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“O amor (ao Fluminense) em tempos de COVID-19 – Passagem (7)”

Imagens Rede Globo – Narração Galvão Bueno.

“O amor (ao Fluminense) em tempos de COVID-19 – Passagem (7)”


18 de dezembro de 1985.
Se a manhã dos dias de jogos decisivos de anos anteriores emitiram sinais e vibrações positivas, a daquela quarta-feira se iniciara de forma contrastante: Kohoutek – o meu lendário cachorro vira-latas com nome de cometa e de astrônomo checo – partira desta vida para a melhor. Evidentemente, eu estava muito, muito chateado.
Eu cursava o primeiro ano de Engenharia e já estava de férias. Por outras palavras, como ainda não fazia estágio, estava entregue ao ócio – merecido, diga-se de passagem, pois a transição do Colégio Salesianos para a UFRJ não fora fácil. Quem passou por isso sabe do que estou falando. Mas, a imagem de Kohoutek agonizando na mesa do veterinário era assaz atordoante em minha mente.
Empurrado por meu grande amigo Melão, fui para o Clube dos Pioneiros, em Santa Rosa, Niterói/RJ – outro inesquecível marco da minha juventude.
O assunto no clube era um só: a possibilidade do tri por parte do Fluminense F.C.
Para tal, precisávamos vencer a fortíssima equipe do Bangu, que tinha eliminado ninguém menos do que o C. R. Flamengo.
Ensimesmado, eu não abria a boca. Mais, persistia em minha mente a dúvida sobre ir, ou não, ao jogo.
20:00. Impelido pelos colegas, parti para o Maracanã. Aliás, partimos – todos no ônibus da Young-Flu Niterói.
4 minutos de jogo… Gol do Bangu, que jogava pelo empate.
É… o dia começou mal, haveria de terminar mal. Eu não soubera ler os sinais.
Renê jogava bem. Aliás, jogava muito bem, mas não tinha a estrela do Assis.
Por outro lado, o Bangu – do astuto Moisés – estava bem postado em campo.
Perivaldo marcava Tato em cima.
Então, Tato se machuca.
Deuses do futebol intervêm.
Segundo tempo.
Romerito empatou o jogo.
Torcida tricolor encurralou o Bangu.
Paulinho virou o jogo em cobrança de falta magistral.
Último lance do jogo: Cláudio Adão caiu na área do Fluminense.
José Roberto Wright, acertadamente, não marcou nada.
Afinal não foi o Vica que derrubara o Adão.
Diferentemente, o espírito do Kohoutek se materializara e mordeu o Cláudio Adão dentro da grande área do Fluminense.
Segue o jogo.
Saúde e paz para todos.

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