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O tempo urge

Coluna do Marcello Luna
O TEMPO URGE !
Jamais vi uma entressafra tão grande e tão pobre de lideranças dentro do Fluminense, como essas últimas que tivemos.
Davi Fishel, certamente, foi o último presidente com alguma razoável capacidade de gestão.
Tivemos, na seguinte ordem:

  • Roberto Horcades, um grande cardiologista, mas um péssimo gestor, completamente desconectado da realidade, sem a menor competência administrativa. Embora tenha estado à frente do período mais vitorioso da nossa história, conseguiu sair sem deixar qualquer legado.
  • Peter Siemsen, infelizmente, não tinha o menor compromisso com verdade. Pulverizou a pequena fortuna que recebemos com a antecipação das cotas de televisão e com a venda de jogadores, utilizando pessimamente os recursos, tendo saído impune, sem responder pelos os danos financeiros causados, graças ao nosso Conselho Deliberativo, sempre complacente.
  • Pedro Abad, um servidor público, sem vivência no mundo empresarial, sem a menor condição de gerir um negócio da complexidade do Fluminense, não tendo tido a percepção necessária para enxergar que para conduzir o clube seria necessário pelo menos ter uma equipe capacitada.
    Notem que o Fluminense passou por 06 (seis) anos de Horcades, 06 (seis) anos de Peter e quase 03 (trê) anos de Pedro Abad e, obviamente, não haveria como tudo isso não ter produzido sequelas.
    E elas existem e são muitas.
    A contar do final da gestão do Davi Fishel, iniciada quando ainda estávamos na Série C, a verdade é essa, estamos descendo a ladeira e de forma desenfreada, isso sem comentar o festival de horror que foi a nossa segunda metade da década de 90.
    Como nada é tão ruim que não possa piorar, aconselho, principalmente, aos mais novos, que não alimentem esperanças de um Fluminense melhor, em médio prazo, em razão da maneira como insistem, em geri-lo. E digo mais: a insistirem nessa toada, estaremos fadados ao abismo.
    Antes das eleições, eu dizia, insistentemente, que o Fluminense precisaria de uma reformulação total, um choque de gestão, que precisaria dos melhores nomes nas pastas mais importantes e que as nomeações teriam que ser eminentemente técnicas e jamais políticas.
    Para honrar compromissos de campanha, nomes da antiga gestão – tão surrados em redes sociais pelo exército remunerado que apoiava a chapa que se sagrou vencedora – foram, surpreendentemente, mantidos, não obstante os resultados pífios que produziram quando colaboraram com a gestão do Pedro Abad. E novos nomes foram também catapultados, mas que não atendem às nossas necessidades. Apenas para exemplificar, para Xerém foram contratados Duílio, Airton, Cadu e, podem acreditar, o Ronald.
    Um blog tricolor chegou a justificar a contratação, alegando que a nova gestão queria “profissionais com a pele tricolor”.
    Esses 04 (quatro) nomes podem ter tudo na vida e mais alguma coisa, tipo frieira, micose, sarna, urticária, coceira alérgica, pereba, enfim, exceto “pele tricolor”.
    Vida que segue…
    O problema, no meu modo de ver, não está na pessoa do atual presidente, mas na equipe que ele montou.
    Sabidamente, havia nomes muito mais capacitados para trabalhar em prol do Fluminense, muito mais qualificados, mas foram preteridos, lamentavelmente.
    Em campanha, o discurso era de promessas e de soluções imediatas, a ponto da torcida, na porta do clube, no dia da eleição, gritar os nomes do Buffon, Thiago Silva, Thiago Neves e Fred.
    Agora o silêncio é dominante, nada se diz, nenhuma resposta aos questionamentos dos sócios e dos torcedores é dada.
    A impressão que passa é que a atual gestão não tinha realmente nada nos bolsos, apenas uma língua muito afiada, incentivada por um marketing eleitoral muito bem trabalhado. E, como nada tinha, não sabe hoje como fazer para ter, pois a nossa situação piora cada vez mais. E não adianta responsabilizar o Abad, pois o atual presidente sabia perfeitamente o tamanho da encrenca que iria assumir e não mediu esforços para se eleger.
    O triste é que estamos em queda livre, tal qual um trem desgovernado, e, se assim continuarmos, acabaremos na Série B, já no mês de Outubro. E se isso acontecer, será o fim do Fluminense, ao menos do Fluminense grande, forte e glorioso que ainda temos em nossa memória.
    Devendo quase R$ 900 milhões, recebendo R$ 6 milhões de cotas de televisionamento que serão pagos aos clubes da Série B, sem patrocínio máster, sem investidores, iremos sucumbir.
    O presidente tem que entender que o momento exige pacificação, união, diálogo e não rompimentos idiotas, calçados em rompantes infantis.
    É hora de chamar todos os que estão dispostos a colaborar com o Fluminense para um grande e aberto colóquio, independentemente das suas posições políticas.
    Algum proveito poderá ser tirado disso.
    Corremos contra o tempo e a cada dia que o diálogo é colocado em plano inferior, a chance do nosso prejuízo se tornar absolutamente irreparável cresce em progressão aritmética, cabendo ao Mário Bittencourt apenas se convencer de que é presidente leito para TODOS OS TRICOLORES e não apenas para o grupo que o apoiou.
    Não há mais espaço para o “nós x eles”, pois, a bem da verdade, somos todos Fluminense.
    Saudações Tricolores.

Marcello Luna

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