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“Dois erros não fazem um acerto” André Ferreira de Barros e Eduardo Rodolfo Alves

“Dois erros não fazem um acerto”
André Ferreira de Barros e Eduardo Rodolfo Alves


Mário Bittencourt tem pouco mais de 03 (três) meses à frente do Fluminense F.C.
Seria, portanto, bastante leviano atribuir-lhe todas as agruras por que passa o Fluminense. Grande parte desse quadro caótico cai na conta da Flusócio e os seus blue caps.
Mais, Mário Bittencourt, realmente, parece ser apaixonado pelo Fluminense.
Mas o processo decisório de Sua Senhoria carece de aperfeiçoamentos. E como carece!!!
Afinal de contas, no afã de corrigir um erro, Mário Bittencourt comete um erro ainda maior.
Vamos pela ordem.
Com Fernando Diniz, contratado pelo então Presidente Pedro Abad, o Fluminense jogava um futebol vistoso, mas, via de regra, saía de campo derrotado. Fernando Diniz conseguiu uma proeza: o Fluminense empilhava chances de gol, dava 30 chutes por partida, não assinalava nenhum tento e permanecia, rodada após rodada, na zona do rebaixamento. Somados prós e contras, Fernando Diniz precisava sair – eis o sentimento majoritário da torcida tricolor.
Diante da tragédia – esportiva e financeira – que se avizinhava, Mário Bittencourt demitira Fernando Diniz e trouxe, para o lugar dele, o jurássico Oswaldo de Oliveira.
Com isso, o Presidente conseguiu tornar mais fortes as vozes das “viúvas” do Diniz. Aliás, se fosse feita uma enquete sobre quem recaía a preferência do torcedor tricolor – sobre o Diniz ou sobre o Oswaldo, o primeiro ganharia – talvez com 100% dos votos.

Ocorre que Diniz e Oswaldo não eram os únicos treinadores da face da Terra.
Poucas – e irreversíveis – rodadas depois, o Presidente caiu em si. “Foi um erro contratar o Oswaldo”, pensara Mário Bittencourt com os seus botões. “Vou demiti-lo”, sentenciara o supremo mandatário tricolor.
Para corrigir esse erro crasso, o Presidente cometeu um ainda maior, efetivou o Marcão.
Ora, Marcão é gente muito boa, comeu o pão que Asmodeu amassara na Terceira Divisão, foi capitão do time por algum tempo, fez gol em jogo que valeu título (2005), fez gol de bicicleta, porém nada disso o credencia para ser técnico do Fluminense – ao menos do Fluminense que aprendemos a amar.
Embora o Athlético/PR tenha um time muito melhor do que o nosso, boa parte da derrota de ontem vai para conta do Marcão e, claro, de quem o escolhera, Mário Bittencourt.
É um erro manter o Marcão, Presidente!

O tempo urge!

Por favor, não desfaça esse erro cometendo um ainda maior, como a efetivação do Ailton ou a contratação de um Enderson Moreira.
Pense grande, Presidente!
Saudações tricolores!

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