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Diniz lamenta eliminação na Copa do Brasil e enaltece força de vontade dos atletas: “Estão de parabéns”

Treinador falou também sofre os desfalques que o time vem somando e comentou sobre a situação delicada que o clube vive financeiramente

Foto: Lucas Merçon / FFC

O Fluminense lutou, tentou até o fim, empatou aos 52 minutos do segundo tempo e levou a decisão da vaga para as quartas para os pênaltis. Porém, desperdiçou três cobranças e viu a euforia do gol nos acréscimos dar lugar a tristeza da eliminação. Apesar do resultado final não ter sido o esperado, Fernando Diniz fez questão de afirmar que está bastante orgulho de sua equipe. Em entrevista coletiva concedida após a partida contra o Cruzeiro, o treinador falou sobre o jogo, lamentou a derrota nas penalidades e destacou a importância de levantar a cabeça.

Sentimento duplo. O maior é de orgulho pelo que estamos conseguindo fazer com as condições que o Fluminense nos oferece hoje. E de frustração com a queda. O time pelo que vem jogando não merecia sair desclassificado, embora Cruzeiro também tenha feito um bom jogo, tenha uma grande equipe, um grande treinador e a torcida comparecendo. Mas pelo jeito que foi o último gol, pelos riscos que tomamos, merecíamos passar. Mas a vida, em muitas situações é injusta. Cabe a gente agora levantar a cabeça e preservar. Porque o trabalho está sendo bem executado“.

Depois de ter pressionado o Cruzeiro durante os minutos finais e conseguido o empate nos acréscimos – o Tricolor carioca terminou o duelo com os mineiros sem nenhum zagueiro em campo -, a equipe pecou nos pênaltis e deus adeus ao mata-mata nacional. Perguntado sobre o aproveitamento dos atletas, o técnico comentou sobre a ausência de Pedro, bater oficial do Fluminense, elogiou Fábio, goleiro cruzeirense, e disse que o quesito vem sendo treinado.

Tem esse histórico. O Pedro, que é um batedor contumaz, converteu todos que bateu. Se estivesse jogando, seria nosso batedor oficial. Os jogadores treinam. Alguns, de maneira especial, por serem jogadores que batem nas partidas. Treinamos para as disputas contra Santa Cruz, contra Atlético, treinamos segunda e ontem… As bolas bateram na trave, o Fábio é um grande pegador de pênalti. Não tem muito segredo. Está sendo treinado. Tem alguns jogadores que têm mais facilidade para converter os pênaltis. O Pedro é um deles. Temos que continuar treinando e achar os caras que batem melhor. Não tem muito segredo“.

Foto: Lucas Merçon / FFC

Perguntado sobre a situação do clube das Laranjeiras, Diniz afirmou que a perda de jogadores ao longo do ano, seja por venda ou por lesões, influencia diretamente no rendimento da equipe e, que apesar dos problemas financeiros e políticos, o trabalho no time vem sendo bem feito.

Hoje, em comparação ao time que começou a temporada, tinha um titular só, o Luciano. Temos dificuldades políticas e financeiras que o clube passa, elas são gigantes. É uma mudança constante de jogadores. Perdemos o Everaldo, que vinha se destacando. O Ibañez começou a temporada e era outro jogador importante para a equipe, mas perdemos para quitar algum tipo de dívida. Tivemos Digão com fratura, Léo Santos com problema no joelho, Matheus Ferraz machucou joelho. A maioria das lesões sérias. Jogadores chegando para deixar o time mais forte, alguns não podem disputar Sul-Americana e Copa do Brasil… Os problemas são muitos. Isso faz com que tenhamos que sentir orgulho do que o time está fazendo. Estamos conseguindo usar bem os garotos. Lançando não só pela necessidade, mas porque eles têm potencial. O João Pedro, o Marcos Paulo e hoje o Miguel entram porque são bons. Tem muita coisa boa. Temos que ir colhendo. É claro que precisamos conseguir somar vitórias. Mas só conseguiremos com persistência, porque o trabalho está sendo bem realizado“.

Por fim, Diniz analisou a utilização do VAR no futebol brasileiro. De acordo com o comandante, o mecanismo não vem sendo usado da melhor maneira, o que acaba ‘empobrecendo’ o esporte. Para ele, algumas situações acabam se contradizendo, fazendo com que não haja um critério pré-estabelecido para o uso do mesmo.

Não quero falar muito de arbitragem. Não sei como pode ser a relação hoje com os árbitros agora com o advento dos cartões. Fiquei fora do jogo contra o Athletico depois que fui questionar o árbitro educadamente na Bahia… Vou falar com relação ao VAR. O VAR, por ora, está deixando o futebol mais empobrecido no Brasil. O VAR tinha que ser chamado por uma coisa contundente, para não parar o jogo. A gente perde muito tempo, tem margem para interpretação… A maioria dos lances é dividido. Se fica na dúvida, deixa o que o árbitro marcou. Teria que ser em coisas do tipo: foi impedimento, bola entrou e juiz não viu… Para ficar na base da interpretação, melhor deixar o árbitro ter liberdade para apitar e o jogo seguir. Vamos perdendo a emoção na hora do gol, o cara faz o gol e não comemora porque espera o VAR, o pênalti vem depois de um tempo… Depois ficamos sabendo que não foi pênalti, que o lance foi duvidoso…”

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