“O maior Bayern de Munique de todos os tempos” – Opinião André Barros

“O maior Bayern de Munique de todos os tempos”
Neuer, Boateng, Perisic, Philippe Coutinho, Thomas Müller, Robert Lewandowski… deveras, o atual Bayern de Munique é um timaço!
Mas, data venia, o Bayern de Munique de 1975 – base da seleção da então Alemanha Ocidental campeã mundial em 1974 – era muito, muito melhor. Guardando a meta estava o lendário Sepp Maier; na zaga figurava, ninguém mais, ninguém menos do que o mito (o verdadeiro) Franz Beckenbauer; no ataque, o inesquecível artilheiro Gerd Müller. Como coadjuvantes de luxo, Schwarzenbeck e Kapellmann também formavam o onze do bicampeão europeu.
Em 10 de junho de 1975, o poderoso Bayern de Munique enfrentou “A Máquina Tricolor”. Foi um show, na mais completa acepção do termo. Um genuíno arrebatamento de almas e corações tricolores. É assim que se formam torcedores, mariobobos.
Nesse contexto, o placar do jogo foi até desimportante (1×0 Fluzão). Tenciono, aqui, sublinhar o tamanho de nossas ambições, confrontando-as com as do triste presente.
Félix, Toninho, Silveira, Assis e Marco Antônio; Zé Mário, Kléber e Rivelino; Cafuringa, Paulo César (Manfrini) e Mário Sérgio.
Técnico: Carlos Alberto Parreira.
Presidente: Francisco Horta.
Saltemos, agora, no tempo.
19 de agosto de 2020 – Bragança Paulista – São Paulo.
Muriel, Igor Julião, Nino, Lucas Claro e Egídio; Yuri, Michel Araújo, Dodi e Nenê; Evanilson e Marcos Paulo.
Técnico: Odair Hellman.
Presidente: Mário Bittencourt.
Tirem o tubo!
Tirem o tubo!
Tirem o tubo!
Tirem o tubo!
Em tempo (1): eu, com 8 anos, estava no Maracanã com o meu saudoso pai naquele junho de 1975. Será que alguém da Flusócio – a vanguarda do atraso – estava lá?
Em tempo (2): Consta que o atual Presidente do Fluminense nasceu depois de 1975. Por imperativo lógico, ele não poderia ter assistido ao mencionado jogo. Mas, cada vez que eu fito o Sr. Mário Bittencourt, tenho a nítida impressão que ele acha que Cafuringa é o “… herói sem caráter…” de Mário de Andrade. Afinal, para mim, ele é mais um tricolor nutella – generosamente supondo-o tricolor.

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