fbpx

“FLUMINENSE acima de tudo?!” Opinião Rafael de Castro

Olá, Guerreiros!
Quem esteve no Maracanã nos últimos jogos observou episódios distintos, mas que no meu entender, se entrelaçam…
No fra X FLU houve uma briga fora do estádio entre membros de uma organizada, que se não representam os mesmos ideais, deveriam ao menos compreender que estão unidos por uma paixão centenária, chamada FFC.
Antes do jogo contra o La Calera já recebíamos mensagens ao longo do dia sobre nova briga entre os mesmos grupos e depois do hostil desfile que um dos grupos realizava nos arredores, o prometido ocorrera no local de maior concentração pré jogo… Exatamente, aquilo que nos vangloriávamos, que dizíamos que era coisa de mulambo, agora nos pertence!
Não estamos falando de inevitáveis conflitos com torcedores adversários que tentam “invadir” a região onde encontra-se nossa torcida, mas sim de que “tricolores agridem tricolores”.
Escreveria o “rascunho da Bíblia” se tentasse mergulhar nas causas, mas como ficarei somente nas consequencias, já entrarei no segundo episódio e mais a frente ficará livre na consciência de cada um compreender as correlações, mas que fique na mente de todos o quanto tudo isso prejudica nosso FFC.
Contra o La Calera, torcidas organizadas se reuniram para que tivéssemos uma só vibração nas arquibancadas. Concordo plenamente com a união e com um só canto. Infelizmente não houve unanimidade. Uma das torcidas não aderiu.
Concordo que em muitos momentos esta também deva ser criticada pela forma como mantém os cânticos que não inflamam nas horas erradas, não sobem o tom com músicas iniciadas por outras torcidas…Mas será que o problema é somente esse? Será que naquele grande grupo, todos acreditam fazer parte de uma T.O ou de fato a grande maioria se agrupa alí justamente por ainda acreditar na origem de “Legião Tricolor” criada, onde no seu conceito não se buscava outro ideal de que não fosse o FFC? Será que não observam também os muitos pontos positivos atrelados ao apoio, às festas e o resgate de uma “playboyzada” que estava bem distante?
Fiz minha carteirinha da Young em 1997, mas parei de caminhar com a torcida há anos. Nada contra ou a favor, apenas escolha de ritmo…
No entanto, essa discussão da Bravo é muito simples…99% dos que ali estão não são de T.O. 99% serão sempre considerados “mongolóides”, pois são do perfil que jogam bola de gude no carpete, soltam pipa no ventilador…em resumo, não “brabos” em nada!
Para iniciar uma análise desse assunto, vou lá atrás, quando o Flu fazia gol e metade da arquibancada queria cantar, enquanto a outra metade, que me incluía, parava tudo para soltar o “🎼bum, bum, bum…Young Flu, porra… até morrer…”. Eu tinha muito amigos que consideravam aquilo um ato “mongolóide”, mas pra mim era o máximo. Hoje vejo que era um ato de vaidade absurda, entre outras, que mesmo bem melhorada após o “Núcleo de festas” ainda existia, existe e sempre existirá, apesar das “uniões de arquibancada”.
Vejo este problema de forma mais complexa nos dias atuais. O surgimento da Legião Tricolor deu a muitos o poder de se agrupar numa arquibancada, de postar a foto “para os amigos do condomínio” e do “grupinho de vídeo game” se mostrando “descolados”.
O “movimento popular” acabou, mas na prática, somente se anexou ao bloco da “Bravo”, que aproveitou-se bem disso e naturalmente seus verdadeiros componentes também já carregam a vaidade já mencionada acima. Portanto, a grande massa que alí se reúne não está disposta a ganhar o rótulo de T.O. nos padrões estabelecidos de valentia, nos padrões de que se “um xingar”, todos serão coagidos a xingar e principalmente, se um adversário for considerado inimigo, todos terão o dever de atacá-lo.
Um bom exemplo disso pode ser o retorno de Fred. Amados por muitos e odiado por alguns, em especial as organizadas. Qual seria o comportamento das organizadas quando o grupinho do vídeo game quiser aplaudir e fazer musiquinha? Estes terão sua ideologia respeitada sobre apoiar até o fim?
Minha humilde opinião é de que a Bravo está errada ao não se anexar ao movimento de apoio único nas arquibancadas, mas não sou leviano em ignorar que já presenciei inúmeros episódios de intimidações e até mesmo agressões de T.O aos “meninos do vídeo game”.
A atitude citada no primeiro episódio só corrobora com esta divisão. Os “brabos”, brigam entre si e os “meninos do condomínio” pensam: “melhor ficarmos distante, senão, sobra pra nós”.
Mas porquê tocar neste assunto sem opinião única e concreta sobre o conflito pontualmente?!
Porque acredito que arquibancada é extensão do campo, extensão do marketing e extensão do clube!
Empresas querem se associar a projetos de sucesso. Portanto, se a arquibancada não inflama, perdemos em campo, mas perdemos ainda mais no clube. Se a torcida briga entre si, perdemos o bom torcedor que não voltará com sua família e perdemos a vibração unida dos Bravos, mesmo os que não são “brabos”.
Que o clube entenda que da mesma forma que existe departamento de finanças, marketing, compras…, existe a necessidade de “se envolver mais” com sua arquibancada e não somente com planos de sócios para arrecadar. Acredito na necessidade de um departamento que se envolva e apoie às festas, organize mobilizações como esta última de “uma só bateria”, “um só canto”, mas que também cobre condutas básicas de convivências entre as massas.
O FLUMINENSE precisa estar acima de qualquer ideal, de qualquer T.O. O clube não pode ser refém das vaidades, nem mesmo da selvageria!

Rafael de Castro Ladewig de Araujo.
Meu sangue é grená com glóbulos verdes e brancos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Top