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Opinião – “Nós, os culpados”

“Nós, os culpados”

Foto site NetFlu


O Fluminense, enfim, retornou ao campo de futebol. E, claro, protagonizou mais um vexame que, infelizmente, não será o último.
Os culpados por essa situação deprimente?
Não é difícil apontá-los, muito pelo contrário.
Começo agrupando os torcedores tricolores em quatro classes.
A primeira classe de torcedores tricolores é contada às dezenas, no máximo em duas centenas. São os aproveitadores de plantão, que só dão ao clube o que têm para dar dentro de si: incompetência, inapetência, retórica, ódio, cizânia e gula. Tais torcedores são um verdadeiro cancro para o Fluminense, mas só vicejam – e se cevam – porque uma imensa maioria não os importuna – e isso há décadas. Ou seja, a bem do rigor, eles não são culpados de nada, pois apenas ocupam o espaço deixado pelos grandes tricolores.
A segunda classe de torcedores também é bastante diminuta. Pense no comensalismo existente na natureza. Eles são como rêmoras, que abocanham as pequenas migalhas de toda sorte deixada pelos tubarões – uma P.J aqui, uma assessoria ali, uma intermediação acolá. Outrossim, também não são culpados de nada, eis que aproveitadores de segunda categoria.
A terceira classe de torcedores tricolores é a das “polianas”, que, contra todas as evidências, creem que tudo, num passe de mágica, vai melhorar. O Fluminense foi eliminado na primeira fase da Copa Sul-Americana? “Não há de ser nada! Tudo vai melhorar”. O Fluminense foi goleado pelo Volta Redonda? “Isso foi obra do acaso”. Estamos na iminência de ser eliminados da Copa do Brasil? “Aguardemos o Campeonato Brasileiro”. Ficamos em décimo quarto lugar no Brasileirão? “Ano que vem melhora”. Essa classe de torcedores é bastante numerosa, e os seus integrantes me dão nos nervos, pois, com a sua pouca ambição e excesso de idiotice, legitimam o exercício desastroso do poder por parte das duas classes anteriores. Vocês, “polianas”, desconhecem a grandeza do Fluminense e “cantarão e vibrarão o jogo todo” mesmo diante duma hecatombe. Isso não é amor, “polianas”, é martírio!
Por fim, a quarta e mais numerosa classe de torcedores – na qual eu, impiedosamente, me incluo: a dos omissos. Refiro-me àqueles que sabem que está tudo uma droga, que ainda vai piorar bastante e, a despeito disso, não fazem nada de efetivo para mudar esse quadro dantesco. Lembram-se de Manoel Schwartz, de Francisco Horta, de Newton Graúna, de Antônio de Castro Gil e de outros tantos que engrandeceram o Fluminense. Têm certeza, portanto, que Mário Bittencourt é a encarnação da degradação do Fluminense. Num exercício de abstração, alguém o imaginaria concorrendo à Presidência nos anos 80? Aliás, alguém o imaginaria com algum cargo no clube nessa época? Claro que não! Mas, desafortunadamente, depois de um ou outro muxoxo no grupo de zap, todos se calam, deixando as duas primeiras classes nadarem de braçada e enterrarem, cada vez mais, o Fluminense. Em suma, Fábio Egypto, Ângelo Chaves, Peter Siemsen, Danilo Félix, Pedro Abad, Mário Biitencourt e outros desse tenebroso naipe são produtos de nossa gigantesca desídia. Nós, os culpados!!!
Saúde e paz para todos.

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