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“Arte da guerra 3 – O resgate da credibilidade” opinião Rafael de Castro

Olá, Guerreiros!
Chegamos ao terceiro capítulo focado na sequência lógica de uma utópica administração 100% TRANSPARENTE e de um clube focado na sua origem (FOOTBALL), tendo neste campo de batalha milhares de torcedores (SOLDADOS) que tiveram a autoestima resgatada diante deste novo sonhado cenário que traz indiretamente investidores, patrocinadores e demais parceiros.
Evitei a palavra CREDIBILIDADE nos dois capítulos anteriores, porquê acredito que todo processo deve seguir um fluxo natural. Primeiro elabora-se um planejamento, uma estratégia; depois se apresenta estas táticas aos soldados; e diante da CREDIBILIDADE resgatada se obtém resultados.
O fenômeno de momento é comparar a apatia do nosso torcedor ao engajamento do rival da barreira. Alguns creditam a forma como eles se portaram no 4×4 contra o time das trevas. No entanto, eles se mobilizaram para o projeto “dívida zero” bem antes do clássico e se mobilizaram para a construção do C.T bem antes do clássico;
Concordo muito que nossa torcida seja acomodada, afinal, os feudos das Laranjeiras alimentaram esta característica.
Tenho convicção que ninguém aqui deposita dinheiro em c/c de partido político por ideologia, pois sabe como o sistema opera.
Guardadas as devidas proporções, o FFC precisa mostrar para o torcedor que não é mais “nenhum partido político”.
Não adianta muito arrecadar 2Mi no sócio futebol e gastar 3Mi nos esportes olímpicos; Não adianta muito arrecadar 2Mi no sócio futebol e gastar 3Mi com PJs, custos Administrativos injustificáveis…
O Mário tem uma grande oportunidade de mudar a cara do FFC. Se não tiver o rabo preso no passado, abre todas as contas de forma analítica, chama o MP para reverter o absurdo (contas Peter) e chama a torcida para montar um time, com total transparência e conta, com resumo de extrato aberto no site oficial, exclusiva do sócio futebol administrada como uma nova empresa específica para montagem do time. Tenho certeza que muitos acomodados levantarão das tumbas com tal transparência!
Na condição que chegou o FFC, Sétima maior receita do Brasil em 2018 e décima segunda da América Latina, não basta ser honesto, tem que transparecer muito isso!
Vejamos a seguir um esboço da repercussão após a publicação do segundo capítulo da “Arte da Guerra”:

Ambos estão diante da razão e ambos estão errados. O torcedor pode e deve “comprar a briga espontaneamente”, mas a obrigação de trazê-lo ao campo de batalha é do gestor.
Acredito muito na grande frase de Sócrates: “Sob a direção de um forte general, não haverá jamais soldados fracos”.
Sou do time que venda os olhos pela emoção, mas não vou desprezar o pensamento dos racionais, como venho observando nas postagens de alguns colegas.
Torcedor do FFC não é um ser de outro planeta, um ser com outro DNA e outra cultura, se comparado ao rival da colina, por exemplo. O fato é que torcemos para clubes com histórias bem diferentes. O FFC passou o último século achando “lindo” se apresentar como time da elite, enquanto nosso rival sempre fez questão de esboçar suas raízes operárias e construtivas com base nos esforços do seu torcedor. O FFC passou o último século se vangloriando das Laranjeiras, o berço do futebol, hoje “tombado e tombando”, enquanto nosso rival se orgulha de ter construído seu estádio, útil até hoje, pelas mãos do seu torcedor e hoje já possui projeto real para modernização e ampliação. Essas e outras sequências de fatos históricos definem características e isso sim afeta no comportamento de uma torcida diante de uma campanha de sócios, que é a grande febre da década para clubes mal geridos, com gestões arcaicas e até mal intencionadas em muitas ocasiões.
Conheço tricolores mais humildes, de áreas mais afastadas da Cidade, que jamais pisou nas Laranjeiras. Outros, que no máximo conhecem o gramado nos bons tempos de comemoração. Isso não significa apenas que estes não possuam condições financeiras para fazer o barato “tour na sala de troféus”, mas sim que o conjunto de características formadas pelo nosso clube criou uma aristocracia constrangedora aos mais humildes.
O FFC atual não é mais o clube da elite e precisa rediscutir sua essência. Oscar Cox e companhia nos trouxeram um projeto para que o RJ tivesse em menos de 1 década de fundação seu maior clube de Football e como a cidade era a vitrine do Brasil, naturalmente isso refletiria para todo território.
Qual o compromisso estatutário dos nossos gestores com nossa origem (maior clube de football do RJ)? Qual a dificuldade em compreender que o futebol mudou, passou a ser disputado por todas as classes sociais, mas que a esmagadora maioria é “pobre”? Qual a maneira de atrair estes torcedores? Certamente não seria fazendo uma explanação sobre nossos vitrais franceses!
Toda história deve ser respeitada, mas o FFC precisa enfim chegar ao século XXI. Precisamos de estratégias arrojadas para adesão de sócios torcedores. Precisamos compreender que temos em mãos um tesouro chamado Maracanã e que em 95% dos jogos no ano temos “50.000” lugares disponíveis para atrair novos torcedores, resgatar a relação com aquele torcedor que passou a optar pelo sofá e até mesmo aqueles que passam pela cidade (turistas) e levarão para sua terra o nome do FFC, a camisa comprada no estádio e as fotos de um Maracanã tricolor.
Sem perder minha sequência lógica, ressaltei que nossa “guerra começa dentro de casa – capítulo 1”, que diante de “ações ultra transparentes recrutaríamos soldados – capítulo 2” e que a conseqüência seria o resgate da autoestima, o poder de pertencimento e principalmente a ”Credibilidade – capítulo 3”.
Empresas sérias divulgam balancetes, fazem ações sociais e ambientais, mas vão além e apresentam ao mercado certificações Iso9000, por exemplo; Empresas de capital aberto gastam fortunas para proteger sua imagem, pagam para abafar roubos, crises e até para obterem prejuízo em uma operação que possa ser bem recebida pelo mercado…Daí nossos amadores gestores do futebol brasileiro não perceberam que isso refletiria no “quase fim dos grandes patrocínios” e passaram a última década permitindo que diariamente a instituição fosse achincalhada por atletas com nível de série D, por estarem com salários atrasados; recebendo negativas de outros medíocres, que se colocam acima da instituição, mesmo em ocasiões onde viriam por empréstimo sem custo; humildes funcionários que não recebem seu salário mínimo por dois ou três meses, enquanto o clube se enche de diretores, PJs e cria custos, como os camarotes do amigos de campanha; expondo o clube ao ridículo de não possuir uniforme para jogar, pois se aliou a empresa fornecedora sem nenhum know how; que não possui um departamento de marketing profissional; que sequer conseguiu por longo tempo tratar seu sócio com dignidade, seja o que “não tinha água na piscina”, seja o da arquibancada que acreditou em programas de sócios que enganou o torcedor por mais de 1 ano (fato reparado pela atual gestão).
Estas grandes empresas, meus amigos, seguem normas rígidas de gestão. Trabalham suas imagens como seus maiores ativos e mesmo sabendo que gastariam “10 vezes menos com marketing” para patrocinar um grande clube e obter muito mais exposição na mídia, preferem não atrelarem-se aos riscos (basta pesquisar quanto custa um anúncio de 30 segundos em horário nobre X uma partida de 90 minutos + jornal + web + camisa dos torcedores pelas ruas + a quantidade de seguidores de um clube + a quantidade de seguidores de um craque que joga neste clube…).
O resgate da Credibilidade traz de volta o torcedor, traz novos torcedores, traz investidores!
A próxima década será vital para que clubes centenários continuem sendo chamados de “grandes”. O cenário ficará ainda mais crítico no que tange aos investimentos. Novas maneiras de se captar recursos e atrair investidores já estão nas mesas de alguns clubes. Já há legalidade para capital externo, mas ele só virá com total TRANSPARÊNCIA, adesão plena dos SOLDADOS TORCEDORES, e essa CREDIBILIDADE nos trará recursos, solidez, capacidade de maturar e somente após retorno técnico vender bem nossas jóias da base e consequentemente brigar por TÍTULOS.
É óbvio que esta “guerra” teria muitos outros capítulos (batalhas), mas em termos de gestão estamos no “ensino fundamental” e não adianta aplicar conteúdo de “mestrado”.

Tricoluz:
Com certeza já ouviram a frase que “dinheiro atrai dinheiro”, mas caos administrativo traz caos esportivo e econômico. Colocamos o artilheiro do campeonato brasileiro sub-20 para jogar nos profissionais sem renovar o contrato, o cara faz 2 gols e agora somos refém de seus empresários para que consigamos algum retorno real em campo e algum retorno financeiro lá na frente. Genial;
Pagar os salários e antecipar parcelas do Profut com discurso das CND`s é um golaço, mas que seja apenas parte de um pacote que envolva redução drástica de despesas nos variados setores do clube, um marketing profissional, revisão de todos os esportes olímpicos, mantendo somente os que se pagam, a prometida apresentação do plano de sócios para janeiro…;
Nossa música de arquibancada diz: “Quero gritar campeão!”…
Mas o meu momento racional diz: Eu só quero ver meu FLUMINENSE grande novamente…Fora de campo e por conseqüência dentro dele. Se não for nessa ordem, esqueçam!

Rafael de Castro Ladewig de Araujo.
Meu sangue é grená com glóbulos verdes e brancos.

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