Especial dia das mães: três gerações de tricolores, de mãe para filha

Hoje vamos falar de três gerações de tricolores, Dona Eunice, a primeira geração, Bibi e Samantha, segunda geração, filhas da Dona Eunice, e Babi, a terceira geração, filha da Bibi, sobrinha da Samantha e neta da Dona Eunice.

Foto: enviada pelas entrevistadas.

Pra dar início vamos saber quando elas começaram a torcer para o Fluminense?

Dona Eunice: sou tricolor antes de nascer, desde a barriga da minha mãe, há mais de 85 anos.

Bibi: se houver outras vidas eu já era tricolor nelas.

Samantha: sou fluminense desde 1902, por que a alma é eterna e em 1902 minha alma descobriu que existia uma coisa chamada Fluminense e desde então eu sou Fluminense.

Babi: eu sou Fluminense desde que o meu bisavô era vivo e eu ainda não, é uma questão de ancestralidade, não é só dessa vida.

Logo depois perguntei como é herdar esse amor de mãe para filha e nessa família é realmente um amor de mãe para filha, é algo matriarcal mesmo, pois exceto Dona Eunice que herdou do pai a paixão tricolor, tanto Bibi e Samantha, quanto a Babi herdaram essa paixão de suas mães, pois as três são filhas de pais vascaínos.

Além de herdarem a paixão pelo o Fluminense, herdaram entre si os trejeitos e manias de torcedoras, como por exemplo: ficar em silêncio durante os jogos, fazer superstições antes dos jogos, dar uma de profeta acertando os resultados, ser corneteira nos pós jogos e até sair do sério com algum provocador. Dona Eunice esbravejou: podem falar de mim, mas não do Fluzão, não admito.  E, frisou também, que, na época dela, a família já deixava o machismo de lado, pois o próprio pai a levava para os jogos e contou que os times estaduais eram bastante populares e, por isso, foi a vários bairros e cidades do Rio de Janeiro para ver o Fluminense.

Elas relembraram jogos inesquecíveis juntas, desde um jogo entre o Fluminense x Vasco, uma final do Campeonato Estadual em 1976, o jogo épico entre Fluminense x São Paulo, pela Libertadores de 2008, uma viagem de Babi para a Argentina para assistir um Flu x Argentinos Jrs, até o grande ano de 2010, em que o Fluminense voltou a ser campeão brasileiro debaixo de chuva para limpar a alma dos tricolores. Contaram até que uma vez encontraram o Carlinhos no aeroporto e disseram: meu filho, vai até a linha de fundo (risos) e defenderam o jogador: ele participou da jogada do gol do Sheik, que deu o título ao Flu, mas finalizaram com: todos os jogos do Fluminense foram e são inesquecíveis.

Dona Eunice, que já não frequenta mais os estádios, por questões de saúde, contou que no histórico gol de barriga estava na missa, mas que não parava de pensar no jogo e até o Padre ficou encucado com a inquietude dela e do irmão na igreja que comemoraram bastante quando o Flu foi campeão em cima do rival Flamengo. Já Babi tinha apenas 6 anos na época e esse jogo foi uma das primeiras memórias que ela tem de vida. Babi também enfatizou que ela cresceu vendo as pessoas que ela mais amava sofrendo pelo o Fluminense, pois na época o time passou por poucas e boas. “Era pra eu odiar o Fluminense, mas acabei amando. Só Freud explica.”  – Disse Babi.

Falaram também sobre o que estamos passando no momento, por conta do covid-19, em que paralisou tudo, inclusive, os jogos de futebol. E soltaram frases cheias de emoção: “é uma saudade grande, tenho visto os jogos passados para diminuir.” “Nunca pensei que sentiria mais saudades do Fluminense de 2020 do que do de 2010”. “Uma saudade enorme da torcida, pois é uma confraria, as pessoas na torcida se parecem, nem que seja apenas naqueles 90 minutos. É um encontro e estamos num momento de desencontro. Sentimos a falta do ritual do maracanã, dos jogos do Fluminense.” Falaram sobre um dos momentos mais especiais nos jogos que é a descida na rampa, em que festejam a vitória, curtem as músicas da torcida. O Fluminense vira uma característica pessoal, as pessoas as descrevem como “As Tricolores”.

Perguntei a elas qual é a música da torcida que mais amam cantar juntas e responderam que é a do Alceu Valença na versão tricolor: “eu vou cantar essa paixão que vem de dentro. Um sentimento verde, branco e grená. Camisa tricolor e a bandeira ao vento, meu Fluminense eu vim aqui pra te apoiar, olê olê, meu tricolor amo você…”

E concordaram todas juntas: mas não tem nada mais bonito do que o hino do Fluminense. Desde a letra até a introdução. E Babi comenta: até as pequenas notas da substituição nos jogos já me dão vontade de chorar, o hino toca o coração.

E para finalizar, deixaram um recado para a torcida tricolor: continuem amando o Fluminense, com muito amor por que ele merece. O Fluminense é como se fosse uma pessoa, é um amigo. A nossa torcida é linda, maravilhosa.  – E queremos fazer um pedido um pedido: conservem as bandeiras nos estádios, é um ritual muito bonito, principalmente, as dos ilustres torcedores como Nelson Rodrigues. E se cuidem nesse momento para que possamos em breve estarmos juntos novamente nos jogos.

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