Mário Bittencourt detalha situação dos processos causados pelas demissões via whatsapp

O presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, concedeu uma entrevista exclusiva ao site Globo Esporte e detalhou a situação de cada um dos sete jogadores demitidos via whatsapp na final do primeiro ano da gestão Pedro Abad – dezembro de 2017.

Na época, as demissões custaram sete processos ao clube, no qual de acordo com o atual presidente, dois já foram quitados e há ainda um terceiro que já se encaminha para o final da ação. Mário detalhou no entanto, que dois deles ainda estão longe de um fim. Acompanhe cada situação:

Arthur

Artur atualmente está no Khon Kaen, da Tailândia (Foto: Divulgação / Khon Kaen FC)

O zagueiro, que fez apenas um jogo no Fluminense, já não fazia parte dos planos na época e vivia emprestado. Mas a diretoria resolveu encerrar o seu contrato um ano antes do fim, e ele entrou na Justiça cobrando R$ 460.149,88. O clube na época só pagou R$ 135.000,00, e o restante vem sofrendo reajustes com juros e correções monetárias. O jogador atualmente está no Khon Kaen, da Taiândia.

– O processo está em fase de execução, ou seja, está começando a fase de penhora. Mas é um valor bem pequeno, não chega nem a 5% do que são os outros. A gente certamente vai sofrer uma penhora, alguma constrição, e vai certamente buscar também finalizar – explicou o presidente.

Higor Leite

Cria da base do Fluminense, Higor Leite disputava o Paulista pelo Novo Horizontino (Foto: Divulgação/FFC)

O meia, revelado pelo Fluminense, disputou 22 jogos com a camisa tricolor e também já não fazia parte dos planos na época, sendo frequentemente emprestado. Desligado um ano antes do fim de seu contrato, entrou na Justiça cobrando R$ 240.363,93. O clube pagou só R$ 97.552,82, e o restante, com multa, juros e correções, passou dos R$ 500 mil. O jogador estava disputando o Campeonato Paulista pelo Novorizontino.

– É um processo de valor bem menor, está em pauta para julgamento de recurso, mas ele nos procurou recentemente. É um ótimo rapaz, ótimo garoto, adora o Fluminense, tem vontade de fazer um acordo. Então eu estou vendo a possibilidade – contou o mandatário tricolor.

Robert

Robert atualmente defende o Boa Vista-RJ. (Foto: Divulgação/FFC)

Cria de Xerém, o atacante foi uma das promessas que não vingou e disputou apenas 14 jogos no time principal tricolor. Na época da dispensa, já não fazia parte dos planos e foi mandado embora dois anos antes do fim de seu contrato. Ele moveu uma ação na Justiça no valor de R$ 1.436.689,99, o Fluminense pagou só R$ 480.774,99 em um primeiro momento, mas buscou um novo acordo judicial e quitou o saldo devedor reajustado. Ele estava no Boavista em 2020.

Acordo cumprido integralmente. A gente já conseguiu quitar integralmente – anunciou Mário.

Wellington Silva

Lateral-direito, Wellington Silva defende atualmente o Boa Vista-RJ (Foto: Divulgação/FFC)

O lateral-direito, que disputou 128 partidas com a camisa tricolor e foi demitido quando se recuperava de grave lesão, um ano antes do fim de seu contrato, foi o último da leva de dispensados a processar o clube. Em 2019, ele ganhou uma ação no valor de R$ 951.621,37, quantia já abatida pelo Fluminense. O jogador vinha disputando o Campeonato Carioca pelo Boavista.

Quitamos integralmente o acordo na minha gestão – revelou o mandatário tricolor.

Henrique

Defende atualmente o Al-Ittihad, dos Emirados Árabes. (Foto: Divulgação/FFC)

Outra dispensa polêmica na época foi a do zagueiro, que era titular e capitão do time em que defendeu por 119 partidas no total, antes de ser demitido um ano antes do fim de seu contrato. Ele entrou na Justiça e ganhou uma ação no valor de R$ 9.126.399,97. O clube ainda recorre no processo contra o defensor, que jogou a última temporada pelo Al-Ittihad, dos Emirados Árabes.

Ainda tem recurso nosso a ser julgado. Está aguardando pauta para julgamento – admitiu Mário.

Marquinho

Defende atualmente o Figueirense. (Foto: Nelson Perez)

Assim como Henrique, é outro caso ainda distante do fim. O meia, autor do gol que impediu o rebaixamento tricolor no Brasileirão de 2009, disputou 199 jogos pelo time das Laranjeiras e foi dispensado dois anos antes do fim de seu contrato. Ele processou o clube em R$ 6.000.000,00, recebeu apenas R$ 1.000.000,00 na época, e no ano passado a Justiça determinou a penhora de R$ 10.337.493,17 para cobrir a dívida. Mas cabe recurso. Atualmente, ele está no Figueirense.

O caso do Marquinho está em recurso no Tribunal Superior do Trabalho, então ainda não tem acordo, não tem pagamento, não tem penhora, nem execução. Teve penhora no início – alegou o presidente.

Diego Cavalieri –

Atualmente defende o Botafogo (Foto: Divulgação/FFC)

Demissão mais polêmica, o goleiro além de titular na época tinha muita história no Fluminense, onde chegou em 2011, disputou 352 jogos e foi um dos principais nomes no título brasileiro de 2012. Foi dispensado dois anos antes do fim de seu contrato e moveu ação no valor de R$ 6.105.124,74. O clube pagou R$ 3.416.492,99 e continuou sofrendo penhoras para quitar o restante, que sofreu reajuste e correções. O jogador atualmente defende o rival Botafogo.

A gente está tentando finalizar o processo. Um processo muito grande, oriundo da gestão anterior. Tem dinheiro bloqueado já há bastante tempo e continuou bloqueando. Estamos buscando junto aos advogados dele fazer algum tipo de composição para dar quitação final ao processo – disse Mário.

Vale destacar que na época, o meia Maranhão também foi comunicado que não estava mais nos planos, mas diferente dos outros casos ele não foi demitido e ficou emprestado até o fim de seu contrato.

Foto em destaque: Divulgação/FFC

Fonte: Globoesporte.com

2 Replies to “Mário Bittencourt detalha situação dos processos causados pelas demissões via whatsapp”

  1. Só queria uma explicação: pq os dirigentes do Fluminense não negociaram os jogadores? Vários tinham mercado e ainda poderiam gerar dinheiro para o clube. Deveria existir uma forma de processar judicialmente como pesdoa física por dano ao patrimônio do clube. Esses dirigentes se escondem atrás das personalidades jurídicas para esconder seis atos irresponsáveis.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *