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Opinião – Portal Genea

Em sua última entrevista – na qual exortou o torcedor tricolor a aderir a um dos diversos planos de sócio-torcedor -, o Presidente Mário Bittencourt, nascido em 1978, declarou que comparecera a todos os jogos do Fluminense F.C, realizados no Rio de Janeiro, durante o tenebroso quadriênio 1996-1999. E o fez com orgulho.

Indiscutivelmente, ir ao estádio é uma grande demonstração de amor ao clube, mormente em épocas difíceis como a citada.

Como eu, nascido em 1967, também, compareci a todos os jogos do Fluminense F.C, realizados no Rio de Janeiro, durante o tenebroso quadriênio 1996-1999, numa simplória analogia, posso conversar de “… igual para igual…” com o Sr. Mário Bittencourt sobre qualquer assunto relacionado ao Tricolor das Laranjeiras.

No entanto, neste breve escrito, elejo como ponto de debate o “Portal da Transparência”, cantado em verso e prosa, pelo Sr. Mário Bittencourt, como um sinal inequívoco de novidadeiras práticas de boa governança no arcaico Fluminense F.C.

Noves fora o brilhantismo de sua poderosa retórica, data venia, Presidente, como é opaco esse “Portal da Transparência” – ao menos como o concebido pelo senhor. Padrão Flusócio de qualidade!

Principiando, evidentemente, não defendo, aqui, a quebra de cláusulas de confidencialidade dos contratos celebrados – embora considere isso, em princípio, algo bastante questionável. Por princípio, critico a legislação pátria, não o Fluminense.

Prosseguindo, Presidente, o valor global bruto da folha de pagamentos do Departamento de Futebol diz pouco, muito pouco, diante do que 90% da torcida tricolor desconfiam que ocorre.

Desconfiamos, Sr. Presidente, é do valor líquido percebido pelos jogadores, não do quantum bruto. Em bom português, Sr. Presidente, 90% da sofrida torcida tricolor suspeitam do pagamento de comissões indevidas nos contratos dos jogadores, de forma que “A” receberia R$ 300.000,00 brutos, mas “apenas” R$ 150.000,00 líquidos. Em abono à sua pessoa, registre-se que essa desconfiança vem de há muito, há muito mesmo.

E, como se sabe, comissões indevidas afetam o processo decisório, trazem consigo grande ineficiência.

Presidente, há maneiras – legais e legítimas – de o senhor minimizar esses insidiosos rumores – mesmo mantendo em sigilo o valor líquido percebido pelos jogadores. Por exemplo, sobre os salários dos mortais, de ordinário, incidem descontos relativos ao imposto de renda, à contribuição previdenciária e ao plano de saúde. Tudo com causa jurídica bastante. Nessa linha, sobre os proventos percebidos pelos jogadores, incidem quantos e quais descontos? Em resposta a essa momentosa questão, o senhor poderia explicitar as rubricas de todos os descontos incidentes, ofertando-lhes, claro, os devidos códigos contábeis. “Outros”, nem pensar, Sr. Mário Bittencourt!!! Ah, e tudo devidamente atestado, sob as rigorosas penas da Lei, pelos jogadores contratados pelo clube. Em tempo, o raciocínio desenvolvido é perfeitamente aplicável mesmo na hipótese de os jogadores receberem como PJ’s.

Fazer isso seria dar o primeiro passo, Sr. Presidente, em busca da alardeada transparência.

Talkei?!?!

Afinal de contas, é forçoso convir que, em sua última entrevista, o senhor propôs algo como um grosseiro balancete de cachorros-quentes consumidos no estádio – e mais, a ser atualizado mensalmente.

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