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Fluminense supera Fábio “milagroso” em golaço de João Pedro, mas é eliminado da Copa do Brasil nos pênaltis

Hoje o Fluminense sofreu a eliminação mais doída de 2019. Quiçá dos últimos três, quatro anos. Viu de novo se perder o sonho do bi da Copa do Brasil ao cair para o Cruzeiro nos pênaltis. O destaque coube a João Pedro, a quem o Mineirão reverenciou. Foi o garoto de 17 anos que deu sobrevida aos companheiros, que deixaram a desejar no momento mais importante.

Depois do empate em 1 a 1 no Rio, o Cruzeiro se lançou ofensivamente e conseguiu, aos 6 minutos de jogo, sua primeira boa chegada, no erro de Daniel, com chute de Robinho. Em resposta, o Tricolor descolou contra-ataque com Brenner, que acabou derrubado na área por Dedé. Ao verificar o VAR, o juiz assinalou penalidade.

Paulo Henrique Ganso bateu e, no rebote de Fábio, Luciano marcou. Mas o juiz mandou voltar a cobrança ao alegar invasão de jogadores de ambas as equipes à área. Na segunda chance, o camisa 10 não deu bobeira e abriu o placar.

O gol animou o Time de Guerreiros, que quase ampliou em lance “sem querer”. Luciano cruzou e a bola atravessou a área até quicar na frente de Fábio, que espalmou para escanteio. Entretanto, contrariando a vontade de Fernando Diniz, a equipe recuou e chamou a Raposa para cima. Sem Fred, sacado por lesão na coxa direita, o adversário assustou com finalização de Sassá, após falha de Frazan.

A partir da segunda etapa, o clube mineiro passou a achar mais espaços. Sassá, por exemplo, colocou Thiago Neves, cara a cara com Agenor, para finalizar rente à trave. Porém, o espírito decisivo do ex-tricolor apareceu: em escanteio, Ariel Cabral tocou de cabeça para Neves empurrar para a rede. Ele não comemorou.

Gilberto, o pior em campo, cometeu pênalti em Pedro Rocha. Sassá correu para a bola, mas Agenor pegou. Na sequência, mais uma penalidade, agora de Caio Henrique em Lucas Romero. Também confirmada com auxílio do VAR. A virada surgiu dos pés de Thiago Neves – dessa vez, celebrou bastante, aos 36′ do 2º tempo.

Com o Cruzeiro com uma mão na vaga, Diniz decidiu ousar: tirou Nino e Frazan, fazendo com que o Fluminense terminasse o confronto sem zagueiros. Pôs, nessas substituições, Mascarenhas e o jovem estreante Miguel, de 16 anos. Os papéis foram trocados, com a Raposa recuada e o Tricolor pressionando.

Foi então que o peso de se ter um grande goleiro entrou em ação. Fábio espalmou duas belas cabeçadas de Nino e Ganso. No apagar das luzes brilhou a estrela de João Pedro. De bicicleta, ele deixou o arqueiro sem reação e só admirando a obra-prima.

Nas penalidades, o balde de água fria. Nem a joia de Xerém pôde salvar. Paulo Henrique Ganso, JP e Gilberto desperdiçaram suas cobranças; apenas Caio Henrique marcou. Pelo Cruzeiro, Lucas Silva e Lucas Romero erraram. Pedro Rocha, Sassá e, determinando a classificação, Thiago Neves venceram Agenor.

Eliminado nas oitavas da Copa do Brasil, o time das Laranjeiras concentra suas atenções no Brasileirão, onde ocupa a 16ª colocação. Domingo, no Maracanã, pega o Flamengo. Na véspera, terá eleição que vai definir o sucessor de Pedro Abad na presidência, disputada por Mário Bittencourt e Ricardo Tenório.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

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