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Grupo de apoio da última gestão, Flusócio se despede do poder e anuncia encerramento das atividades

Foto: Divulgação

Principalmente grupo político de apoio das últimas gestões do Fluminense – Peter Siemsen e Pedro Abad, a Flusócio anunciou por meio de sua conta nas redes sociais, o fim do grupo

Na despedida, a Flusócio pediu o apoio da torcida, adesão ao pacote de sócio e comparecimento no Maracanã.

O grupo ainda destaca como um de seus legados, a reforma total de Xerém e a construção do CTPA (Centro de Treinamento Pedro Antônio), além do título Brasileiro e Estadual de 2012 e Primeira Liga em 2016.

O comunicado também falou das grandes críticas sofridas por Pedro Abad, principalmente pelas redes sociais. Eles ainda destacaram a quitação de mais de R$100 milhões em dívidas por Abad.

Veja o comunicado na íntegra:

O grupo Flusócio nasceu na torcida do Fluminense. Seus integrantes consideram que um clube grande e sua torcida dependem um do outro, se alimentam mutuamente. A vontade da torcida é, portanto, soberana e precisa ser respeitada. Justamente em função dessa soberania da torcida que o presidente Pedro Abad decidiu abreviar seu mandato, com a antecipação das eleições de 2019.

Não cabe aqui contar – mais uma vez – a nossa história. Ela já foi contada em livro, ainda que apenas até a assunção de Pedro Abad à presidência, e em inúmeros outros textos disponíveis aqui em nosso site. Talvez devamos, um dia, complementar o livro com esses dois anos e meio de mandato, pois há muitas coisas que o público desconhece. Isso, porém, seria para outro momento. Não é o objetivo deste post. O objetivo, aqui, é comunicar que deliberamos por encerrar nossas atividades como grupo político.

A nossa história como torcedores continuará. Sempre desejamos o Fluminense sustentavelmente forte. Após a perda da duradoura parceria com a Unimed, percebemos que seria um caminho amargo a ser percorrido, de muitas dificuldades. Após três eleições vencidas, é preciso abrir espaço para outros tentarem, pois, persistir, seria agir contra a torcida da qual também sempre fizemos parte. Obviamente houve erros, mas não é hora de dar justificativas; o momento é de atender aos anseios da torcida e desejar muito sucesso aos que nos sucedem. Estaremos sempre torcendo por eles e pelo sucesso do clube.

Permitam-nos, no entanto, a manifestação do desejo de que, com o passar do tempo, os tricolores possam avaliar com mais tranquilidade o legado do grupo político Flusócio e, em particular, do presidente Pedro Abad.

Quando os nossos fundadores entraram para o clube, ganhar um mero estadual ou mesmo voltar para a primeira divisão nacional era ainda um sonho. O Fluminense voltar a ser grande e poderoso era a meta, mas ainda parecia muito distante. E estávamos convictos de que, para isso acontecer, o caminho seria conscientizar e atrair o torcedor tricolor para dentro do quadro social, colegiado que decidia os rumos político e administrativo do clube. A conscientização crescente da torcida pode ser observada pelo interesse nas discussões sobre administração e finanças do nosso clube, temas que, há quinze anos, incrivelmente eram ignorados mesmo sendo eles os principais influenciadores dos resultados de campo.

A maior bandeira da Flusócio, desde seu embrião, sempre foi: – Tricolor, seja sócio! Mote esse que originou o nome do grupo. E hoje, quase vinte anos depois que os primeiros de nós resolveram se associar, está muito claro como o clube evoluiu nesse ponto. Os integrantes mais antigos chegaram a vivenciar um clube em que a maioria dos associados era composta de não-tricolores, ou seja, torcedores de outros clubes davam as cartas políticas nas Laranjeiras. O grupo, ainda na oposição, foi o principal articulador da associação em massa, cujo ápice ocorreu em 2009, no segundo mandato de Roberto Horcades. A realidade do quadro social foi inteiramente modificada, passando a haver maioria de tricolores a partir do movimento de Cidadania Tricolor.

Mais tarde, pela democratização do clube, lutamos fortemente para a criação da categoria sócio futebol, garantindo o seu direito a voto para presidente, diluição de poder que alguns setores do clube não admitiam.

Já no mandato de Peter Siemsen, um dos principais ideais do grupo – a imprescindível formação permanente de talentos –, foi motor propulsor para a reforma total de Xerém, centro de formação de base que hoje é referência nacional tanto em estrutura como em recursos humanos. Esse provavelmente é o mais importante legado do grupo. A gestão Peter também entregou o CT Pedro Antônio, na Barra da Tijuca, para o futebol profissional.

Ainda na gestão Peter Siemsen, que tinha a Flusócio como principal grupo apoiador, o futebol conquistou o título de campeão estadual e campeão brasileiro de 2012. Venceu também a Primeira Liga em 2016.

Certamente nenhum presidente da história do Fluminense sofreu, como Pedro Abad, o massacre diário nesses novos tempos de redes sociais, inclusive com repercussão nos estádios mesmo nas vitórias. No entanto, em meio a tanta dificuldade, sofrendo penhoras da PGFN e de inúmeros outros credores, a gestão Abad quitou mais de R$ 100 milhões em dívidas e obteve uma melhora extremamente significativa no balanço financeiro de 2018 em relação ao ano anterior, entregando o clube próximo da obtenção das CND. Conseguiu reduzir significativamente a folha salarial, que hoje é a metade da de 2017, mantendo um elenco competitivo mesmo neste duro período de reestruturação financeira do clube, demonstrando o que um bom trabalho técnico de prospecção pode gerar. Os próximos mandatos receberão como legado algumas das mais promissoras e vitoriosas gerações de Xerém, com pelo menos seis jogadores convocadosrecentemente para seleções de base. Deus queira que seus sucessores obtenham muito sucesso onde ele não conseguiu, mantendo o devido cuidado com a sustentabilidade do clube, e que o torcedor tenha serenidade antes de julgá-los.

Na nossa despedida, pedimos apenas que você, tricolor, esteja sempre ao lado do Fluminense. Seja sócio e exerça sua cidadania tricolor independente do que receberá em contrapartida, mas pelo fortalecimento da instituição. É triste quando ouvimos um tricolor dizendo coisas como “não sou sócio porque pra mim não vale a pena”. Esse tricolor está, claro, em seu direito, mas não é desse torcedor que o Fluminense mais carece. O clube precisa de torcedores que se associem simplesmente porque o clube precisa deles. Apenas por amor a essas três cores. O Fluminense foi salvo, no final dos anos 90, por sua torcida. E ele continua precisando dela para se manter forte contra todos os adversários poderosos.

Acolha o Fluminense. Vá sempre aos jogos, empurre o time para as vitórias! Defenda seu clube na internet, nas ruas e nos estádios independente da política. Compre apenas produtos licenciados. Prestigie as empresas parceiras e patrocinadores que investem na marca Fluminense. Jamais esmoreça na atitude de semear o orgulho de ser tricolor nas crianças e jovens de sua família.

O Fluminense precisa de todos nós. Porque o Fluminense somos todos nós.

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