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Compliance e Governança Corporativa segundo Mario Bittencourt – Opinião Dr. Bruno Freitas

Compliance e Governança Corporativa segundo Mario Bittencourt

Em entrevista dada ao Portal Netflu no fim de 2019, o Presidente do FFC, Mario Bittencourt assim se manifestou quando indagado sobre o polêmico tema da “Auditoria Externa” (tema para outro artigo):

 

“Desde que assumimos a gestão do Fluminense estamos internamente debruçados sobre os números do clube e já iniciamos o processo de contratação de uma auditoria externa para 2020. Em paralelo, já estamos implementando as estruturas de Compliance e Governança Corporativa, também para estarem funcionando plenamente no próximo ano.”
Antes de discorrer sobre a declaração, aliás, promessa de campanha, tem que se entender os conceitos de Compliance e Governança Corporativa.
O primeiro é um conjunto de regras, padrões, procedimentos éticos e legais que, uma vez, desnudo e implantado, será a linha mestra que orientará o comportamento da instituição no mercado em que atua, bem como as atitudes de seus funcionários.
O segundo atua no extremo zelo pela aplicação do primeiro, certo de que seu desvio arrisca a instituição no Plano Legal e de Imagem.
Trocando em miúdos, escusas conexões, contratos superfaturados, gestão equivocada de passivo e de ativo, são exemplos que arriscam a instituição no plano legal (possibilidade de processos) e no de imagem (ninguém gosta de se ver associado àqueles que mantém tais práticas).
E, falando de FFC, para não cansar o leitor, usarei um único exemplo de quão bravateiro é o nosso presidente.
O clube está sendo ajuizado pela Brazil Soccer Sports Management Ltda (leia-se: Eduardo Uram) pelo singelo valor de R$ 2.769.568,52, isso mesmo, dois milhões setecentos e sessenta e nove mil, quinhentos e sessenta e oito reais e cinquenta e dois centavos, por uma confissão de dívida assinada pelo Sr. Pedro Abad que consolida falta de pagamentos de comissões por agenciamento de diversos atletas (muitos enquanto o MB ainda era Vice Presidente de Futebol) – Processo nº 0131170-92.2020.8.19.0001.
Vamos pensar: Não é arriscado no plano legal seguir contratando com uma empresa que demanda judicialmente contra o clube? Não soa promíscua a contratação do Danilo Barcelos e da venda do Evanilson (ambos do agenciados pelo Sr.Uram) na semana que esse processo judicial veio à tona?
Isso explica muita coisa no clube. Uma delas é a que não temos Patrocínio Master porque nenhuma empresa associará sua marca (seja consolidada ou em fase de consolidação) em uma instituição sem qualquer governança corporativa. Posso apostar que isso não acontecerá em se mantendo esse estado de coisas… pelo menos não com um patrocinador sério.
Tais questões nos forçam à conclusão de que Mario Bittencourt é um Flusócio com vestes de tribuno.

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