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#Maraca70! EP 01 – O dia que os rivais se tornaram Tricolores

Palco de duas finais de Copa do Mundo (1950 e 2014) o Estádio Jornalista Mário Filho, mais conhecido como Maracanã, completa em 2020, sete décadas de existência.
Inaugurado dia 16 de junho de 1950, o Estádio se tornou um maiores símbolos do futebol brasileiro e mundial, colecionando partidas emblemáticas ao longo de sua história.

Junto às Laranjeiras, o Mário Filho se tornou a casa do Fluminense, transformando-se em um elemento fundamental na trajetória do clube e de sua torcida. Pensando nisso, separamos algumas partidas marcantes do Tricolor no ‘Maior do Mundo’. A cada dia, um jogo diferente será lembrado, seguindo a linha do tempo.

E no episódio de hoje relembremos o dia em que o Flu representou o Brasil, contra os Uruguaios.

Fluminense 3 x 0 Peñarol – Mundial 1952

Base da Seleção Uruguaia, campeã do mundo em 1950, em pleno Maracanã e contra o Brasil; a equipe do Penãrol, para os torcedores, veio para disputa da Copa Internacional de Clubes de 1952, como a materialização daquele time que calou quase 200 mil torcedores, no episódio que ficou conhecido como “Maracanaço”

E no 20 de julho, um dia antes de completar 50 anos, o Fluminense tinha como adversário a equipe Auri-rubra, liderada por Alcides Ghiggia, carrasco Brasileiro. A partida válida pela terceira rodada da fase de grupos, marcava o fechamento da primeira fase e definia os classificados às semi-finais.

O Tricolor que estava invicto, com um empate contra o Sporting Lisboa (0x0) e uma vitória sobre o Grasshopper, da Suiça (1×0), entrou em campo pressionado por não ter tido boa atuação nos dois primeiros jogos e decidia a vaga para próxima fase, com, talvez, a equipe mais destemida do torneio.

Mais de 63 mil torcedores compareceram ao Maracanã este dia. Rubro-negros, Alvi-negros e Cruz-maltinos deixaram a rivalidade de lado e vestiram Tricolor. A partida entre Brasil e Uruguai de dois anos antes, foi revivida. Para os clubes, significada uma classificação de fato. Mas, para a maioria das pessoas presentes, aquela era oportunidade da revanche.

No campo, o time que fazia uma campanha tímida, sentiu a energia vinda das arquibancadas e como diz o jargão popular, deu ‘uma aula de futebol’

Marinho abriu o placar aos 38 do primeiro tempo. Orlando Pingo de Ouro, cobrando pênalti, ampliou seis minutos depois. E de novo Marinho, aos 30 da etapa final, deu números finais à partida.

O Fluminense avançada à semi-final do Mundial, não apenas representando suas cores e sua torcida, mas, representando toda uma nação.
Mesmo que talvez, por um breve período, naquele domingo 20 de julho, o Tricolor cicatrizou, de certa forma, parte de uma ferida no coração dos fãs de futebol. Pois, para aqueles que estavam presente no ‘Maior do mundo’, os Brasileiros tiveram a sua revanche.

Confira a Ficha técnica de Fluminense 3 x 0 Peñarol – Mundial 1952

FLUMINENSE:
Castilho; Píndaro e Pinheiro; Jair, Édson e Bigode; Telê Santana, Didi Marinho, Orlando Pingo de Ouro (Vilalobos) e Robson; Tec: Zezé Moreira


PEÑAROL:
Natero; Davoine e Colturi; R. Andrade, Nardelli e Romero; Ghiggia, Hohberg, Romay (Miguez), Schiaffino (Abadie) e VIidal; Tec: Juan López


Competição: Copa Internacional de Clubes de 1952 (Copa Rio)

Compromisso: 1ª Fase – Grupo A – 3ª Rodada

Data: 20 de Julho de 1952 (DOMINGO)

Público: 63.536 (51.436 pagantes) – Renda: Cr$ (Cruzeiros) 1.445.643,30

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