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UNIR, ENQUANTO HÁ TEMPO, É A SOLUÇÃO!

Bom dia!
Toda democracia prima pela a diversidade de opiniões e pelo o respeito que todos têm que dispensar às opiniões alheias.
Assim, sem querer desrespeitar entendimentos diversos dos meus, deixo claro que essa negociação, envolvendo o Pedro, não pode ser interpretada como normal, tampouco como tendo atendido plenamente aos interesses do Fluminense, até porque não se deu dentro dos padrões com os quais estamos acostumados a ver, bastando citar que o Celso Barros e o Paulo Angione, sabidamente um bom negociador, sequer se fizeram presentes à reunião que definiu a entrega do Pedro à Fiorentina.
A ausência do Celso Barros pode até ser melhor compreendida, uma vez que o mesmo não tem qualquer poder decisório, além de ainda estar envolvido em questões jurídicas para lá de embaraçosas, ainda não resolvidas, frutos da gestão temerária imposta à UNIMED.
Prosseguindo, uma coisa é a necessidade do clube em vender o jogador que, por sua vez, cansou de externar o desejo de sair, e outra bem diferente é vende-lo de qualquer maneira, por qualquer preço, sob a justificativa de que o clube está a necessitar e muito de recursos.
A desculpa do cego é e sempre será a bengala.
A nossa necessidade é e sempre será a nossa bengala e é contra isso que temos que nos rebelar, sob pena de que amanhã não tenhamos mais nada para vender com o mínimo de valor, já que todos irão tentar tirar proveito da nossa cegueira, na nossa aflição.
Não podemos nos esquecer de que a eleição se deu em Junho/2019 e que MB disse, ainda em campanha, que Pedro ficaria por pelo menos mais duas temporadas no Fluminense, antes de ser negociado, e, na realidade, Pedro acabou se relacionando com a atual gestão por menos de 3 meses.
Prezados, perdemos um baita jogador que poderia nos ser de grande valia na luta desesperada contra o rebaixamento e eu não tenho a menor dúvida de que ele, Pedro, nos fará muita falta.
O dinheiro que iremos receber irá nos tirar, momentaneamente, dos aparelhos que nos oxigenam, mas não nos tirará da unidade de tratamento intensivo.
Se formos rebaixados e tudo indica que seremos, diante do que vimos hoje no Maracanã, perderemos muito mais do que
R$ 40 milhões. O prejuízo que nos será imposto será absolutamente incomensurável e absolutamente irreparável.
Se formos rebaixados e tudo indica que seremos, a atual gestão, certamente, irá jogar o fiasco na conta do Abad, seguindo à risca a cartilha dos irresponsáveis e dos covardes. Entretanto, Abad deixou o clube em condições bem melhores do que estava quando o recebeu, fora da zona de rebaixamento e motivadíssimo na Sulamericana. A atual gestão, em 10 jogos, com seguiu apenas uma vitória, assim mesmo contra o time mesclado do Internacional.
E não é apenas isso que merece ser observado, já que essa mesma negociação do Pedro, nos moldes em que se deu, deixa muito claro que, mais uma vez, o quanto fomos ludibriados, o quanto fomos presas fáceis de todo aquele marketing eleitoral. Muita pirotecnia, muita fanfarronice e absolutamente nada de concreto nos foi apresentado. E digo assim porque, ao reverso do que se fez propagado na época da campanha eleitoral, MB não tinha qualquer plano de ação, qualquer plano emergencial, qualquer patrocinador máster em processo de negociação, qualquer investidor apto e disposto a, de imediato, aportar recursos no Fluminense, o que será uma tarefa ainda mais difícil, na medida em que descemos ladeira, carregando para o fundo do poço a nossa marca, desvalorizando-a em cada derrota como a que sofremos para o CSA e para o Avaí.
Soma-se a isso o fato de que o nosso clube ainda mantém uma estrutura feudal, com guetos políticos completamente avessos às mudanças e árduos defensores dos seus antigos privilégios, o que inibe a chegada de qualquer potencial investidor.
Aquele que pretender investir recursos financeiros expressivos no Fluminense terá que ter, por garantia, o gerenciamento de cada centavo que lhe pertencer.
Não se esqueçam que aa própria UNIMED de Celso Barros cansou de entrar em embate com a gestão do Fluminense, haja vista recusar-se, terminantemente, a colocar o seu dinheiro no caixa do clube. E Celso Barros deve ter tido lá as suas razões para isso.
E por falar em Celso Barros novamente, e não há como isso ser negado, o que se percebe claramente é que já não possui ele a menor utilidade para a atual gestão, sendo, hoje, com todo o respeito que ele merece, uma figura facilmente descartável, a contar do dia 08/06/2019.
Celso Barros foi importantíssimo, até mesmo vital para a eleição do Mário Bittencourt, pois conquistou, sozinho, praticamente todos os votos do sócio futebol, todos os votos da arquibancada. Votos, diga-se, sem qualquer comprometimento com a nossa instituição, votos dos que mal conhecem a nossa história e quase nada sabem sobre a nossa realidade.
Sem o poder de fogo de outrora, Celso Barros é hoje uma figura meramente decorativa e acho que não irá demorar muito para entrar em frontal rota de colisão com o atual presidente.
Ontem, corria o boato de que ele pensa em renunciar a Vice-Presidência geral, o que, em sendo verdadeira a fofoca, será catastrófico.
Em relação ao Fluminense, cumpre dizer que não temos dinheiro, não temos qualquer forma criativa de captação de novas receitas, mas nos demos ao luxo de empregar Duílio, Ailton, Cadu e, recentemente, o Ronald, apenas para exemplificar.
Demitimos de Xerém profissionais de futebol e trouxemos esses ex-atletas, sob a justificativa de que a atual gestão queria contar com gente que tivesse a “pele tricolor”.
É mole?
E desde quando esses ex-atletas possuem “pele tricolor”?
E desde quando esses mesmos nomes possuem predicados profissionais a autorizar suas respectivas contratações, apesar dos salários pagos serem módicos, conforme comentam?
A gestão de uma instituição em estado pré-falimentar precisa, necessariamente, ser criteriosa ao extremo.
Eu sei que muitos votaram no MB, em Ricardo Tenório, outros tantos no MB por causa do Celso barros e outros vários sequer votaram, justamente por não acreditarem em nenhum desses nomes, e eu não estou aqui querendo contestar ou condenar a opção de cada um, longe disso.
O que eu quero é apenas chamar a atenção de cada um dos tricolores para o processo de diminuição da nossa própria grandeza a qual estamos nos submetendo, paulatina e vergonhosamente, de forma resignada.
Tivemos péssimas gestões, como as do Horcades, Peter, Abad e agora estamos entrando numa que é, nada mais nada menos, do que a mera continuação das 03 últimas, com o mesmo modus operandi, qual seja, o de vender os nossos ativos, as nossas jóias, para tampar os nossos buracos cada vez maiores.
Não desgosto, pessoalmente, do Mário Bittencourt, não tenho, pessoalmente, qualquer resistência ao nome dele e não me permito atacar a honra e a dignidade do mesmo, mas acho, com extrema sinceridade, que ele não possui um perfil de gestor, de executivo, e isso está agora mais do que evidente, bastando para tal conclusão olharmos para os nomes que integram a presente gestão.
Tudo o que ele precisava para tirar o Fluminense da lama era de um bom quadro de executivos, cada um dentro do seu segmento de atuação, e foi isso justamente o que ele não conseguiu formar.
Nossos quadros são fracos, que me perdoem os mais sensíveis.
Hoje, no Fluminense, poucos são os nomes que AINDA podem contribuir com alguma coisa para a nossa secular instituição, nomes que ainda têm peso no mercado, com expertise internacionalmente reconhecida, com larga experiência profissional, mas, infelizmente, nenhum desses nomes integra a equipe do Mário Bittencourt e jamais integrarão, conforme me foi relatado por um dileto amigo, vez esposar o nosso mandatário o infantil entendimento de que aquele que não votou nele é porque é seu fidalgo inimigo, porque era contrário ao nome dele.
Se isso for verdade, pobre Fluminense, vez que nem no gerenciamento de uma quitanda se admite esse tipo de raciocínio.
Vivemos há muito tempo mergulhados numa colossal mediocridade, a ponto, por exemplo, do Fluminense ter se dado ao luxo de abrir mão de um Júlio Bueno, um nome que, com toda a certeza, se tivesse sido instado a ajudar a sua grande paixão, muito teria feito pelo o nosso Fluminense.
Não há mais hoje tantos nomes de envergadura para nos abrirem as portas do mercado, restando apenas muito poucos ainda dispostos. E eu penso que é chegado mais do que o momento dessas pessoas serem chamadas para integrar um grupo de trabalho, um grupo voltado para gerir o Fluminense, na acepção exata da palavra, juntamente com o seu presidente democraticamente eleito.
Só nos resta aguardar que o nosso presidente desperte a sua sensibilidade, de modo a fazer a leitura correta da nossa real situação, chamando à mesa, urgentemente, todos os nomes que possam envidar desmedidos esforços em prol da nossa recuperação.
Não adianta negarmos óbvio e por isso é importante que todos tenhamos a consciência de que o Fluminense poderá terminar rebaixado o mês de Setembro, matematicamente falando.
Portanto, meus caros, a proposta é a de unir o Fluminense, enquanto ainda há tempo.
Saudações Tricolores !!!

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