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A ARTE DA GUERRA 1 – A GUERRA COMEÇA DENTRO DE CASA – opinião Rafael Ladewig

Olá, Guerreiros!
A partir de hoje escrevo para este canal e como destaque de uma apresentação bem resumida, ressalto que meus ideais são extremamente apolíticos, porém com doses bem generosas de críticas a atual filosofia aplicada no nosso FFC.
Concentro-me inicialmente em três capítulos, estando este primeiro focado em “olharmos para dentro” com análises frias e até cruéis para os olhos/ouvidos de alguns bons companheiros, mas necessárias para pensarmos num fluminense unido, forte, com propostas que respeitem suas raízes futebolísticas, sociais e humanas.
Não represento nenhum “grupiderme” destes que se proliferaram nas Laranjeiras e para já fisgar na veia de muitos, considero estas inúmeras aglutinações (Flusocio, Tricolor de Coração, Unido e Forte, MR21, Esperança Tricolor, Flu 2050…), na maioria das vezes, um comportamento de vaidade, ego, oportunismo, entre outros adjetivos, que só “racha” nosso FFC em nome de uma democracia, mas que na verdade faz com que algumas pessoas sérias, que amam nosso pavilhão sejam tratadas imperceptivelmente como massa de manobra.
Respeito qualquer movimento que tenha como posição central debater o nosso FFC, mas enquanto nosso arcaico estatuto propiciar este “joguinho eleitoreiro”, que todos sabem, por exemplo, ser uma habilidade afiada do “grupiderme dos esportes olímpicos”, continuaremos assistindo passivamente a derrocada da nossa paixão.
Portanto, se você é um desses, reflita se o FFC sempre esteve acima de tudo ou se em algum momento você gritou “ei flusocio vtnc” e hoje não exige, por exemplo, a tal transparência tão esperada pelos abnegados tricolores.
TRANSPARÊNCIA…Esta simples e cristalina palavra do nosso vocabulário, será sempre meu foco de cobrança da atual da gestão, da anterior e de todas as próximas. Não desejo um clube que divulgue balanços e sim um portal de transparência, informando cada centavo gasto, cada resma de A4 comprada, cada viagem paga aos companheiros de campanha para acompanhar a delegação, cada hotel, cada empresa de segurança, transporte, de cada camarote, com relatório informando sua utilidade (se foi utilizado para seduzir um investidor, se foi utilizado para agraciar ídolos eternos, se foi utilizado para receber autoridades que sempre serão úteis para abertura de boas portas OU se foi utilizado para agraciar os amigos de campanha).
Quando representamos um órgão público, precisamos ser TRANSPARENTES com qualquer custo. Mesmo que na utopia do mundo ideal das Leis, que nosso presidente conhece bem, qualquer município precisa apresentar um “plano de cargos e salários”, com atribuições bem definidas e remunerações condizentes. Quando se propõe a contratar não se deve utilizar de nepotismo ou qualquer conceito de “toma lá da cá” diante dos coleguinhas que trabalharam na campanha e/ou investiram algum na mesma. Quando se propõe a comprar produtos ou serviços, foi dada ampla divulgação para que obtenha-se maior economicidade, e não, contratar a empresa do coleguinha para fazer um evento, a do outro amiguinho para fazer um serviço de transporte ou a do outro para alugar equipamentos.
Um FLUMINENSE diferente de dentro para fora deve mostrar para seus investidores, e principalmente para seus torcedores, uma TRANSPARÊNCIA acima do utópico mundo das leis perante aos órgãos públicos. O FFC não é um órgão público e não “precisa” seguir tais diretrizes. O FFC tem características jurídicas próprias e não precisa contratar sob licitação. Mas onde está escrito que o FFC NÃO pode ser o mais transparente possível?! Onde está escrito que o FFC não pode pagar 50, 80 ou 100 mil Reais para uma PJ, desde que comprovada necessidade e sua eficiência?!
Alguns dirão: “É pra isso que existe o Conselho Deliberativo!”
É sério?! Aquele mesmo composto pelos “grupidermes” onde 80% dirão amém para tudo, porque o importante é continuar “dentro do barco”, mesmo que com furo no casco.
Poderia ser apenas mais um a buscar desculpas para um período tão amargo, onde nosso rival histórico, ganha tudo, enquanto mais uma vez agonizamos para não revivermos um rebaixamento. Poderia falar da diferença de contrato com a Globo, dos patrocínios, do apito amigo, da quantidade de sócios, mas neste capitulo prefiro novamente destacar a TRANSPARÊNCIA e o trabalho profissional (de dentro para fora).
“Os caras” tiveram um conjunto de fatores para se reerguerem (FATO), mas tiveram principalmente um planejamento para lidar com tudo isso. Alteraram o estatuto, criaram um conceito empresarial onde todos os setores possuem um claro organograma, com responsabilidades e metas, diante de gestores comprovadamente capazes perante o mercado financeiro e econômico em geral, gerando internamente credibilidade e dando ao mercado (parceiros comerciais, empresários, jogadores, comissão técnica, sócios…) TRANSPARÊNCIA para que apostassem no projeto.
“A Arte desta Guerra” não se pauta por comparar forças diretamente. Nossas munições são em menor quantidade, nossos armamentos são piores e nossa estrutura está mais obsoleta. Mas quem disse que nossos “generais” precisam ser mais incompetentes que os deles?! Quem disse que precisamos nos curvar, aceitar a morte vagarosa sem produzir alguma estratégia diferente do blá blá blá básico de sempre (patrocínio máster, sócio torcedor, venda de garotos da base…)?!
Sem ampla revisão filosófica interna do FFC, estaremos realmente fadados a viver de história. Se ao invés de “grupidermes” tivéssemos, por exemplo, a estruturação de “grupos de trabalho” onde estes abnegados, que muitas das vezes se colocam no papel de gado para “agredir coleguinhas de outros grupidermes”, porque isso é importante para o poder de seu grupo, mesmo não trazendo nenhum benefício para o FFC, pudessem colaborar com a gestão, talvez tivéssemos resultados mais efetivos.
O projeto Laranjeiras, até onde sei, possui membros de grupinhos não adeptos ao atual mandatário e dando fruto ou não é um sinal de esperança, onde os interesses do FFC possam estar acima de qualquer interesse dos “grupidermes”.
Existe um clube em chamas, o clube das penhoras, dos atrasos salariais, de uma sede social carente de reformas, de uma base de jogadores abaixo de nossas tradições…mas existe um clube diante de novas perspectivas de mercado, diante de movimentações para entrada de capital estrangeiro no futebol brasileiro, de novos formatos de “patrocínios” como o do Bragantino, de criação de fundos específicos onde o investidor, ciente de indicadores sólidos e de total TRANSPARÊNCIA possa perceber que é muito mais rentável investir na aquisição de um jogador, tendo este sua integridade física assegurada, do que ganhar 0.4% na poupança ou 0.7% em um CDB.
A nossa primeira guerra é interna. O mercado globalizado não se une mais aos amadores. Se você, assim como eu, paga seu plano de sócio e freqüenta estádios para obter um produto péssimo, saiba que a tendência é que existam cada vez menos trouxas como nós.
Se o FLUMINENSE quer voltar a ser grande em campo, como é na sua história, precisa se reconstruir de dentro para fora e somente assim, com muito trabalho PROFISSIONAL e com total TRANSPARÊNCIA de seus custos (organograma, funções, metas, salários…) haverá possibilidade de buscarmos novos investidores e por conseqüência, buscarmos taças.

Tricoluz:
Hoje é o “jogo da vida”…o próximo também, e o outro, e o outro…Pela incompetência dos demais estaremos na briga para fugir do Z4 vencendo, empatando ou perdendo. Portanto, precisamos bastante daqueles remedinhos (no meu caso, com colarinho) para lotar o Maracanã contra Palmeiras e Fortaleza e se necessário gritar que “Yone é melhor que o Pelé” até o fim;
Nossa maior guerra é interna, administrativa. Para o campo, precisamos de boas energias os 95 minutos. Dia 08/12 às 18h: “Que passe o rodo e fora o time todo*”…menos alguns;
Na “A arte da Guerra 2” refletiremos sobre a missão de trazer soldados para a batalha, o que hoje é tratado de forma amadora nos planos de sócios futebol;
Na “A arte da Guerra 3” refletiremos sobre as conseqüências de mercado de possuir história, tradição, uma sede ativa e funcionando como maior palco de entretenimento da Zona Sul do RJ, um contrato de administração do maior estádio do mundo, em parceria com queridinho da mídia, aliadas a uma gestão TRANSPARENTE, sem risco de imagens aos parceiros e sem risco econômico aos investidores;

Nossa música de arquibancada diz: “Quero gritar campeão!”…
Mas o meu momento racional diz: Eu só quero ver meu FLUMINENSE grande novamente…Fora de campo e por conseqüência dentro dele. Se não for nessa ordem, esqueçam!

Rafael de Castro Ladewig de Araujo.
Meu sangue é grená com glóbulos verdes e brancos.

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