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Aos 18 anos, meia Wallace despertou o interesse do Liverpool e do São Paulo; o jogador conta sobre sua infância difícil e a mudança que sua vida passou

Wallace viu seu pai e sua mãe tentarem o tráfico como o único caminho possível. Aos três anos, já era órfão de pai, que fora assassinado a dez metros do portão de casa.

É assim, de forma direta e sem demonstrar dificuldade para tocar no assunto, que o jovem resumiu a mudança pela qual sua vida passou. Dona Margarida, a avó paterna, o criou sozinha. Até conhecer Igor Manhães, treinador de futebol que trabalhava num projeto social na mesma cidade.

— Não sei se Papai do céu disse “aparece”. Mas fato é que eu apareci na vida dele. E consegui dar um caminho bom. Se pensar na estrutura que ele tinha antes, poderia ter dado tudo errado. E tem ainda aquela questão que falam do sangue. Mas conseguimos dar toda ajuda. A família, as pessoas em volta, o clube… — conta Manhães, que abrigou Wallace ainda criança em sua casa e ocupou a figura de pai em sua vida.

Com um pai treinador, o futebol virou uma opção natural. Seus primeiros chutes foram no Profute, de Itaboraí. Até que, num amistoso, chamou a atenção do Fluminense. Há sete anos em Xerém, o meia de velocidade já acumulou elogios, títulos e passagens pelas seleções de base.

Foi este sucesso que o fez quase sair dos trilhos em 2016, ano marcado pelo deslumbramento e por muitas brigas tanto dentro quanto fora de campo. Não gostava de ser repreendido nos treinos: atirava o colete na grama e saía xingando. Uma rebeldia que só foi controlada quando Manhães, comissão técnica da base e até a psicóloga do Fluminense entraram em cena.

— Deixei subir à cabeça. Todo mundo puxou minha orelha, porque só fazia merda. Era brigão, problemático. Vi que estava errado e me prejudicando — diz Dáblio.

Com o foco retomado, chamou a atenção do Liverpool. O clube inglês chegou a pedir que um de seus olheiros o observasse na última Copa SP. Mas, na operação que resultou no empréstimo do volante Hudson, o São Paulo ganhou a prioridade de compra.

Fonte: O Globo

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