Aos 16 anos, Miguel diz viver sonho no Fluminense: “Tão cedo o clube já acredita em mim”

Os moleques de Xerém vêm sendo decisivos na temporada do Fluminense. Além de Marcos Paulo e João Pedro, uma cria da base ainda mais jovem subiu para o elenco principal em 2019. Miguel, aos 16 anos, é o atleta mais novo a jogar pelo profissional do clube. A estreia aconteceu na eliminação nos pênaltis para o Cruzeiro na Copa do Brasil, quando iniciou a jogada finalizada com um golaço de bicicleta de JP.

– Vejo como uma coisa muito positiva. É um sonho. Só de subir para o profissional com essa idade é um feito histórico, ainda mais no Fluminense, um clube que me abençoou, sempre me acolheu e sempre acreditou em mim. Vejo isso mais com uma motivação. Mesmo tão cedo o clube já acredita em mim – disse, em sua primeira entrevista coletiva.

Agradando Fernando Diniz nos treinamentos, o meia pode passar a ganhar mais chances no segundo semestre, que começa em jogo contra o Ceará, dia 15, no Maracanã. De olho na volta do Brasileirão, o Time de Guerreiros disputou um amistoso com o Grêmio Osasco na quarta-feira. Venceu por 3 a 1, com dois de Miguel. Um deles em linda cobrança de falta, algo que “tirou” do craque italiano Pirlo e quer resgatar de sua época de juniores.

– Confesso que nesses últimos tempos eu tenho treinado pouco, mas sempre foi uma característica minha bater falta, escanteio. Eu gosto muito do Pirlo. A batida dele sempre foi diferenciada – elogiou.

Mais uma vez convocado para a seleção brasileira sub-17, ao lado dos tricolores Calegari e Marcelo, Miguel assinou seu primeiro contrato profissional com o Fluminense no mês passado. O vínculo é de três anos e tem multa rescisória para o exterior avaliada em 35 milhões de euros (cerca de R$ 150 milhões).


CONFIRA MAIS RESPOSTAS DE MIGUEL:

Jogada do golaço de JP contra o Cruzeiro: “Confesso que na hora não passou muita coisa na cabeça. Só pensei em comemorar com os companheiros”.

Futuro na Europa: “Todos nós planejamos isso para nossa carreira: primeiro fazer história no clube que nos revelou, que nos projetou para o futebol, e depois pensar em Europa. Até porque o Fluminense é um clube que sempre nos acolheu e nos ajudou a chegar até o futebol profissional”.

Aprendizado com jogadores experientes: “A convivência tem sido muito boa. São profissionais sérios, que nos mostram o caminho correto e, além de tudo, não nos deixam ser influenciados. Porque sempre tem alguém que gosta de chamar para uma saidinha, uma balada. É só ter foco e cuidar que está tudo certo”.

Parceria com Ganso: “É muito bom. Nunca tinha sentido isso. Quando eu tinha uns 8, 9 anos ainda, ele já estava brilhando, era considerado um dos mais promissores do país. Ele sempre me aconselha, pega no meu pé, fala o que é melhor… Tem me ajudado bastante nesse quesito”

Apoio da família: “Eles sempre falam para eu ficar com os pés no chão, para não deixar as coisas subirem à cabeça, porque no mundo do futebol as coisas podem mudar muito rápido. Mas estou bem tranquilo quanto a isso”.


Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *