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Em Coletiva Odair falou sobre substituições, volantes e meio campo

O Fluminense perdeu por 3 a 2 para o Flamengo na semifinal da Taça Guanabara, na noite desta quarta-feira, e está fora da decisão. Na coletiva após a partida

Perguntado sobre asSubstituições no 2 tempo , respondeu:
Você viu que a partir do momento que a gente conseguiu produzir não só essa bola de infiltração, mas também, como já o Flamengo não conseguia mais pressionar alto e a defesa não conseguia compactar tanto, nós começamos a construir lá de baixo, já com uma posse desde lá atrás. Não só com essa bola de espaço, de infiltração, as duas começaram a entrar. E aí você precisa desses jogadores de velocidade para romper essa linha, como o Caio, como o Pacheco têm essa característica. E em um último momento, eu tirei um volante, coloquei o Ganso de segundo volante praticamente para que essa bola viesse ainda muito mais qualificada com o passe do Ganso, não só pelo chão, mas com uma bola de infiltração. E nós conseguimos produzir mais ainda, tanto que nós fizemos o terceiro gol, o quarto… Anulados, me parecem que estavam em impedimento pelo que o VAR fez, mas nós produzimos. Antes disso, o Evanilson já tinha entrado uma na cara do gol. Então a ideia foi essa, foi dar velocidade com esses dois jogadores (Caio e Pacheco) e foi dar passe de qualificação, não só de infiltração, mas curto na organização desde trás, porque a gente estava conseguindo jogar lá trás com mais facilidade

Questionado sobre Saída de bola e dois “primeiros” volantes”, disse:
Na minha visão, os dois não são primeiros volantes. E é uma repetição do time que fez um baita jogo contra o Botafogo. Simples assim. Os dois jogadores tiveram uma atuação muito grande, muito boa, excelente em todos os sentidos. Então foi a busca… Para um time que está em construção, quando você adquire um comportamento, você tenta repetir o mais rápido tudo aquilo que você fez de bom. A visualização era repetir pela segunda vez uma equipe que vinha de um jogo ótimo. Os dois jogadores tinham feito uma ótima partida. E a saída de bola não foi erro deles. Quando a gente tomou os gols, não foi erro deles. Não foi erro de nenhum dos dois que produziu o gol. Agora só para terminar: isso que eu falo para vocês, a gente ainda está visualizando jogadores… Nós temos nessa função hoje o Dodi, Yuri, Hudson e Henrique. No início, se vocês lembrarem, eu iniciei com Hudson e Yuri e até ia repetir essa escalação lá para o segundo, terceiro jogo. Mas aí o Yuri se machucou e eu tive que optar pelo Dodi. Aí o Dodi foi bem. Ainda estamos em busca de uma visualização de aproximação de característica que produza não só nos volantes, mas também em outros setores do time. Quando eu falo para vocês que nós, na minha modesta e humilde opinião, produzimos muito mais coisas positivas é por isso. Nós temos muitas coisas a melhorar, a construir, a evoluir como time, individualmente, na parte tática, na parte técnica, na parte física. Mas eu acho que nós estamos no caminho certo de uma melhor condição e eu acho que a gente fez muito mais coisas positivas até agora do que negativas.

Sobre a Diferença no meio de campo, respondeu:
A
cho que é exatamente isso. Os gols se a gente for olhar os gols que o Flamengo faz, muitas vezes, é justamente quando o adversário está com a bola, tentando construir e ele está em fase de organização com os jogadores dando amplitude, fazendo passagem, aí perde essa posse, tanto no seu campo ofensivo, quanto lá atrás. Flamengo tem uma característica muito forte que é a pressão dentro do seu campo lá na construção inicial. Eu acho que isso nós pecamos principalmente no início e que a gente tinha trabalho até para fazer essa variação de jogada, para não entrar na arma mais poderosa que o Flamengo tem, que é no perde e pressiona, no diminuir o goleiro, no diminuir o zagueiro… Isso vai gerando uma intranquilidade para a equipe, uma falta de confiança e vai gerando uma confiança para ele (Flamengo). Nessa situação, sai o gol de bola parada, sai o segundo gol, de uma pressão em uma saída de bola nossa, num passe. Então tudo isso foi gerando desconforto no primeiro tempo, diferente do segundo, que no segundo a gente conseguiu variar essas ações, variar nossa saída, tanto pelo chão, na construção, quanto nessas bolas de espaço de infiltração. Elas começaram a entrar. Quando entrou a primeira… Já tinha entrado uma no primeiro tempo, com o Evanilson. Lembra que o Evanilson driblou, chegou antes até do goleiro e driblou e a bola saiu um pouco, saiu do espaço. Logo no início do segundo tempo, entrou do Evanilson na cara, que o Evanilson ficou na cara do gol. Isso gerou uma confiança para o time. Aí o Flamengo também já começou a entrar numa situação de desconforto, porque não sabia se compactava para pressionar alto ou se os zagueiros ficavam aqui porque a bola tava entrando na diagonal nas costas. Essas variações de jogadas nossas que criou todo esse desconforto no jogo, coisa que no primeiro tempo a gente não conseguiu fazer. A pressão que o Flamengo fez inicial gerou os dois gols, mas a equipe teve capacidade de sair dessa dificuldade de um placar de 3 a 0 e buscar praticamente a diferença, só que ela não foi validada. Nós fizemos os gols, mas não foram validados. Como eu disse, nós temos coisas para os próximos jogos para evoluir, mas também nós temos muitas coisas boas que nós precisamos dar segmento. Agradecer o torcedor por esse reconhecimento no final, por ele ter vindo, nos apoiado e por esse reconhecimento no final. É um reconhecimento do espírito, daquilo que o Fluminense entregou, honrou a camisa, buscou até o último segundo a possibilidade dessa classificação. Não saímos daqui felizes com a derrota e isso tem que doer mesmo, doer muito, para que já no próximo jogo a gente possa reagir e buscar a vitória.

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