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O amor (ao Fluminense) em tempos de COVID-19 – Passagem (9)”

O amor (ao Fluminense) em tempos de COVID-19 – Passagem (9)”

Imagens Sportv – Narração Luiz Carlos Júnior

Primeiro de novembro de 2009.
A campanha épica do Fluminense na Copa Libertadores de 2008 forjou uma pequena tricolor de quatro costados em minha casa: Marine, minha filha, então com nove anos de idade.
Cerca de um ano depois, o Fluminense fazia uma campanha pífia no Brasileirão de 2009. Os matemáticos cravavam em 2%, na melhor das hipóteses, as chances de nossa permanência na primeira divisão.
Empolgadíssima com a vitória sobre o Atlético/MG – um dos melhores times do Campeonato de 2009 –, Marine, do alto de sua doce inocência, cria piamente em outro triunfo sobre o poderoso Cruzeiro/MG, então líder do Brasileirão. Tentei, de alguma maneira, esfriar os seus ânimos, alertando-lhe que, desta feita, o Fluminense jogaria fora de casa e, pior, com o Mineirão lotado. Nada, no entanto, lhe continha o ímpeto. Mais, deixando escapar uma ponta de superstição, ela disse que chamaria sua colega de colégio, Ingrid, para assistir ao jogo conosco. E deveríamos todos guardar a mesma posição do meio de semana…
Marine e Ingrid, eufóricas, envergavam a camisa tricolor. Eu, confesso, estava bastante ressabiado. Afinal, o Fluminense empilhava vexames no Campeonato.
Os dois times já estavam em campo. Então, um grito ensurdecedor tomou conta do estádio: “Fred guerreiro… volta pro Cruzeiro…”. As imagens da televisão mostraram o centroavante do Fluminense impassível diante da reverência da massa azul-celeste.
Bola rolando.
Pressão total cruzeirense.
Guérron – o maldito – nos infernizando de novo. Ô carma!!!
Pênalti perdido… gol do Cruzeiro… gol do Cruzeiro. Algo assim, não me lembro ao certo da sequência – registro que tenho um compromisso comigo mesmo de somente consultar o Google para conferir as datas dos jogos.
Intervalo de jogo no Mineirão.
Cruzeiro 2 x 0 Fluminense.
Foi pouco, muito pouco.
A vaca estava indo para o brejo com bezerro e tudo. À velocidade da luz.
Conformado, eu comecei a mexer nuns papéis do trabalho. Quando dei por mim, o segundo tempo do jogo já havia começado. O Fluminense voltou com três zagueiros – Gum, Dalton e Digão. “Grande coisa”, pensei eu, cá com meus botões.
Do nada, o time engrenou e passou a encurralar o Cruzeiro.
Gum, o Guerreiro, então desconhecido, marcou o primeiro gol, dando início à reação.
Fred, o ídolo em construção, empatou o jogo.
Fred, o mito em construção, após jogada espetacular de Maicon, virou o jogo.
Fred guerreiro voltou do Cruzeiro.
Oxalá rendimentos do passado sejam garantia de lucros no futuro.
Saúde e paz para todos.

Foto capa arquivo globoesporte.com

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