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“Tampax – Incomodada ficava a sua avó” – Resposta André Barros

“Tampax – Incomodada ficava a sua avó”

Qual um tsunami, um disse que disse tomou conta das redes sociais tricolores nos últimos dias. O Presidente Mário Bittencourt teria ficado “… incomodado…” com algumas críticas desferidas contra a sua pessoa. Consta que, num genuíno ataque de pelancas, ele chegou ao cúmulo de ameaçar processar “A”, “B” e “C”, inclusive a mim.

Cabem ressalvas, muitas ressalvas.

Em primeiro lugar, Sr. Mário Bittencourt, dirijo-lhe as críticas enquanto Presidente do Fluminense F.C. Nada tenho de pessoal contra o senhor. Aliás, sequer o conheço pessoalmente. Levante-se dessa histórica cadeira – na qual o senhor nunca deveria ter tido o atrevimento de sentar-se – e nunca mais ouvirá falar de mim. Ganharemos eu, o senhor e, principalmente, o Fluminense F.C. Afinal, como dirigente do Fluminense F.C, numa escala de “0” a “10”, dou-lhe “-1” – isso com muito boa vontade.

Em segundo lugar, Sr. Mário Bittencourt, desde o aparecimento do absorvente “Tampax”, “… incomodada…” ficava a sua avó. Aliás, coitadas, “… incomodadas…” ficavam as nossas avós.

Em terceiro lugar, Sr. Mário Bittencourt, estou coberto pela franquia constitucional do freedom of speech (artigo 5o, inciso IX, da Constituição Federal, promulgada em 05 de outubro de 1988). Tenho certeza que as minhas críticas – conquanto acerbas, ferozes e carregadas de palavras de conteúdo semântico negativo, que produzem inegável mal-estar na pessoa a quem se dirigem, no presente caso, o senhor – se contêm no polígono encantado do sagrado direito de opinião. Jamais, jamais descambei para o hate speech. No ponto, impende lembrá-lo, com alguma imprecisão decorrente da ligeireza do escrito, o famoso episódio envolvendo um humilde moleiro e o Rei Frederico II da Prússia. Coagido por este a deixar a sua residência, aquele resistira com um argumento que, embora de simples enunciação, entraria para a História: “… ainda há juízes em Berlim…”. E, então, ante essas iniludíveis palavras, o Rei Frederico II da Prússia, prudentemente, recuou. Pois bem, Sr. Mário Bittencourt, ainda há juízes no Brasil. E, ao me forçar a escrever sobre isso, o senhor perdeu comigo pontos justamente na província do saber humano em que, sinceramente, o apreciava, o Direito.

Em quarto lugar, Sr. Mário Bittencourt, a despeito do uso de palavras infinitamente mais duras do que as minhas, não me consta que o senhor tenha levado o Sr. Elias Duba às barras dos Tribunais. Isso é algo a se pensar e a se argumentar numa eventual contestação ou reconvenção.

Em quinto lugar, Sr. Mário Bittencourt, exorto-lhe a ouvir a mítica trilha sonora do filme “High Noon” (1952), em especial a parte que emula coragem por todos os lados: “I do not know what fate awaits me […] I only know I must be brave […] And I must face a man who hates me […] Or lie a coward, a craven coward […] Or lie a coward in my grave…”. Em suma e em caixa-alta: EU NÃO TENHO MEDO DO SENHOR NEM DE SUAS FOQUINHAS AMESTRADAS. Ou eu, em defesa de minha inesgotável paixão pelo Fluminense, o arrosto de frente ou escrevam “covarde” na minha lápide. No nosso “duelo”, eu encarno a personagem vivida por Gary Cooper.

A propósito, Sr. Mário Bittencourt, eu sou homem o bastante para assinar todos os meus posts. Não tenho perfis fakes tampouco lanço mão de avatares. Diferentemente sucede com a sua odiosa alcateia. No ponto, recomendo-lhe prudência, eis que sempre tem um idiota que se desgarra das instruções que lhe foram dadas e se excede nas ações. Por exemplo, um sociopata – que me parece seu ardoroso simpatizante, valendo-se de um fake, como sói ocorrer com todo covarde – fica me ameaçando via zap. Como não consigo identificá-lo, em linha com a Teoria do Domínio do Fato, no limite, posso atribuir as ameaças ao líder – ou mentor – do grupo, não? Ou seja, o senhor pode buscar lã e sair tosquiado.

Caminhando para o fim, eu não conto com milícia virtual, muito menos com real. Armado estou apenas com a pena, que se mostra, outra vez, mais poderosa do que a espada, mesmo a dos poderosos e criados, em condomínio fechado, pela avó. Por meio deste, desafio-lhe, abertamente, para um debate, olho no olho, de homem para homem, somente sobre a História do Fluminense. Só tema de arquibancada, Presidente. Papo de boleiro, Mário. Hora, data e local à sua livre escolha. De quebra, o senhor pode levar todas as suas foquinhas amestradas e a elas recorrer em momentos de grande aperto. Se eu perder 10% do predito debate, comprometo-me a sair vestido de Carmem Miranda, na hora do almoço, em dia útil, em plena Avenida Rio Branco, no Centro do Rio de Janeiro/RJ. Por outro lado, se eu ganhar 90% da altercação, o senhor volta ao seu bem-sucedido escritório de advocacia, deixando o Fluminense para “… gente que faz…”.

Por derradeiro, há pouco, a minha esposa veio me interpelar, dizendo que o slogan “… incomodada ficava a sua avó…” era referente ao “Sempre Livre”, não ao “Tampax”. Sinceramente, eu não sei. Afinal de contas, marca de absorvente nunca foi o meu ponto forte. Quanto aos “… incômodos…” do Sr. Mário Bittencourt, estou pouco me lixando. Ele que use um “Tampax” – ou um “Sempre Livre”, ao seu gosto, válida a consulta ao Eduardo Uram.

#FORAMÁRIO

#NÃOHÁMALQUESEMPREDURE

#EUQUEROMEUFLUDEVOLTA

#ÉPELOFLUDEVERDADE

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