Muriel diz que “grandeza do Fluminense” pesou e resume objetivo: “Colocar meu nome na história do clube”

A primeira contratação da gestão de Mário Bittencourt e Celso Barros, no comando do Fluminense desde o dia 10 de junho, é o goleiro Muriel, de 32 anos. Ele vem de uma boa temporada no Belenenses e, durante sua apresentação, após o treino desta terça-feira, no Centro de Treinamento, revelou o diferencial para decidir assinar até 2022 com o clube das Laranjeiras. A entrevista ocorreu com Celso e Paulo Angioni na bancada.

– É uma honra poder vestir essa camisa. Quando acabei a temporada em Portugal, vim de férias ao Brasil. Não vim pronto para ficar. Meu empresário conversava com vários times. Nos últimos dias, surgiu a possibilidade. Então, não pensamos duas vezes pela grandeza do Fluminense.

Na próxima segunda-feira, 15, o Time de Guerreiros retoma o Brasileirão contra o Ceará, no Maracanã. Regularizado no BID, Muriel se colocou à disposição da comissão técnica para estrear. Também liberado para jogar a Sul-Americana, no lugar de Rodolfo, suspenso por doping, o reforço vestirá a camisa 27.

– O (Campeonato) Português acabou no dia 19 de maio. Fiz alguns treinamentos em casa e, na semana passada, trabalhei no Novo Hamburgo. Jogador sempre quer jogar. Quem define isso é o Diniz. Quero ajudar. A semana será importante para colocar a agilidade e a força em dia, mas estou à disposição – disse.

O jogador acha que o período em Portugal, depois de passagem pelo Bahia, o tornou mais maduro e o preparou para o estilo de Fernando Diniz, o mesmo praticado pelo ex-técnico. Ele ainda respondeu sobre sua habilidade com os pés, algo frequentemente explorado no Tricolor.

– Quando se é mais novo, não se tem o timing certo. Na Europa, se conhece outras culturas, novos jogadores e treinadores. Isso acrescentou muita coisa na minha vida. Eu fiquei 17 anos no Inter, então, foi a primeira vez que me desliguei do clube. Até então, só tinha saído por empréstimo. Vou dar o máximo para colocar meu nome na história do Fluminense.

– Acho que isso foi o que mais evoluí em Portugal. Como eu falei, se isso é treinado fica mais fácil. Encontrei isso lá e teremos isso aqui. O sistema era parecido. Não gosto muito de falar de mim. Mas eu acho que meus pontos fortes são agilidade, reflexo e força.


CONFIRA MAIS DECLARAÇÕES DE MURIEL

Filosofia de Fernando Diniz: “Tenho amigos que passaram e estão aqui. Pessoal me falou do trabalho do Diniz, joguei contra quando estava no Bahia e ele no Oeste. Hoje, no primeiro treino, percebi que é tudo pensado. Não é nenhuma loucura, tudo é treinado. No Belenenses, meu treinador tinha o mesmo estilo. Estou feliz e fui muito bem recebido”.

Sucesso de Alisson, irmão mais novo e goleiro da seleção: “É motivo de muita honra e orgulho por ele. Estou feliz por ele. A cada temporada, ele evolui. Eu sei que ele pode crescer ainda mais. É o melhor goleiro da atualidade”.

“Quando ele joga, parece que é comigo mesmo. Na Copa do Mundo ele disse isso, que cada defesa dele era a minha. É coisa de irmão. Na Europa, a gente conviveu muito. Agora, mesmo de longe, mantemos contato”.

Salários atrasados: “É time grande e tem muita torcida. Tenho certeza que vai superar. A fama do presidente e do vice é grande, boa. Todo mundo que trabalhou fala bem. Então, isso não me preocupou”.

Solução para o gol?: “Sozinho ninguém é solução. Acredito muito em trabalho, em plantel. Eu vim para ajudar, para dar o meu máximo. Se cada um tiver essa mentalidade, o grupo vai crescer cada vez mais”.

Relação com Agenor, companheiro da época de Inter: “É um grande amigo. A gente trabalhou juntos faz alguns anos. Teve ainda o Alisson. Tive de lidar a disputa de posição com meu irmão. Goleiro é assim, a gente convive muito. Eu conheço todo o potencial do Agenor, e todos vão treinar muito para ajudar o Fluminense. A mentalidade de todos tem de ser assim”.


Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *