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Primeira batalha de 90 minutos

Iniciamos, ontem, Quinta-feira, a primeira batalha, de 90 minutos, contra o Corinthians, objetivando a vaga na semifinal da Sulamericana, e para os muitos que não tenham concordado com a demissão do Fernando Diniz, a fase de chorar na cama já passou e o foco agora tem que ser, única e exclusivamente, torcer, desesperadamente, pelo o Fluminense.
Eu sempre admirei o trabalho do Fernando Diniz e nele depositava confiança, porém, e os fatos são incontestáveis, os resultados obtidos não deram ao mesmo mais o direito de permanecer no cargo por justo merecimento.
Não podemos nos esquecer de que no Brasil futebol é resultado, apesar de eu não defender muito essa linha. E mesmo achando que futebol não é apenas resultado, a verdade é que o Fernando Diniz não conseguir produzir o mínimo para que nos pudesse satisfazer e assim bancarmos a sua permanência, tanto que estamos hoje na zona do absoluto desconforto na tabela do Campeonato Brasileiro.
Já sofremos muito, em vários e vários anos, com 03 rebaixamentos consecutivos, na década de 90, e com outro, no campo, recentemente, em 2013 ou 2014, e posso garantir que o Fluminense não terá capacidade de recuperação, caso venha a ser novamente rebaixado.
As críticas em relação à contratação do Oswaldo, o irmão do Valdemar, foram até justas, em decorrência dos seus últimos resultados, mas acho que agora é chegado o momento de cessarmos com elas, até porque, se pensarmos bem, quem nos deixou em situação aflitiva foi o Fernando Diniz, uma vez que não conseguiu apresentar resultados expressivos, infelizmente.
Oswaldo de Oliveira está agora com uma batata quente em cada uma das mãos. Ele irá começar um novo trabalho agora e não pode responder pelos os erros do passado e muito menos pelas tamancadas do Celso Barros com quem, inclusive, bateu de frente, quando da sua última passagem pelo o clube.
Personalidade forte ele tem.
É incontroverso que o Fluminense vem sofrendo com constantes erros de arbitragem, que o VAR para nós não existe, que toda a imprensa é contrária ao clube, mas temos que ter a consciência de que não conseguimos vencer, nem mesmo os nossos fracos adversários diretos, e que a nossa defesa é uma mãe, a mais vazada do campeonato brasileiro.
O time não é um bando solto correndo, cria algumas oportunidades de gol, tem um padrão de jogo definido, só que isso não é o bastante, mesmo porque falta o Fluminense aquilo que é absolutamente imprescindível a um time de futebol: equilíbrio entre ataque e defesa.
Essa falta de equilíbrio é a maior razão de estarmos hoje na 18ª colocação.
Muitos estão desanimados e pessimistas, acreditando em novo rebaixamento, contudo é hora de darmos uma oportunidade para o trabalho que será a partir de hoje será colocado em prática pelo o Oswaldo de Oliveira.
É o que temos para a janta.
Ah, mas a diretoria demitiu o Fernando Diniz sem ter uma alternativa melhor ao alcance das mãos, assim muitos disseram e dentre eles eu me incluo. Pensando com mais calma, todavia, vejo que não seria nada ético sair à cata de outros treinadores no mercado, enquanto o Fernando Diniz estava sob contrato de trabalho.
É esperar que o irmão do Valdemar faça a real leitura da situação atual, promovendo as mudanças corretas, preservando o que o Fernando Diniz fez de bom, a fim de ar ao time o equilíbrio necessário.
Estamos vivendo um período muito delicado, sem recursos, com uma diretoria recém-eleita e que, apesar dos longos anos de campanha eleitoral, recheada do mais puro marketing, não conseguiu aportar um único investimento no clube, não conseguiu implementar um simples plano de ação emergencial, não conseguiu apresentar um planejamento inovador.
Estamos na mesma situação dos últimos anos.
Nós tricolores, já deveríamos estar vacinados contra falsas promessas, diante de tantas que nos foram apresentadas nos últimos 20 anos, mas a paixão sempre acaba nos embaçando a visão.
A verdade é que não temos mais o direito de nos iludir.
Sejamos, portanto, realistas: não temos dinheiro em caixa e por isso não podemos ter um elenco de peso comandado por treinador de ponta.
Então, só nos resta acreditar que dará certo.
Só nos resta torcer para que as vitórias aconteçam e que elas façam com que o Fluminense suba na tabela o mais rápido possível.
Só nos resta torcer pela a conquista da Sulamericana, pois, além da confiança que ganharemos, essa façanha nos trará dividendos. Trata-se, portanto, de uma competição importantíssima para as nossas pretensões, como sócios e torcedores, e para a própria gestão.
Só nos resta torcer para que os jogadores joguem com a dignidade esperada.
O nosso comprometimento é com o Fluminense.
O momento é decisivo e clama pela a nossa união, razão pela qual agora é #sucessooswaldo.
Sobreviveremos, sim, podem acreditar, não devendo ser esquecido por ninguém que o Fluminense nasceu com a vocação da eternidade.
Saudações Tricolores,

Marcello Luna

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