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Nova realidade: equipe tricolor de nado artístico usa a criatividade para treinar

Longe da piscina devido à quarentena imposta pela pandemia do coronavírus, a equipe de nado artístico do Fluminense usa a criatividade para manter a forma física e técnica durante o isolamento social. Atletas e técnicas mantiveram a agenda cheia com exercícios diários passados pelo preparador físico do clube, aulas de dança, Zala e até mesmo intercâmbio virtual com outras equipes das Américas e com um clube de Portugal.

“Estamos tentando nos reinventar. É complicado porque o nado artístico precisa da água, o corpo vai sentir muita falta da piscina, mas estamos fazendo tudo que podemos. Sempre nos reunimos por videoconferência para estudar adversários, seleções de outros países, para melhorar nossa criatividade e saber o que podemos criar para duetos e equipes. Estamos tentando tirar o máximo de proveito dos treinos durante essa pandemia”, disse Twila Cremona, técnica da equipe tricolor e do dueto brasileiro que disputará vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

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Além dos exercícios diários praticados durante a quarentena, as atletas do Fluminense têm aulas de Zala (preparação física específica para trabalhar a musculatura, flexibilidade e postura) às terças e quintas-feiras, puxadas pela técnica tricolor Glaucia Soltinho, também da seleção brasileira, e as sextas-feiras são reservadas para um intercâmbio, apelidado de “Encontro das Américas”. Cada semana um país diferente comanda o treino virtual com exercícios e danças locais. Todos os países do continente participam dessa troca esportiva e cultural.

“Diante dessa situação louca que estamos vivendo, encontramos um jeito bem legal de treinar. Estamos encarando essa quarentena da melhor maneira possível, treinando muito em casa, cuidando da alimentação e nos esforçando para manter a forma física o mais perto do ideal”, explicou a atleta Anna Giulia Veloso.

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Aulas de dança ministradas por amigas também ajudam a quebrar a rotina e a trabalhar a capacidade cardiovascular da equipe. E a criatividade tricolor rendeu até um treino com uma equipe da Europa. Treinando no Clube Fluvial Portuense após se mudar para Portugal no fim do ano passado, a ex-atleta do Fluminense Anna Luiza Carvalho, de 14 anos, fez a ponte que rendeu um animado encontro virtual.

“Nós já havíamos feito um treinamento com uma equipe de Malta e tinha sido uma experiência muito legal. Então minha técnica aqui no Fluvial sugeriu que fizéssemos o mesmo com o Fluminense. As meninas aqui gostaram muito, acharam o treino bem ‘fixe’ (gíria portuguesa equivalente ao ‘maneiro’ do Rio de Janeiro)”, afirmou Anna Luiza.

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