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Digão lamenta racismo sofrido por Pablo Dyego no Uruguai: “Isso nos incomoda demais”

Pablo Dyego disse ter sido vítima de racismo, pela primeira vez, no Uruguai, à época do primeiro jogo contra o Peñarol, no fim de julho, pela Sul-Americana. Aos 25 anos e com clubes de EUA, Canadá, Suécia e Polônia no currículo, o atacante afirmou que nunca havia sofrido discriminação racial explicitamente.

– Teve um episódio agora que aconteceu no Uruguai, em que eu sofri racismo, eu e alguns companheiros que também ali estavam. Infelizmente essa é a realidade que a gente vive hoje em dia, em um mundo tão moderno. Me deixa triste, até. Porque nunca tinha sofrido assim, de forma tão explícita, como sofri lá no Uruguai. Mas é levantar a cabeça e não deixar essas coisas ruins marcarem a gente – explicou ao “Saudações Tricolores”.

Em entrevista no Centro de Treinamento nesta quarta-feira, Digão detalhou e revelou a reação do colega ao episódio. O zagueiro passou pelo mesmo problema em solo uruguaio.

– Infelizmente, é uma coisa que dificilmente vai mudar. Eu sofri no ano passado, em um jogo contra o Defensor pela Sul-Americana. Cara ficou provocando o tempo todo. Me chamou do que vocês sabem. Eu fiz um gol e fiz um coração para ele para provocar. É uma coisa que não tem como controlar. Chamaram o Pablo de macaco lá no treino após o jogo. Ele entrou muito triste no vestiário. É algo que a gente não espera. Quero que essas coisas parem. Estamos em 2019. Isso nos incomoda demais.

Em maio, na virada por 5 a 4 sobre o Grêmio, Yony González ouviu falas racistas de gremistas presentes à Arena. Inicialmente condenado a pagar multa de R$ 30 mil, o clube gaúcho recorreu e, no início do mês passado, conseguiu a absolvição.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

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