“O amor (ao Fluminense) em tempos de COVID-19 – Passagem (2)”

“O amor (ao Fluminense) em tempos de COVID-19 – Passagem (2)”


24 de novembro de 1984, por volta de 07:00.
Todos os alunos confluíam para a recém-inaugurada portaria central do Colégio Salesianos Santa Rosa.
A Young-Flu Niterói e a Raça Rubro-Negra contavam com aguerridos membros no Colégio. E a convivência entre nós, claro, não era nada amistosa.
Naquele dia e naquelas circusntâncias, os tricolores estavam nas nuvens e os rubro-negros com os nervos à flor da pele.
Afinal de contas, o inesperado empate do poderoso Flamengo com o modesto Campo Grande, em pleno Maracanã, recolocou o Fluminense no páreo.
E, naquela época, amigos, recolocar o Fluminense no páreo, sabíamos todos, equivalia a entregar o troféu nas Laranjeiras.
Tornando à portaria do Colégio, dá para imaginar o auê. Ameaças de “te pego lá fora!”, “Siqueira Campos, 12:15”, “filho disso”, “filho daquilo”, etc. Coitados dos porteiros!
Ao final das aulas, não deu outra: porrada geral. Muitos contra muitos na Siqueira Campos às 12:15.
Um pequeno aperitivo para o que viria no inesquecível primeiro de dezembro de 1984.
O bi se aproximava.
Saúde e paz para todos.

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