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Gilberto comenta críticas da torcida, se define como ‘explosivo’ e afirma: “Estou me doando ao máximo”

Lateral-direito diz que entende cobranças dos tricolores, desconversa sobre briga interna da diretoria e frisa: “Minha hora vai chegar”

Foto: Lucas Merçon / FFC

Brigando para não cair no Brasileirão, o Fluminense vem colecionando uma série de resultados frustrantes ao longo do campeonato, principalmente dentro de casa. Em meio a falhas individuais, alguns jogadores passaram a ser perseguidos e vaiados pela torcida ao longo da campanha, um deles em especial: Gilberto.

O lateral-direito, que fez um ótimo 2018 com a camisa tricolor, vem sendo um dos maiores alvos dos protestos vindos da arquibancada. Ainda buscando reencontrar seu melhor futebol pelo clube, o jogador de 26 anos concedeu entrevista coletiva no CT Carlos Castilho e comentou sobre como lida com as críticas dos torcedores.

“Foi o momento em que mais me conheci. Não tinha vivido um momento assim de o torcedor estar pegando tão firme no meu pé como foi dessa vez. Eu tive que ouvir e ficar calado muitas vezes, passando ali no corredor, com torcedor bem pertinho falando coisas ruins, com minha família do lado. Sou um cara de pavio curto, explosivo, e me controlei bastante porque eu sei que o torcedor está na razão dele, quer o clube, que é grande, brigando em cima, e se as coisas não dão certo e tiver um jogador para eles escolherem para ser o mais cobrado, vai ser isso”.

Gilberto disse entender o protesto dos tricolores, principalmente por acreditar que pode entregar mais dentro de campo. O lateral chegou a ser barrado ao longo da temporada, dando lugar a Igor Julião. De acordo com ele, o trabalho vem sendo feito da melhor maneira possível e, ainda este ano, sua hora vai chegar.

“Ano passado fiz um ótimo ano e a torcida me abraçou. E eles querem o Gilberto do ano passado. Entendo isso. Trabalho bastante minha cabeça para entrar em campo e dar meu melhor. Eles podem ter certeza que estou me doando ao máximo, trabalhando forte, trabalhando duro. O que puder fazer eu estou fazendo para poder ajudar o clube. Todos os treinadores que passaram por aqui confiaram em mim e agradeço muito. Eles sabem do meu potencial. O clube acredita em mim. E tenho certeza que até os torcedores que me cobram acreditam em mim, esperam de mim o melhor, por isso estão me cobrando. Podem acreditar que estou fazendo o máximo e minha hora vai chegar ainda esse ano”.

Por fim, o lateral-direito comentou sobre a crise política que vive o Fluminense. Presidente e vice, Mário Bittencourt e Celso Barros estão em rota de colisão. Perguntado sobre a situação, Gilberto destacou a necessidade de focar no que acontece dentro das quatro linhas, mas confirmou a ausência de Celso nas últimas semanas.

“Ninguém é cego. Sabemos que as coisas acontecem, mas procuramos levar o menos possível para o vestiário. Não sei exatamente como está a situação agora, mas não tenho visto o Celso Barros aqui pelo clube e pelos jogos. Mas quanto menos essas coisas de fora chegarem na gente, é melhor. Então, prefiro me desligar um pouco disso e focar só no Fluminense, só dentro de campo, que é o que precisamos para sair dessa situação”.

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