Lucão vê desconfiança da torcida como ‘normal’ e revela sentimento de jogar no Flu: “Imenso orgulho”

Recém-contratado pelo Fluminense, centroavante foi apresentado oficialmente e comentou sobre a chance de vestir a camisa Tricolor

Foto: Lucas Merçon / FFC

Nesta terça-feira (13), Lucão foi apresentado oficialmente como novo reforço do Fluminense. Aos 27 anos, o centroavante assinou com o clube até o fim de 2020. Vice-artilheiro da Série B pelo Goiás no ano passado, o jogador atuou no Kuwait no primeiro semestre e depois retornou para o Brasil em junho, pouco antes de acertar com o Tricolor. Em sua primeira entrevista coletiva, o jogador comentou sobre a desconfiança da torcida, que em boa parte criticou sua contratação, e destacou que isso o motiva e o deixa mais confiante em surpreender e fazer um bom trabalho.

“Se trouxer o Fred ou qualquer outro, vai ter momento de desconfiança. É normal no futebol. Eu sou um guerreiro da bola. Isso me motiva. Eu venho aqui e só posso dar certo. Ei estou crescendo na minha carreira. Eu não aceito falha, entendeu? Eu vive muita coisa para chegar aqui. Quem não tem confiança, eu diria: acredita no clube. Isso dá confiança nas pessoas aqui. A bola que vai bater na trave acaba entrando. No Goiás, eu cheguei sob desconfiança. Mas fiz boa Série B. Aqui fui tão bem recebido, me senti melhor. Isso só me motiva, eu também agradeço a essas pessoas. Isso vai me fazer ir melhor, eu vou trabalhar e conquistarei meu espaço”.

Perguntado sobre a experiência de vestir a camisa de um clube da Série A pela primeira vez, Lucão disse ser uma nova realidade e demonstrou animação em trabalhar com atletas de renome, como Nenê e Ganso. De acordo com ele, a atmosfera dentro do elenco é muito boa.

“É uma experiência nova para mim ser recebido em um clube como o Fluminense. Fiquei com expectativa, não sabia como ia ser entrar no vestiário. Não sabe como agir, se cumprimenta ou não os companheiros. A rapaziada foi receptiva, me deu carinho e me tratou bem. Assim como a direção. Me arrisco a dizer que aqui foi o melhor lugar que fui recebido. Até pela torcida, que por vezes pega no pé. Eu não sou renomado, sou um jogador guerreiro da bola. Brigo pelo meu espaço. Acho que isso vai ter identificação com muitas pessoas. Eu estou… Ganso, Nenê… sou fã deles e agora são meus companheiros. A atmosfera aqui foi boa. Espero ter excelentes números e conquistar títulos com o Fluminense”.

Lucão ao lado de Paulo Angioni e Celso Barros (Foto: Lucas Merçon / FFC)

Perguntado sobre suas principais características, o centroavante se definiu como atacante de referência, que marca gols e que é voluntarioso taticamente. Para ele, estar na posição que era ocupada por Fred até pouco tempo traz uma responsabilidade grande.

“É normal passar grandes jogadores pelo Flu, como o Fred. O clube tem repertório no qual o centroavante sempre faz gol. Espero entrar nesse quadro de grandes jogadores. É um peso que vem com a camisa do Fluminense. Sei que vou ser cobrado para fazer gol, pelo Fred ter passado por aqui e feito história. Isso é futebol. Futebol é trabalho e dedicação. A minha característica é fazer gol. Eu sou também bastante competitivo. Total entrega durante o jogo, fico ligado todos os minutos. Futebol hoje não permite ter uma só característica. Tem de cumprir funções e, em determinados momentos, tem de ocupar outros setores do campo. Minha disposição tática é voluntariosa. Sou centroavante mesmo, essa é a minha característica principal”.

Veja abaixo mais respostas de Lucão em sua apresentação no Fluminense:

Jogar no Flu

“É um imenso orgulho, começo hoje uma nova trajetória na minha vida. Com certeza, pelos clubes que passei, o peso da camisa do Fluminense é incomparável. O clube está abrindo portas para mim, a minha primeira oportunidade em time de Série A. É uma honra. Pretendo fazer o meu melhor para retribuir essa oportunidade”.

Passagem pela escolinha do clube em Brasília

“Foi na minha infância… Passei por uma escolinha ou outra e cheguei na do Fluminense. Eles tinham um monitoramento para trazer para cá fazer teste, mas não tive a oportunidade. O mundo virou e agora estou aqui. É um sonho que se realiza. Não tenho nem palavras. Demora um pouco para cair a ficha. Quero jogar, estar bem e poder ajudar”.

Oportunidade no Flu

“É a chance da minha carreira. O Fluminense tem história linda no Brasil. Eu tive essa oportunidade agora, então, não tenho nem como comentar. Estou muito feliz. Passei por Japão, Portugal e Moldávia antes do Kuwait. Lá, o futebol é bastante tático. Isso, com o tempo, vai dando maturação ao atleta. Graças a Deus, nos últimos dois anos, consegui bons números”.

Momento da equipe no Brasileirão

“Sei que aqui vai ter pressão. Mas isso é normal. É um desafio. Venho preparado para todas as adversidades que possam surgir. Pelo trabalho que eu vejo e pelo grupo, a gente vive um momento de transição e vamos sair dessa situação. Creio que, ao pegar ritmo de jogo, vou contribuir bastante ao ter oportunidade. Sou um cara rodado e, então, acredito que posso colaborar”.

Apelido de ‘Lucão do Break

“Começou na escolinha do Fluminense. Eu dançava um hip hop. Pessoal falava que eu tinha de honrar eles se fosse jogar futebol profissionalmente. A dança é de rua mesmo. Eu trouxe isso da minha vida, achei que seria uma marca legal. O meu sonho é fazer gol na Série A, na Sul-Americana e quem sabe em Libertadores. Espero poder repetir aqui a comemoração”.

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