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MARCÃO NÃO É ALCIR PORTELA E NEM ANDRADE!

A opção pela a manutenção do Marcão à frente do comando da equipe é muito mais pelo o aspecto financeiro do que por qualquer outro motivo.
Venhamos e convenhamos, Marcão, por já ser da casa, é uma opção bem mais em conta, muito mais barata do que a contratação de qualquer outro treinador, obviamente.
Resta saber se ele reúne todas as condições que o cargo de treinador exige para suportar o tranco que toda a pressão que recai neste momento sobre uma equipe problemática e com notória deficiência técnica impõe.
Eu, particularmente, entendo que ainda não.
Acho uma temeridade deixar o time sob o comando do ainda pouco experiente Marcão, especialmente por precisarmos fazer exatos 23 pontos, pontuação essa que, em tese, nos garante no grupo de elite.
Marcão é um nome completamente identificado com o Fluminense, um profissional com “pele tricolor” e que merece todo o nosso respeito, merecendo, também, ser, por enquanto, preservado, razão pela qual não deve ser efetivado como treinador do nosso time.
Hoje, escutei uma frase genial de um amigo especial que, por outro lado, a teria escutado de outra especial pessoa: nunca guarde em casa copo de geleia em sua casa, pois um dia você o acabará usando.
Alcir Portela no Vasco da Gama e Andrade no time da dissidência foram copos de geleia dos seus respectivos clubes.
Alcir nunca se firmou como treinador porque sempre se contentou ser um simples funcionário do Vasco, de carteira assinada, e por isso mesmo jamais se aventurou a trabalhar em outro clube, acabando por não adquirir experiência profissional e por isso mesmo é que não evoluiu.
Andrade, auxiliar técnico que era, acabou sendo efetivado no comando do time da dissidência numa situação bem diferente da nossa, com um elenco bem melhor do que o nosso de hoje e já numa etapa adiantada daquele campeonato, quando, inclusive, foi campeão brasileiro. E mesmo assim não resistiu, logo depois, às primeiras derrotas, tanto que foi demitido e jogado ao ostracismo.
O que aconteceu com esses dois poderá vir a acontecer com o Marcão, se não tomarmos cuidado.
Caso ele assuma o cargo de treinador e venha a ter 03 (três) resultados negativos, por exemplo, irá se queimar, será afastado, voltará à condição de auxiliar técnico e ficará para sempre marcado como o “copo de geleia” que não serviu para nada e que só presta para comandar recreativo e rachão.
E, se isso acontecer, ninguém aqui irá se lembrar de que Marcão se relacionava bem como elenco e falava a mesma linguagem dos jogadores, um dos argumentos que, hoje, sustentam a sua efetivação.
Marcão precisa ser agora preservado, precisa ganhar corpo, ganhar maturidade, ganhar conhecimento e experiência profissional, a fim de que possa ter uma carreira vitoriosa. E a presença dele como nosso auxiliar técnico, até mesmo para que possa evoluir, é importante e valiosa.
O atual momento ainda delicado do Fluminense exige, sim, um treinador mais experiente, cabendo à gestão fazer um investimento maior, mesmo que isso importe num gasto financeiro acima das nossas reais possibilidades. Paciência, uma vez que a permanência do Fluminense na Séria A é vital para a nossa sobrevivência, inclusive, razão pela qual todo esforço para que isso aconteça tem que ser feito pela a nossa diretoria, o que justifica a abertura do cofre.
Contratemos, portanto, um treinador e o quanto antes.
Saudações Tricolores!
Marcello Luna

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