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“O amor (ao Fluminense) em tempos de COVID-19 – Passagem (4)”

“O amor (ao Fluminense) em tempos de COVID-19 – Passagem (4)”

Fluminense 2×0 Vasco – Imagem vídeo Rede Globo de Televisão


A santa vitória no Fla x Flu (2×1) nos habilitava a participar do triangular final do Campeonato Estadual de 1984, junto a Vasco e a Flamengo.
A ordem dos jogos do triangular final seria decidida por sorteio, na sede da FERJ, na segunda feira, 03 de dezembro de 1984.
Evidentemente, todos – tricolores, rubro-negros e vascaínos – queriam ficar de fora na primeira rodada do triangular decisivo.
Afinal de contas, além de ter mais tempo para descansar, aquele que ficasse de fora enfrentaria o time perdedor da primeira partida já virtualmente eliminado, pois o tríplice empate beneficiaria a equipe de melhor campanha, no caso, o Fluminense.
O sorteio apontou Fluminense x Vasco como o primeiro jogo do triangular decisivo, domingo, 09 de dezembro de 1984.
Conheço a máxima “quem quer ser campeão não escolhe caminhos ou adversários”.
Só não concordo integralmente com ela.
Nesse caso específico, eu não gostei do sorteio.
Explico mais detidamente.
Aqueles que acompanharam, de perto, o futebol do Estado do Rio de Janeiro nos anos 70 e 80, conhecem o ódio que os vascaínos nutriam pelo Fluminense. Um ódio muito maior do que eles nutriam pelo Flamengo. Está em dúvida? Pergunte a um vascaíno cinquentão… O Vasco não conquistava em título em cima do Fluminense – mesmo o de um simples turno – desde 1948. Era o maior jejum da história do futebol brasileiro. A gana deles em cima do Fluminense crescia a olhos vistos. Embora, ao final, os resultados, invariavelmente, favorecessem o Fluminense, as partidas contra o Vasco eram renhidas. Mais do que os disputadíssimos Fla x Flu. Bem mais, acrescento.
A conquista do Campeonato Brasileiro de 1984 em cima do Vasco fez com que os portões do inferno se abrissem. Amizades eram desfeitas ao coro de “1,2,3… o Vasco é freguês…”. A rivalidade ultrapassava as fronteiras da urbanidade.
Enfim, cada Fluminense x Vasco era uma guerra. Dentro e fora de campo.
Para piorar o quadro, um episódio negro na nossa História. O Vasco fazia uma péssima campanha na Taça Guanabara. Arthurzinho – o Rei Arthur, que começara a carreira nas Laranjeiras – após um apoteótico Campeonato Brasileiro trocou São Januário pelo Parque São Jorge – para envergar o camisa 8 do Timão, no lugar do Sócrates. O timaço do Edu parecia degringolar. Quando tudo ia de mal a pior, Jurema – a notória e notável mulher do grande Roberto Dinamite – veio a óbito justamente na véspera do Fluminense x Vasco. O Vasco parecia, irremediavelmente, ir à lona. Desafortunadamente, já com os dois times em campo, a torcida tricolor entoou um cântico pra lá de infame: “A Jurema morreu…. e o Roberto se f…..”. A arquibancada rachou. O Vasco se uniu na dor e no ódio. Qual fênix, o Vasco renasceu das cinzas. Por obra e graça de uma brincadeira de péssimo gosto da torcida tricolor. O jogo terminou 0x0. Eles mereciam ter ganho.
Mas a justiça não tardaria. Em 15/11/1984, pelo segundo turno do Campeonato Estadual, com a faca nos dentes e jogando muito melhor, o Vasco derrotou, de virada, o Fluminense por 2×1, dando início à via-crúcis que só terminaria com o milagroso empate do Campo Grande com o Flamengo.
Em suma, diante estaríamos, a meu ver, do mais perigoso dos adversários. E com o fortíssimo Flamengo à espreita, descansando todo o time.
09 de dezembro de 1984.
Domingo de sol.
Maracanã lotado.
Maracanã colorido.
Maracanã dividido. E, aqui, presto a minha homenagem à gigantesca torcida vascaína, da qual faz(ia) parte a minha querida mãe – que, aliás, passou a detestar menos o Fluminense quando viu que a minha opção clubística era irreversível.
Bola rolando no Maracanã.
Dois minutos de jogo… Tato carimbou a trave de Roberto Costa.
Só dava Fluminense no jogo.
Vasco acuado.
Fluminense empilhando chances de gol.
Massa cruzmaltina com gosto de déjà-vu.
Washington, cara a cara, chutou em cima de Roberto Costa.
Terminou o primeiro tempo… 0x0
Segundo tempo… Romerito… Paulinho… 2×0.
Ecoou, então, no estádio o grito que a torcida do Vasco mais detestava – embora, esse nada tivesse de odioso: “É o destino… É o destino…”. Desculpe, Alexandre.
O bi se aproximava.
Saúde e paz para todos.

11 Replies to ““O amor (ao Fluminense) em tempos de COVID-19 – Passagem (4)””

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