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“Caminhos do tesouro” opinião Rafael de Castro

Olá, Guerreiros!
Semanas atrás dei ênfase à divulgação da Pluri Consultoria que apontava o FFC como 7ª maior receita do Brasil e 12ª das Américas em 2018. Isso endossa ainda mais minha obsessão por gestão.
Uma posição a nossa frente, somente 4 Milhões de dólares acima, está o Monterrey, clube que acaba de conquistar terceira colocação no Mundial e de fazer jogo digno contra o Liverpool, mesmo que desfalcado. Clube estruturado, que com receita similar a nossa, chegou ao mundial com inúmeros jogadores de excelente nível.

No entanto hoje meu destaque fica por conta dos clubes chilenos e em especial o Independiente Del Valle, que sequer figuram entre as 15 maiores receitas. Os chilenos começam a aparecer logo na sequência, mas mesmo com receitas bem inferiores conseguem montar times competitivos, tendo como base, em sua maioria, jogadores argentinos.
Não é novidade que os hermanos sofrem há anos com a economia. Portanto, lá há um celeiro de bons jogadores com capacidade destacada ganhando menos do que ganha jogador de série b no Brasil.
Nossos vizinhos chilenos produzem bons valores, mas são, provavelmente, os que mais aproveitaram seus bons indicadores econômicos, se comparado a Argentina, para peneirar talentos.
Sem muito esforço lembraremos que nosso Conca apareceu para nossa torcida e para o Brasil em excelente atuação contra nós quando ainda jogava no Universidad de Chile.
Com a crise social chilena abre-se duas oportunidades: os bons valores da casa e os argentinos que eles conseguem observar e nossos míopes gestores não.
O campeonato chileno sequer acabou em campo. Como os clubes estão sustentando meses de salários sem entrada de receitas? Como estão negociando patrocínios para o próximo campeonato sem que haja a menor credibilidade na realização? Como um investidor escolherá manter seus valores (jogadores) em um clube que não tem a certeza que estará em plena atividade e se estiver, diante de um campeonato sob desconfiança?
Subindo um pouco mais o continente chegaremos ao Equador e lá encontra-se o emergente Independiente Del Valle. Não bastasse estar em país modesto economicamente e sem grandes tradições no futebol, o pequeno clube vivia de idas e vindas à segundona do poderoso campeonato local. Até que em 2006 passa a ser gerido por um grupo de empresários. Sua missão central passa a ser o fortalecimento da base. Em aproximadamente 1 década chegam a 30 escolas de futebol e em 2019 conquistam seu primeiro título continental, a nossa sonhada nos últimos anos, Copa Sulamericana, com 11 dos 25 jogadores inscritos oriundos da base.
Este mesmo fenômeno, anos atrás, já havia sido vice campeão da Copa Libertadores e mesmo assim manteve suas raízes plantadas em 2006. Em seu orçamento, 30% é destinado a base, enquanto apenas 3% à contratação de novos jogadores.
Imaginem uma administração desta em um clube brasileiro, com economia bem superior! Imaginem se este clube está situado no RJ! Imaginem se esta administração tem como aliado um clube centenário, berço do futebol brasileiro, com história e títulos enormes! Imaginem se esta administração que extrai frutos em um país como o Equador, que pouco produz bons jogadores, cai em Xerém, onde a cada chuva surge um novo talento!
Em qualquer debate externo vou questionar a forma como passaram a dividir receitas de TV, o abismo criado por conta disso, entre outras ações nocivas ao nosso FFC. No entanto, internamente sempre vou debater a origem dos nossos problemas. Que paremos de nos vitimizar e de tapar o sol com a peneira. Que façamos do FFC novamente um modelo que foi capaz de ganhar a taça olímpica, que se reformule nosso estatuto e que nosso “Pré sal de Xerém” seja protegido destes empresários e agentes internos que tanto sugam nossa paixão. Enquanto isso não acontece, continuamos batendo palmas para Pablo Diego, que acaba de ter seu contrato renovado sem nenhum mérito até então, talvez graças a habilidade do seu empresário, filho de um ex presidente tricolor; Enquanto isso não acontece, assistiremos calados às ações do Sr.Uram, entre outros, como o recente caso Evanilson.
Existe tesouro no Chile, existe tesouro na Argentina, mas em especial, existe uma camada de pré sal em Xerém que parece inesgotável, mas espero que o PORTAL DA TRANSPARÊNCIA, apresente todas as jóias que temos na prateleira com o respectivo percentual que cabe ao FFC e a indicação de cada empresário/representante do atleta e sua respectiva participação.
Salário em dia é digno e merece nossas considerações para tão pouco tempo de gestão. Havia um incêndio que precisava ser apagado e para tal não podemos esquecer que 5 jóias de Xerém foram torradas, além dos valores de TV e do belo trabalho no que tange a questão judicial. No entanto, precisamos voltar a respirar sem aparelhos e fazer da nossa gestão nosso maior patrocinador!
Nossa música de arquibancada diz: “Quero gritar campeão!”…
Mas o meu momento racional diz: Eu só quero ver meu FLUMINENSE grande novamente…Fora de campo e por conseqüência dentro dele. Se não for nessa ordem, esqueçam!

Rafael de Castro Ladewig de Araujo.
Meu sangue é grená com glóbulos verdes e brancos.

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