origem

Fernando Diniz ficou na bronca com o juiz da derrota por 3 a 2 para o Bahia, nesse domingo, pela 6ª rodada do Brasileirão. Após revisão no VAR, Igor Junio Benevenuto assinalou pênalti para os donos da casa alegando toque no braço de Gilberto. Além de discordar da marcação, o técnico lembrou o que definiu como “falta claríssima” em cima de Pedro na origem do lance.

– O juiz entendeu que foi pênalti. A gente teve uma palestra antes de começar o campeonato com um juiz credenciado da CBF. Foi dito que movimento natural não seria pênalti, embora eu já saiba que alguns comentaristas de arbitragem falaram que foi pênalti na televisão. Mas não sei onde o Gilberto poderia estar com o braço para disputar aquela bola ali. Onde o Gilberto enfiaria o braço? Vai colocar o braço na cintura para disputar uma bola que está no alto? Lance totalmente involuntário. Não tinha onde o Gilberto colocar a mão ali. Não sou árbitro, mas um cara que participa bastante do futebol, ativamente, e, para mim, não foi pênalti de maneira nenhuma. Com essa sequência de interferências do VAR, o jogo fica muito mais focado nele do que onde era para ser focado, no campo, nos jogadores – questionou, completando:

– A origem do gol nesse pênalti foi uma falta claríssima no Pedro. Claríssima. Pedro está com a perna toda marcada. Foi a única reclamação que fiz no jogo para o árbitro e ele me deu amarelo. Depois do jogo só fui explicar, falar do que aconteceu. Não sei qual a relação que o treinador tem que ter com a arbitragem. Tudo que acontece no jogo você tem que ficar impassível? Não pode falar absolutamente nada… Minha relação com quarto árbitro foi ótima o jogo inteiro. E agora estou impedido de trabalhar na próxima partida.

A polêmica penalidade ainda gerou mais um problema para o Tricolor. Agenor havia tomado cartão amarelo por reclamação e, na sequência, sofreu o segundo e consequente vermelho, ao se adiantar para pegar a cobrança. No segundo gol do Bahia, o goleiro vacilou na saída de bola e acabou desarmado por Gilberto, que só empurrou para a rede. Todavia, Diniz descartou culpá-lo pelo revés.

– Foi uma decisão pessoal do Agenor. É um goleiro muito treinado, muito seguro. Agenor é nosso goleiro, assim como Rodolfo. Não vamos jamais colocar a responsabilidade do resultado do jogo em cima de uma pessoa só. Aconteceu. Depois tivemos chance de empatar o jogo e até virar. Voltamos melhor no 2º tempo. Se continuasse 11 contra 11, teríamos grande chance de ao menos conseguir o empate.


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Análise sobre a equipe: “Taticamente, a equipe fez um bom jogo. Jogar em Salvador é sempre difícil. Merecíamos uma melhor sorte. Conseguimos fazer dois gols aqui dentro, que é difícil, ainda mais com um a menos. Segundo tempo colocamos o time mais à frente, trocamos o Léo Artur e o Yuri pelo Ganso e Marcos Paulo. E aí teve o lance do pênalti do VAR”.

Postura do Bahia: “Não teve muita surpresa no jogo. A gente espera mais ou menos o que eles poderiam fazer, um bloco médio/alto. Não fomos surpreendidos. Viemos com um dia a menos de recuperação, tivemos um jogo bastante intenso na quinta-feira, tivemos que poupar alguns jogadores. Mas não teve surpresa tática. O Fluminense teve uma postura boa e merecia um resultado melhor. Mas futebol não tem muita justiça. Deveríamos ter aproveitado melhor os momentos que tivemos no jogo, e os gols do Bahia, todos eles, tiveram origens muito evitáveis”.

Entradas de Ganso e Marcos Paulo: “Além da qualidade do Ganso e do Marcos, eles já estão há mais tempo treinando, então têm um entrosamento que pode ser um fator determinante. Fiquei contente com a postura da equipe. Quando teve 10 jogadores, não se acovardou em nenhum minuto e poderia até ter empatado o jogo”.

Acréscimo: “Teve 8 minutos de acréscimo. Depois, o Douglas caiu no chão e paralisou o jogo em duas ocasiões e continuaram os 8 minutos. Então não foram 8 minutos. Fica parando, parando, parando e não tem um acréscimo maior. Esse tipo de situação, para todo mundo que quer um futebol melhor, deveria ser revisto também. Parece que, depois que dá o acréscimo, é proibido aumentar o número de minutos, por mais que ocorram paralisações”.

Reencontro com Atlético Nacional, pela Sul-Americana: “Vamos jogar contra um time muito qualificado. Fizemos um bom jogo no Maracanã, mas temos que todas todos os cuidados possíveis. É uma equipe que joga muito bem, joga dentro de seus domínios… No futebol sabemos que não podemos relaxar. Vamos tentar com força máxima lá e fazer um bom jogo na Colômbia”.


Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

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